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1ª CIRANDA MENSAL CAPPAZ – MÃOS DE PAZ - ABRIL DE 2008



INTRODUÇÃO

Eis a primeira ciranda CAPPAZ! Cirandeiros do Amor e da Igualdade cantamos cantigas de PAZ! Pois, somente PAZEANDO poderemos demonstrar nosso Respeito e nosso Bem-Querer pelo semelhante, pela Mãe-Natureza, pelos irmãos-animais. Portanto, demo-nos as mãos. De forma Fraterna e Verdadeira! Teçamos, nesta Ciranda - em verso ou em prosa - a Teia da Vida com Filigranas de Paz! Para tanto e, portanto: com ensolaradas e franciscanas MÃOS DE PAZ! J.J. Oliveira Gonçalves Porto Alegre, 20 de abril/2008. 13h04min


ÍNDICE

Anna Paes Leme Jota (02) Aparecida Lourdes Micossi (06) Arnaldo Agria Huss (14) Gladis Rodrigues Moreno (07) João José Oliveira Gonçalves (01, 16 e 17) Jonas Krischke Sebastiany (10) Joyce Lima Krischke (15) Judite Krischke Sebastiany (11, 12 e 13) Léon Lambert (04) Lourival Villas-Bôas (08) Milton J.Pantaleão (05) Saturnino de La Torre (09) Silvia Benedetti (03)


PARTICIPAÇÕES -01- Mãos de Paz! J.J. Oliveira Gonçalves As mãos são o Instrumento franciscano Levando Paz e Bem ao Universo! As mãos são o abraço que se esboça Para acolher o outro – o semelhante Na Emoção da alegria e da Dor... As mãos são boas-vindas – nas Chegadas São acenos tristonhos – nas Partidas... As mãos semeiam flores... Também Espinhos colhem pela Vida. As mãos, infelizmente, fazem guerra... Também trazem o Bálsamo da Paz! Estendidas as Mãos são solidárias São ajuda, bondade, amparo e cais... São Verdades que a mentira não corrói! Em ciranda – e irmanadas na Igualdade São mãos de São Francisco: Mãos de Paz! São mãos de todo aquele que é CAPPAZ De pazear ombro-a-ombro com o outro Sem vaidade, sem inveja ou ambição Fazendo com o Kosmos: Comunhão! Porto Alegre, 18 de abril/2008. 20h52min -02- Mãos que dão PAZ Anna Paes Leme Jota Nome : Mãos que dão PAZ Foto 1028x800 Digital Work 450x350 (Foto da mão de JAPLJ (meu neto), na mão de sua mãe FSJ) Art Digital aplicada Brasília/DF, 20/04/2008 -03- SEARA DE PAZ Sílvia Benedetti A humanidade necessita Cultivar a PAZ! Regá-la, protegê-la, Orvalhar com brilhantes Suas folhas e flores. Incrementar seu crescimento com dedicação, carinho, Onde quer viceje! Plantá-la agora e sempre! As pessoas, todas elas, Ricas ou pobres, letradas ou não, Aprenderão por certo: AMOR é sementeira sagrada! PAZ, colheita almejada Frutificação zelosa, segura alvissareira! Porto Alegre/RS -04- "Amigo me dá a mão" Arte fotográfica Léon Lambert "AMI DONNE MOI LA MAIN" Léon Lambert Auto-retrato - Léon Lambert e Orfeo Local- Sers-França Data 23 de abril de 2008 Foto original 1.276x1279pixels.jpg Arte Digital: Adobe Photoshop CS2 - Texturizador- Tela de Pintura -05- A Paz em Tuas Mãos Milton J. Pantaleão Todos juramos que almejamos a Paz Apelamos ao Mundo para que haja Paz Imploramos aos governantes que patrocinem a Paz Seja qual for a Paz que idealizamos. Entretanto, a Paz está em nossas mãos ! Não podemos transferir essa responsabilidade Parece muito cômodo pedir a Paz aos outros Mas nós, o que estamos fazendo por Ela? Difusos são os caminhos apontados para chegar à Paz Até a utopia de mudar a alma humana é cogitada. Os sábios do Mundo já deveriam ter mostrado Um caminho mais objetivo do que meras intenções. Olhemos para nós: O que temos feito de concreto? A Ganância e a Injustiça Social são as causa da falta de Paz O que podemos fazer contra elas? Estamos realmente preocupados com isso? Reflitamos. -06-

PAZ! Aparecida Lourdes Micossi Não sou CAPPAZ de escrever um poema que aborde esse assunto pois, comparada aos outros autores, sinto-me uma gota d´água no oceano, dada a grandeza de seus textos e a abrangência de seus contextos. Por outro lado, não consigo arranjar um pretexto p´ra ficar de fora dessa Ciranda porque seu objetivo é a Paz, palavra pequena, com um significado imenso. Assim sendo, deixo aqui minha contribuição: o desejo que todos os povos tragam a Paz no coração. Se ela já existe na mente de cada cidadão, o que é que impede que cada Nação possa praticá-la à exaustão? Vamos nos dar as mãos! E juntos, ir em busca da Paz! Porque cada pessoa é CAPPAZ! Santos/SP, 26/04/2008 -07-

MÃOS DE PAZ Gladis Rodrigues Moreno Mãos que se erguem em muda oração, Mãos que se entrelaçam num pedido de paz. Mãos que se estendem para a acolhida, Mãos que acenam em triste despedida. Mãos calejadas que semeiam a terra, Mãos que se apertam selando amizade, Mãos que se tocam buscando carinho, Mãos que se agitam celebrando liberdade. Mãos que aclamam o sentido da vida, Quando trabalham para doenças curar. Mãos que rezam em agradecimento, Deixando as lágrimas pela face rolar. Mãos que caminham juntas numa plena entrega, Ao perceberem ser de tudo “CAPPAZ”, Quando olham para o alto com o coração, Estampando na fronte o que a esperança lhes traz. MÃOS DE PAZ! Pelotas/RS -08-

As Mãos da Paz Lourival Villas-Bôas

É triste e preocupante o que vemos, ouvimos e lemos diariamente nos noticiários diários sobre a agressividade das pessoas, de um modo geral. E no trânsito de pedestres, quando um empurra o outro para passar, podendo em fração de segundos dar-lhe passagem com um simples gesto. Ou o que é pior, estando o pedestre jovem em melhor posição numa calçada, apertar pessoas idosas contra a parede ou quase as derrubar se estiver na beira, levando-as a cair na sarjeta, ao chão, com risco de sérios ferimentos, sem o mínimo respeito, numa agressividade inútil. Tudo em nome da pressa! Pior, ainda, é quando ao atravessar uma rua, dentro da faixa de segurança e com o sinal positivo, o idoso, com menos capacidade de locomoção, ouve, de certos motoristas mal educados, insultos com chavões de baixo calão. Tudo isso é uma constante, não só em nossa cidade, mas até mesmo em cidades menores. O que é isto? Como se chamam estas atitudes? Brutas, selvagens, estúpidas? Falta de educação, civilidade, respeito ao próximo! Pede-se Paz! Porto Alegre, 04 de maio de 2008.

-09- DEIXE VOAR TEUS SONHOS Saturnino de la Torre Tradução M. Cândida Moraes Se descobrires o tesouro que existe em ti, se conseguires resgatar o velho sonho, terás nas tuas mãos o grande poder de vê-lo realizado em algum momento, porque os sonhos não são outra coisa que essa lâmpada de teus desejos. Todos nós tivemos sonhos algum dia e os perdemos por não crê-los, Igualmente com a criatividade, companheira de infância e de brinquedo. Os sonhos acompanham nossa vida, pois sonhos tivemos de pequenos, sonhos de juventude e de relacionamentos, logros conseguidos com esforço em nosso trabalho ou profissão, para beneficiar, ao fim, velhos desejos. Será que tudo na vida é sonho, Ou o sonho nos faz viver de novo? Barcelona/Espanha -10- Mãos de Médico Atestado médico: é ético expor meu paciente? Jonas Krischke Sebastiany O Atestado Médico é um dos tantos documentos os quais cabe ao médico confeccionar buscando o máximo de fidelidade às normas legais vigentes. Como médico que sou, seguidamente deparo-me com pacientes que retornam ao meu consultório solicitando complementação de atestado que fora corretamente redigido. Aos colegas médicos, empresas ou instituições de ensino a quem destinava-se o atestado negaram a validade do mesmo pelo fato de não constar expresso no texto a patologia que levou o paciente a afastar-se de suas atividades. Parece-me importante que todos a quem esse documento possa interessar saibam que a discriminação por extenso ou em código (CID-10) do motivo que afasta os pacientes de suas atividades é facultada ao próprio paciente. Em outras palavras, o médico não tem a obrigação e nem mesmo o direito de divulgar esta informação, visto que é assunto de foro íntimo do paciente, amparado por lei. Salvo por vontade do paciente, expressa por escrito no corpo do atestado e assinada pelo paciente, o segredo deve ser guardado e jamais poderá ser exigido do médico procedimento em contrário, exceto em perícias judiciais, atestados de óbito e algumas situações de rara peculiaridade que cabe ao profissional conhecer na forma da lei. Portanto, senhores médicos, empresários, diretores de estabelecimentos de ensino e de instituições públicas, vamos parar de exigir procedimentos ilegais e anti-éticos dos médicos. Vamos nós, médicos, parar de consentir com a exposição irresponsável da intimidade do nosso enfermo. Levemos a sério mais este entrave burocrático ao qual gostaríamos de poder abdicar. Observemos as leis e as normas éticas, evitando constrangimentos a quem devemos por direito e dever o segredo profissional. Brusque/SC -11- SOBRE PAZ E EDUCAÇÃO Judite Krischke Sebastiany No dia-a-dia do professor Agitação, barulho, Vozes alteradas, Más notícias ... sofrimento. Como vamos ensinar a paz? Parece impossível ! Não estamos em paz. Mentes agitadas ... cansadas. Há uma solução: Parar. Silenciar. Questionar a lógica Do desespero ... da desesperança. Só posso dar aquilo que tenho. Só posso ensinar a paz que encontrei. A paz que busquei na fonte, Que priorizei e cultivei. Porto Alegre/RS -12- ENSINAR A PAZ Judite Krischke Sebastiany Ensinar a paz É ensinar um outro olhar. Um olhar que enxerga Verdadeiramente O Outro. Ensinar a paz É fazer parar, olhar... Acalmar o coração Perdoar, reconciliar. Amar. Ensinar a paz É trabalho árduo. Exige persistência, Repetição. Fé e esperança. Porto Alegre/RS -13- EM BUSCA DA PAZ Judite Krischke Sebastiany Em busca da paz... Silencio. Mergulho dentro de mim, Descubro o que me irrita, O que me angustia e porquê. Desejo a paz Para mim Para os meus Para o mundo. Então, Silencio. Mergulho na fonte Do amor incondicional Do amor que me ensina a AMAR. Encontro Paz Aprendo Paz Ensino Paz Cultivo a Paz. Porto Alegre/RS -14- CONTRASTES DE UM POVO Arnaldo Agria Huss Ainda perplexo com o caso da menina atirada do sexto andar de um edifício de classe média-alta em São Paulo, venho até aqui para escrever um texto onde não pretendo abranger o caso em questão, mas, sim, tentar fazer algumas colocações sobre determinados fatos ocorridos e que também me deixam em estado de perplexidade. A cobertura dada pela imprensa chega ao esgotamento. Existem emissoras de TV que dedicam programas inteiros ao assunto, em muitos casos - ainda que veladamente - fazendo pré-julgamentos como se os seus âncoras fossem os donos da verdade. Uma delas chegou a ponto de apresentar uma “entrevista” com o casal mais famoso da atualidade num programa dominical de audiência considerável, entrevista essa que não acrescentou absolutamente nada a coisa alguma, a não ser a tentativa do casal de provar sua inocência. Mas quais são os casos que também me deixam em estado de perplexidade, além do crime em si? E eu respondo. As atitudes desmedidas de um povo que faz questão de fazer a sua parte de forma ridícula e insensata, sem ter certeza de nada, transformando uma tragédia em um espetáculo circense de primeira grandeza. É claro que a condição social das famílias envolvidas influencia muito para que o “povão” aja dessa maneira. Crimes hediondos similares a esse ocorrem com uma freqüência alarmante no dia-a-dia de nossas cidades, principalmente nas camadas sociais de baixa renda. Só que isso passou a ser tão comum que não dá mais audiência, mas quando acontece nas chamadas classes mais abastadas passa a ser um prato cheio para todos, mídia e povo (lembram-se da rua Cuba?). Vi nos telejornais a revolta desse povo contra os advogados de defesa do casal, ao atirar um tijolo contra o carro em que estavam e ao ir enfurecido bater o ponto em frente à casa dos familiares, fazendo algazarras e provocando destruição sem sentido no patrimônio alheio. Mostram faixas, cartazes de protesto, xingam a todos da família, atiram objetos, chutam os carros, enfim, agem como se estivéssemos no tempo das barbáries. Uns, mais idiotas ainda, fazem questão de se mostrarem sorridentes para as câmeras das televisões ali presentes como urubus em cima de carniça. Muito bem, essa é a situação que vemos nesse dia-a-dia repetitivo em que se transformou o caso da menina assassinada. Vamos agora olhar a situação através de uma outra óptica. Se esse mesmo povo que age assim perante um caso trágico como esse, tivesse o mesmo tipo de atitude contra o político corrupto, contra os abusos desmedidos das operadoras de telefonia e TV por assinatura, contra as empresas públicas que prestam os piores serviços à população e que pagam seus funcionários com o dinheiro que de nós usurpam através dos impostos, contra a situação caótica do nosso sistema de saúde, onde ainda estamos sujeitos a epidemias que há muito já deveriam estar erradicadas, talvez hoje já estivéssemos vivendo em um país melhor, mais justo e mais decente. Se esse mesmo povo cobrasse das autoridades de plantão o desfecho de várias tragédias ocorridas por desleixo e por irresponsabilidade de seus responsáveis, muito já teríamos avançado na direção de uma sociedade mais justa e mais acolhedora. Se esse mesmo povo se preocupasse um pouco mais com a informação, com a cultura e com o seu próprio destino não seríamos hoje um país tão sofrido e tão traído na sua própria essência. Mas isso não interessa e enquanto ocorrerem tragédias como a da menina atirada pela janela do sexto andar de um edifício de classe média-alta em São Paulo, esse nosso povo simpático e hospitaleiro, como dizem, já terá motivos para protestar dando-se assim por satisfeito. Vai entender! Santos/SP -15- Mãos Unidas – Ciranda CAPPAZ! Joyce-Lu@zul Para a amiga Gladis Moreno Benditas mãos que juntas semeiam Paz Benditas mãos que escrevem PAZ no dia-a-dia Benditas mãos que expressam harmonia Benditas Mãos Unidas – Ciranda CAPPAZ! Louvadas mãos que colhem frutos da Paz Cantadas mãos que embalam o berço Piedosas mãos que rezam o terço Amorosa mão que afago nos faz! Mãos tratadas revestidas de brilhos... Mãos que ofertam pão ao desvalido... Mãos que acarinham coração ferido... Preciosas mãos dos que abençoam filhos! Belas mãos de bailarina... eu desejei! Ditosas mãos de professora... que usei! Porto Alegre, 10 de maio de 2008 – 00h54min. -16- Mãos de Paz! (I) J.J. Oliveira Gonçalves Mãos de Paz perambulam pelas ruas Sem alardes, anônimas, bondosas! Espinhos transformando em alvas rosas Combatem realidades frias, cruas! Mãos de Paz que labutam pelo Amor Extensões franciscanas de Igualdade! A outras mãos dizendo: Nunca é tarde Para cuidar das Obras do Senhor! Mãos de Paz que recolhem animais Que acolhem seus corpos, ouvem seus ais Na confissão dos olhos de inocência! Mãos de Paz a salvar Mãe-Natureza Que estuprada, chora, com certeza Na Solidão sombria da Inclemência! Porto Alegre, 20 de maio/2008. 10h59min -17-

Mãos de Paz! (II) J.J. Oliveira Gonçalves Quem dera (re)unir tais Mãos de Paz Convocá-las na rima do meu verso! Mas, ai, é tão difícil... E é tão perverso O bicho-homem.. Embora tão capaz! Obscuros interesses... fingimentos Questiúnculas na Ordem tem do Dia! Dinheirista: disfarça... E na poesia Vem "lavar" mentirosos sentimentos! Poeta destes tempos cruéis - tão críticos Os Selos Fatais - Apocalípticos Eu vejo a galoparem pelo Mundo! Mãos de Paz, de Luz: vinde em profusão! Fraternas Cirandeiras de *Fernão: Seareiras do Deus - Farto e Fecundo! Porto Alegre, 20 de maio/2008. 11h44min


ENCERRAMENTO/AGRADECIMENTOS


Está encerrada a "1ª Ciranda CAPPAZ". Agradeço a todos que dela participaram com seu verso, sua prosa, sua arte - em prol da Paz e da Preservação da Vida de nosso machucado Planeta-Azul! E aos que, por um ou outro motivo, não se fizeram presentes nesta Ciranda, fica, aqui, minha fraterna expectativa de que trarão suas Mãos de Paz para celebrarmos a Chama da Vida. Até a próxima Ciranda. Com franciscano abraço J.J. Oliveira Gonçalves Presidente Nacional



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