Confrades e confreiras que participaram das Antologias CAPPAZ  -  2019 / 2020 - iniciais M / N O

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Malú Ferreira
Antologia CAPPAZ 2020

Natural de São Paulo. 2 ºgrau.-casada, três filhos dois netos. Já viveu em várias partes do Brasil e do mundo.
Dentre eles: Chile,Cingapura, Emirates Árabes e inúmeras cidades do Brasil. Inicia sua vida literária em 89 na coletânea “Poesia de Fim de Século”, Por amor a arte do escrever passou a freqüentar as palestras de filosofia do professor Germano machado. Possui alguns certificados por ser assídua as aulas e eventos. “Cântico ao Amor”.Cartão Postal , Livro “Crestomatia”, Revistas Cepa Cultural.
Muda-se para o Chile e lança seu primeiro livro solo “Ritual de Vozes” um livro bilíngüe. Nas cidades de Concepción e Arauco.
Participou da coletânea Poetas Del Mundo (Valparaiso), Revistas Rucaylle (Arauco) e Revistas “Correo de La Poesia.”(Valparaiso).
Participações em vários encontros de escritores (Vinã Del Mar) e outras regiões.
Em 1990 muda-se para Cingapura. Lá publica na Revista “ATT Celebrates 20th Anniversary” um poema cujo titulo “Brazil”
Em 2010 muda-se para Emirates Árabes. De volta ao Brasil Ingressa ao grupo do ArtPoesia e publica nas Coletâneas “Ecos Machadianos, Ecos Castroalvinos, Alguns artigos no Jornal A Tarde de SSA e no Diário do Litoral- Paraná. É colaboradora com poemas na revista ArtPoesia. Participa nos encontros do Fala Escritor.Tem textos gravados pela rádio CBN de SSA- Bahia. Posta seus poemas em vários sites.
Malú diz: Não me peça que te faças um poema. Poema não se pede ele flui.
Não me peças que recite. Porque sou silencio.
Simplesmente caminho sobre eles.

Afilhada de Vera Passos
Confreira Efetiva.

Paz
Malú Ferreira

Do alto onde repousam as nuvens
Renovam as esperanças
É um pulsar de artérias
Ao contempla os límpidos flocos
Aglomerados entre si.
É um refletir de imagens
Seres pensantes...
Terra,
Mergulho em seu habitar.
Reluzem as esperanças.
E na ânsia de uma resposta
Aos questionamentos,
Vou desnudando a mente.
Retorno.
Mergulho oceano
Sem medo de afogar-me.
__ Cruzo__
Montanhas, florestas, rios.
O toque suave da brisa... em mim
Subitamente desperta
Cumplicidade, ansiedade
Na infinita busca
Paz.

 

MARINA MARTINEZ.jpg

Marina Martinez
Antologia CAPPAZ 2020

Nasceu em Porto Alegre, em 12 de outubro. Funcionária inativa da Previdência Social. Foi professora de redação na FAMECOS/PUCRS, (área de Relações Públicas) e presidiu o Conselho Regional de Relações Públicas. Atualmente, se dedica a correções de textos. É autora dos livros Redação Eficaz e Torne-se uma Pessoa Melhor - Editora Sagra Luzzatto - e Cerimonial para Executivos, em sua quarta edição, da Editora Doravante.
Integra o Grêmio Literário “Castro Alves” e a Casa do Poeta Rio-Grandense.

Afilhada de Sílvia Silva Benedetti
Confreira Efetiva.

Natureza perdida
Marina Martinez

Fui falar com os animais. Não os achei.
Enfeitam paredes, empalhados,
ou estão no chão, pisoteados.

Fui falar com as flores. Não as achei.
Artificiais arremedos coloridos,
ornamentam vasos corroídos.

Fui falar com os mares. Não os achei.
Encharcam praias, poluídos;
estertoram nas pedras, com gemidos.

Fui falar com os homens. Não os achei.
Vagam nas guerras, perdidos,
buscando, aflitos, seus feridos.

Fui falar com os anjos. Não os achei.
Voam no espaço, abandonados;
peregrinam, nos ares, alucinados.

Fui rezar para Deus. Não O achei.
Chorava em um canto pelos seus.
Fui falar comigo. E também não me achei.
Alienada, havia perecido, sem saber, no animal, na flor,
no mar, no anjo, em cada lágrima de Deus.

MARIA JULIA GUERRA( MAJU GUERRA).jpg

  Maria Julia Guerra
     (Maju Guerra)
Antologia CAPPAZ 2020

Nasceu no Rio de Janeiro, reside em Salvador. Sempre gostou de escrever e de compor. Chegou a vencer um “concurso de trovas” quando adolescente. Por contingências da vida, com o tempo dedicou-se apenas a outras atividades, mas continuou leitora voraz. Incentivada por uma amiga querida, a Gui Oliva, voltou à escrita há poucos anos. Graduada em Biblioteconomia (UFF) e Direito (UFBA), aposentou-se como auditora fiscal da RFB, hoje trabalha como terapeuta e astróloga. Contadora de histórias, eterna aprendiz, amante da paz e do respeito a tudo e a todos, crer ser um ser de fé em perpétua mutação.

Afilhada de Joyce Lima Krischke
Confreira Efetiva.

Borboletas e Lagartas
Maju Guerra
 
O casal decidiu morar em outro estado, melhores oportunidades de emprego. A moça se entusiasmou com a mudança. Finalmente uma casa, sempre havia morado em apartamentos. O lugar era um espetáculo de aconchego. Quando abriu o portão e entrou, sentiu-se abraçada.
A casa não era lá muito grande, mas o jardim e o quintal, ainda que um pouco abandonados, eram bastante promissores. Depois das arrumações, procurou jardineiro. Encontrou seu Cícero que desempenhava o ofício com o coração. Satisfeita, começou a ler e a estudar sobre jardinagem, clima, qualidade de plantas, se preferiam o sol à sombra, se aceitavam ou não o vento, as que gostavam de mais água... Imaginava o jardim pronto, as pessoas parando para admirá-lo, o perfume das flores se esparramando pela rua, por dentro da casa...
Com a terra adubada, começou a buscar e a comprar as mudas das plantas. A terra se abriu cheia de boa vontade para receber hibiscos, jasmins, manacás, buganvílias, zínias, antúrios, violetas, margaridas, crisântemos, algumas já com flores. Junto à parede da garagem, colocaram um pé de alamanda amarela. Quando crescesse e florisse, todo o telhado ficaria coroado de flores douradas.
Passado mais um tempinho, o jardim foi inaugurado, uma lindeza de se ver. De agora em diante, era preciso apenas cuidar da vida que havia sido gerada.
A moça e o jardineiro tratavam o jardim com mãos de fadas. Cada vez mais flores e cores surgiam, odores deliciavam o olfato de quem chegasse, a moça podia se orgulhar da sua cria, sem modéstia alguma.
Um dia, deslumbrou-se com as borboletas de várias cores e tamanhos voando por todo o jardim, em volta dela, pousando nas folhas... Parou para contemplar o espetáculo da cena. Sem sombra de dúvida, as borboletas também se mostravam encantadas com o jardim.
Passado o momento, seu Cícero comentou que, borboletas e flores eram obras divinas, ele concordava. No entanto, ela deveria se lembrar que as borboletas deixariam seus ovos, uma questão de tempo o aparecimento das lagartas. Um ataque de lagartas estava previsto, continuou falando, ele só esperava que não fosse maciço, poderia não sobrar planta sobre planta. Já havia presenciado trágicas devastações causadas pelas lagartas. A moça se arrepiou dos pés a cabeça, não desejava imaginar o aparecimento de uma lagarta, ainda mais de um bando. Seu jardim ficaria a salvo dessas criaturas, disse a seu Cícero com firmeza. As lagartas tomariam outros rumos, havia tantos outros. Atrás da casa, por exemplo, um matagal cheio de folhagens as esperava, por que não se alimentar por lá? Que os Anjos digam Amém, declarou o jardineiro. O assunto morreu por ali.
Após umas semanas, a moça percebeu buracos nas folhas da vistosa alamanda amarela. Chamou seu Cícero, ele vaticinou: lagartas. Ela ficou parada, em estado de choque. Ao se refazer do susto, perguntou o nome do praguicida a ser comprado para acabar com todas elas. De posse do nome, sentiu-se mais tranquila.
No dia seguinte, chegou do comércio e decidiu vistoriar o jardim. Ao se aproximar da alamanda, o pânico a dominou. A planta estava praticamente careca, quase sem folhas e flores, uma hecatombe acontecera com a cumplicidade da noite. A moça declarou guerra aos famintos bichos sem consideração. Jurou que iria dar o troco, ora se não iria. O jardineiro lhe avisou que deveria ir com menos sede à fonte, conselho desconsiderado. Os dois findaram por encharcar todas as plantas com o remédio mortal. A ação descartou completamente a devastação do restante do jardim. Lagartas, nunca mais, ela se sentiu vingada.
Com o decorrer do tempo, a alamanda amarela já recomposta, debruçava-se sobre o telhado da garagem. O jardim continuou lindo e perfeito.
Em uma manhã ensolarada, borboletas e borboletas coloridas sobrevoavam os jardins vizinhos, o matagal atrás da casa, mas não o seu jardim. A moça ficou triste. Com tanto pesticida, as borboletas não se aproximariam das suas plantas. Todas ficariam em segurança, porém a sintonia mágica de borboletas e flores também não existiria. Que dilema! Sem lagartas, não haveria borboletas. Sem borboletas, perdia-se o espetáculo insubstituível de graça e de beleza protagonizado por elas. Precisava pensar bastante no assunto, descobrir uma solução aceitável e justa para ambas as partes.
Seu Cícero apareceu, ela comentou sobre o acontecido e sua grande decepção. Naquele ano, deixariam de colocar veneno no jardim para matar lagartas, concluíram. Fatalmente, no outro ano, as borboletas apareceriam, em consequência, as lagartas também. Naquele ínterim, haveriam de buscar uma forma de harmonizar a existência de lagartas e borboletas. Se as lagartas fazem parte do ciclo de vida das borboletas, as coisas são assim mesmo. A sabedoria da natureza não admite discussões. Seria necessário, tão-somente, buscar o ponto de equilíbrio, porque em tudo na vida existe um.

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Mirian Arceno Rocha

É mãe, artista plástica e artesã. Professora de pintura em tela e artesanato. Realiza pinturas ao vivo, palestras e exposições individuais e coletivas desde 2001. É idealizadora do projeto social “Arte Que Denuncia, Combate e Previne” desde 2019 e através dele surgiu o interesse pela escrita poética, que na sua grande maioria está conectada a obra pintada.
Através da obra “Somos Todos Girassóis” que foi finalizada no 2° Sarau Virtual 2020, Vida Todos Por Todos e da prosa lírica “Sou um Girassol” homenageou a CAPPAZ. .

Natural de Ibirama/SC, residente na cidade de Camboriú\SC, Mirian começou a pintar em 1993, casada e mãe de duas filhas.
É autodidata em grande parte de seu trabalho. Seu estilo é figurativo indo do acadêmico ao contemporâneo.
Ministrou aulas de pintura em óleo sobre tela e artesanatos na cidade de Camboriú durante alguns anos.
Realiza exposições individuais e coletivas com diversos temas desde 2001.
Suas obras são comercializadas no Brasil e exterior.
Foi membra do Grupo de Artistas Plásticos de Balneário Camboriú (GAP) de 2008 a 2012.
Teve participação especial por duas vezes no Programa Vera Toledo na TV Panorama de Balneário Camboriú pintando ao vivo.
Ingressou na CAPPAZ em 2011 como confreira apoiadora. Foi autora das obras que foram capa das Antologias publicadas nos anos de 2012 e 2014.
Ganhou em 1° lugar o concurso “Nossa História na Tela” na cidade de Camboriú/SC.
Participou do Fórum do Artista Cristão de Porto Alegre\RS em julho de 2019.
É idealizadora do projeto social Arte Que Denuncia, Combate e Previne através da exposição de arte “Violência Contra a Mulher e a Criança”.
Por meio do projeto surgiu o interesse pela escrita poética.
É palestrante do tema “Abuso Sexual” nas escolas públicas e privadas.
Através da exposição Violência Contra a Mulher e a Criança foi entrevistada pelos seguintes programas:
Balanço Geral, RIC TV Record Itajaí (NDTV) em fevereiro de 2019.
Jornal do Meio Dia, TVBE Itajaí em março de 2019.
Programa Vitrine, Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú em maio 2019.
Programa PC na Cidade, TV Panorama Balneário Camboriú em maio de 2020.
Rádio Felicidade Gospel, Novo Hamburgo RS em março de 2019 e maio de 2020.
Realiza pinturas ao vivo em seminários, conferências e escolas públicas ou privadas no estado de Santa Catariana e em outras regiões do país.

Afilhada de Joyce Lima Krischke
Confreira Efetiva.

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