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174ª CIRANDA CAPPAZ – 2023


01

ABERTURA

PAZ DE CONTA

Celso Corrêa de Freitas


Introdução: Não sou judeu, sou Brasileiro, Cristão Católico e em tudo que ouço e vejo, mantenho a minha posição de que ninguém me faz eu mesmo me construo.

Imagina que você e sua família, composta de 7 pessoas, recebessem num determinado tempo, 14,5 KM²

Do qual mais de 80% ou 12 KM² seriam constituídos de terreno árido e inóspito. Imagina você tendo apenas 2,5 KM² de terra para produzir.

Imagina, que um seu vizinho, que até então vivia em PAZ com você, também recebesse algo parecido com o que você recebeu.

Esse vizinho com seus 13 familiares recebeu 11 KM² de terras próprias para serem habitadas e para produção.

Bom...a partir dai, você a quem coube quase nada produtivo, transformou aquele presente de grego numa “fazenda” operacionalmente eficaz em todos os aspectos, gerando benefícios para os seus e muitos, inclusive “muitos” distantes.

Enquanto isso, aquele seu vizinho, sectário de uma seita antagônica a sua crença, ao invés de cuidar do que lhe pertencia, deixa que suas terras tornem-se o retrato da miséria, pobreza e subdesenvolvimento econômico, apesar de toda a ajuda que nunca lhe foi negada pelos seus pares. De uma hora para outra esse vizinho resolve lançar os olhos sobre o que é seu.

Mais do que isso, decide que ali você não pode ficar e que vai jogá-lo...digamos assim “ao mar”.

Imagina...

O que você faria?

O que eu Faria?

Para mim, é difícil suportar o vômito daqueles que só encontram razão no absurdo. Talvez isso se explique pelo estranho comportamento de suportarmos a mentira como artifício e não a verdade como realidade dos fatos.

Eu fico com a história.

Esse “um” pode tudo e os infiéis que se lasquem, revela uma hipocrisia, essa sim desproporcional, que isso sim, não mantém a PAZ em qualquer lugar do mundo.

É lamentável a distorção intencional da história, que se faz com fatos e documentos, segundo Gothe.

Já passou da hora de se dizer e mostrar para os inocentes úteis o que está além daquilo que só a paixão determina.

Está na hora, de você, em qualquer lugar desse mundo, tal como eu aqui em Praia Grande-SP, assumir a sua porção Judia e dizer sem medo para quem quiser ouvir:

“Deixem Israel em Paz, e vivam também em Paz.”

Se você não fizer assim, então a paz que você prega é uma “paz de conta”.

E quem paga o preço dessa conta? Todos aqueles que precisam viver em paz, para construir o futuro da humanidade.

Tanto o meu filho na ilusória segurança da minha casa, quanto uma criança em gaza.


PARTICIPANTES DA 174ª CIRANDA – CAPPAZ – EMPATIA PELA PAZ NO MUNDO


1. Andrade Jorge (11)

2. Antônio Oliveira(Cardoso) (09)

3. Celso Corrêa de Freitas (01) ABERTURA

4. Celso Corrêa de Freitas (02)

5. Dido Oliveira (16)

6. Eda Bridi (15)

7. Giba Peixoto (05)

8. Helder Roque (14)

9. José Maria de Jesus Raimundo Silva (07)

10. Judite Krischke (13)

11. Lourdes Ramos (06)

12. Neneca Barbosa (08)

13. Roseli Farias Roque (03)

14. Salomé Pires (12)

15. Valmir Vilmar de Sousa (Vevê) (10)

16. Valmir Vilmar de Sousa (Vevê) (18) ENCERRAMENTO

17. Vera Passos (04)

18. Wellington Costa (17)


02

AH ESSES INCLEMENTES

Celso Corrêa de Freitas


"Os pacíficos quererem e buscam a Paz, mais os inclementes sempre, ainda que em menores números, irão determinar a vida e a morte de muitos(CCF).

Vou começar este meu texto, colocando em pauta alguns nomes que se tornaram importantes no contexto da nossa formação humana.

O primeiro não posso deixar de colocar é Deus, o começo de tudo sobre o nada. A partir dele, surgem Noé, Abraão, Jacó, Jó, Moisés, Josué, Saul, Davi (Que idealizou o templo de Jerusalém) e Salomão (Que construiu o templo de Jerusalém), Isaías e Jesus (Que independente de quem estava no comando de Jerusalém, tinha uma missão divina! Morrer pelos nossos pecados).

Para ficar mais democrático, se você se lembrar de algum nome que poderia estar na contramão do pensamento das pessoas citadas acima, pode nominá-las. Mas, em verdade, vos digo que eu só me lembro do capiroto. Para mim tudo se resume num fato, Deus manda seu povo para Canaã, e eles comeram e ainda comem o pão que o diabo amassou, mas chegaram nele.

E por que comeram o pão do capiroto? Pois para atazanar a vida dos judeus, vieram os Assírios, os Caldeus, os persas, os macedônios, e os romanos...

Como os judeus não tinham o Astérix, Obelix e o Druida Panoramix ao seu lado; Adriano, o Imperador, não aquele que jogava no Flamengo, mas o de Roma, mandou os judeus para fora das suas terras, dando início a primeira diáspora.

Ah esses Romanos! Veio a Babilônia!

Veio, a coisa foi ficando preta, e para entornar o caldo de vez, veio a Segunda Guerra Mundial. E aí ficou ruim de vez. 6 milhões de judeus mortos pelo regime Nazista do Adolf Hitler, que tinha um grande amigo lá da terra dos que desejavam empurrar os judeus para o mar, e que odiava Israel, e deve ter lhe dado muitos conselhos sobre como eliminar os primos da face da terra.

Para compensar esse genocídio do povo judeu, a ONU em 14 de maio de 1948 pensou: Vamos dar um naco daquela terra maldita, onde não germina nada, e que a Inglaterra domina, e pronto. Tiramos esse camelo do nosso jardim. E o Brasil assina isso, e assim dessa forma humilhante os judeus podem voltar mais uma vez para a terra que Deus lhes deu.

Que gente boa essa não?

Nos tratados que eles estabeleceram para justificar tanta bondade, Israel concordou com tudo que lhe foi imposto. Os árabes não concordaram com nada, e acirraram o seu pensamento que era um só: destruir Israel, e jogar os judeus ao mar.

E não é que eles tentaram! Vieram a Primeira Guerra Árabe-Israelense (1948/1949), a Guerra de Suez (1956), a Guerra dos Seis Dias (1967), e a Guerra de Yom Kippur (1973).

Aliás, a Guerra do Yon Kippur, lembra muito bem, os acontecimentos atuais entre Israel e o Hamas, pois aproveitando as comemorações do dia do perdão, e uma falha no sistema de defesa do exército israelense, Egito e Síria atacaram covardemente Israel no dia 06 de outubro.

Aí os árabes, vendo que com Israel, o buraco era mais embaixo, baixaram suas armas, mas mantiveram seus inclementes com os dentes afiados e voltados para Israel.


CCF


03

EMPATIA PELA PAZ MUNDIAL

Roseli Farias Roque


Queremos paz mundial

E Corações mais humanos

Confiança em nossa paz

Harmonia em nossos planos

Para termos liberdade

Viver os cotidianos

Em um verdadeiro amor

Inspirar nossas ações

E sentir as dores do outro

Ter as boas relações

E sentir compaixão mútua

Sentir suas emoções

Sociedade mais justa

Oferecer seu melhor

E mais empatia inclusa

cultivar o interior

Conectar relações

Os dois lados vencedor


Portugal/Coimbra

07.11.2023


04

FILHOS DA GUERRA

Poetisa Vera Passos


As sementes tornam-se pó antes de eclodirem do ventre, seu lar.

As que sobram não seguem a vida, não ocupam lugar.

Sem luz, sobram o caos, fome, dor, sede de amor.

Os gênios das guerras não enfrentam batalhas.

Os discípulos costuram as próprias mortalhas.

Gritos, soluços, futuro inseguro

Órfãos perdidos nas ruas desérticas

Escombros, estouros, fogo, tombos, barulho, fagulhas...

Seres sem noção matam o próprio irmão.

Nenhum tem razão, ninguém está certo.

MISERICÓRDIA!

A Terra seria santa está má

Israel e Palestina, PAZ! PAZ! PAZ!

Genocídio é demais!


05

O TEMPO FALA MAIS ALTO

Giba Peixoto


Desde muito tempo procuramos preparar espaços para o nosso encontro com DEUS.

No início do cristianismo, os locais de encontro com DEUS eram as casas particulares.

Nas quais reuniam-se as comunidades para orar e praticar a COMUNHÃO.

A comunidade reunida era como também é hoje o templo santo de DEUS.

Com o passar do tempo, as comunidades foram construindo locais para essas reuniões de FÊ.

Do ensinamento da PALAVRA SAGRADA e a oração.

E assim como no cristianismo sempre houve perseguição à liberdade religiosa.

Os cristãos construíram os grandes tabernáculos para melhor segurança.

Mesmo sabendo que cada um de nós somos o verdadeiro templo do ESPÍRITO SANTO.


Gibaarte1

09.11.2023


06

A PAZ VERDADEIRA

Lourdes Ramos


Disse Jesus:

Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.

❤💙🤎♥💜🩶💚

Foram essas as palavras proferidas por Jesus

Levando consigo nosso fardo e o nosso medo

Mesmo se ainda não pudermos ver-Lhe a luz

A paz há de brilhar, ou tarde

ou cedo

O mundo está mergulhado em densa tristeza

Busca a paz verdadeira onde ela nunca estará:

Em glórias fúteis, em presumir sonhos inúteis

Em coisas do mundo, nas ilusões ou na beleza

A paz foi o próprio Jesus quem nos a deu

A paz está guardada dentro de nós mesmos

É só acreditar abrindo os portais do coração

Deixá-la existir, pois ela sempre nos pertenceu

Estando ELE em nós, ninguém se perderá

Será igual à chama azul de uma linda vela

Podem se acender milhares de outras nela

Que sua luz nunca se enfraquecerá

Assim é a paz que nosso Deus deixou em nós

Pode o vento soprar e a chuva cair lá fora

Dentro da nossa alma existirá o brilho deste Sol

E a paz que ELE nos deu, jamais irá embora!


07

QUERES A PAZ - N.° 81

Jose Maria de Jesus Raimundo Silva


Queres a paz?

Saiba que também és responsável por ela.

Ela nasce dentro de nossos lares.

Por isso haja menos rancor,

Mais paciência, carinho e amor,

Para com o próximo,

Pais, parentes e com desconhecidos.

Tenha sempre um sorriso,

Não brigues, não alimentes o ódio.

Se plantares espinhos,

Eles hão de ferir um dia,

Teus pés e tuas mãos.

Semeeis flores.

Se cada um de nós lutar contra a violência,

E souber amar, o mundo conhecerá a paz.

Não fales em paz,

Sendo injusto com teus colaboradores.

Não fales em paz,

Se fazes mal uso da riqueza que possuis.

Não fale em paz,

Se és egoísta e orgulhoso.

Preserves a natureza,

Saibas sorrir para todos,

E assim viverás em paz.


Varginha MG. 1982. Alterada em 17/11/2023.


08

EMPATIA - Meu Canto de Paz

Neneca Barbosa


Meu peito grita por um canto,

da singela paz almejada...

Na terra fiz minha morada,

para ser feliz neste recanto.


Viver a vida com dignidade,

criar elos de empatia,

tendo a ferramenta da poesia

usando a solidariedade.


A paz é a estrela guia,

não há preço a se pagar...

O verdadeiro amor cultivar,

seguir feliz minha romaria.


Sementes, eu preciso plantar,

da fraternidade, perdão,

amor, compreensão...

na certeza que irão brotar.


Buscar a força da união

lutar com muito fervor,

sentindo o humano calor

na construção da paz então!


João Pessoa, PB


09

A EMPATIA

Cardoso 11/2023


Vamos todos misturados

A receita aviar

Cutucando a empatia

Para PAZ desabrochar


As guerras são daltônicas

No universo ocular

As batalhas cor de sangue

Sujando o branco da PAZ


Tirando vidas inocentes

Jovens velhos e crianças

Por falta de empatia

No seio das governanças


A Paz tão esquecida

Para o mundo adoçar

Simpatia e empatia

A mistura a polvilha


Na distante geografia

Muita gente a guerrilhar

Por ausência da empatia

Consciência e sabedoria


10

CANTANDO A PAZ

Valmir Vilmar de Sousa (Vevê)


Pelo mundo vou,

vou caminhando sem direção

vou cantando firmemente

minha canção de amor

um amor solidário, fraternal

onde todos entendam que é importante

construirmos uma paz universal

sem preconceitos, sem ressentimentos

onde a criança vivencie sua inocência

o velho seja respeitado e amado

que o céu, seja multicolorido

pintado pelas mãos benfazejas

do homem novo que nasce

vamos cantar a paz

vamos disseminar a paz

vamos construir a nossa paz interior

... vou continuar cantando a paz


11

A PAZ

Por Andrade Jorge


Criador em sua infinita e divina percepção da fraqueza de caráter dos seres viventes numa de suas tantas moradas do Universo Cósmico, previu a necessidade de haver Equilíbrio e Harmonia entre eles. Assim nos primórdios da existência ela surgiu.

Ele em sua incomensurável Sabedoria a concebeu feminina, como deveria ser. Inseriu em sua natureza cinco essências vitais: Sensibilidade, Compreensão, Complacência, Tolerância e Amor. E por motivos que simples mortais não compreendem plasmou a fragilidade em sua estrutura.

Lá estava ela no limiar dos confins da Terra, a espera de um chamado. Até que seus sensores captaram os sinais vindos nas ondas do éter. Clamavam por Harmonia e Equilíbrio entre os seres. Preparou-se então, para uma solitária viagem, adornou-se da delicadeza, revestiu-se de bondade, iluminou sua natureza e partiu. Pequena, tímida, mas resoluta. Árdua caminhada a esperava.

Logo no início desertos intermináveis se apresentam à sua frente, e ela convictamente vai atravessando, até que fortes tempestades de areia a atiram em todas as direções. O vento ruge conclamando os grãos de areia a açoitá-la com mais vigor. Ela sente a força das chibatadas, mas segue em frente.

Depara-se com Oceanos e Mares, sem hesitar mergulha nas águas profundas, ora tépidas, ora gélidas, balança no marolar das ondas, resiste as inevitáveis mudanças de humor de Netuno, e águas bravias lançam-na de Oceano a Oceano. Mas consegue a travessia.

Prossegue o caminho, quando recebe a chuva, não chuva comum, mas um grande temporal. Trovões troam no céu, faíscas magníficas riscam o firmamento, num sonoro aviso ao iminente desfecho. E raios caem sobre ela de todos os lados. Subjugada pela fúria das descargas elétricas, sente sua essência estremecer, mas recupera-se e continua. Ela não desanima. Mal sabe o que ainda está por vir. Mas descobre logo.

Sua rota tem encontro marcado com os Vulcões do planeta. Ela não passa incólume. Os Senhores do suspiro do centro da Terra lançam sua incandescência, que infiltram em sua essência. Contudo, consegue absorver esse abraço letal.

Retoma a viagem, às vezes para e olha para trás, surpreende-se com o caminho já percorrido e os perigos passados. Surgem as Selvas, Matas, Florestas à sua frente. Nestas plagas reina o paradoxo som do silêncio, no canto mavioso dos pássaros. A Fauna e a Flora contemplam com admiração a sua passagem. Aqui ela encontra a Harmonia e Equilíbrio, essa calma única faz adormecer seu íntimo, descansa então, por breve fração de segundo.

Segue a jornada e eis que avista o seu objetivo: a Urbe. Lá está a Urbe ao seu alcance, mas logo percebe que nuvens densas, carregadas, pairam sobre a humanidade, e o sol timidamente desponta aqui, acolá, alhures. Passeia entre os povos, recebe a alegria dos humildes que a clamaram. Sai então em busca das causas de tanto clamor. Repentinamente se vê em meio ao caos, guerra, conflitos, balas, mísseis, ponta de faca, explosões. O cheiro da morte.

Ela rapidamente percebe que todo horror serve para acobertar escusos interesses econômicos, sangue de gente inocente girando a roda financeira. Vê a miséria assolando a chamada "civilização". Vê execuções com nome de guerra santa. Vê fanáticos explodindo-se e explodindo outrem, em busca do reino dos céus. Ouve choro e ranger de dentes. Vê insanos levando a juventude à insanidade. Vê sangue escorrer pelas ruas e campos.

Procura então os homens poderosos, senhores da vida e da morte. Pseudo Senhores do mundo. É impedida pelos fantoches submissos ao poder, mas consegue ultrapassá-los. E frente a frente com os "donos" do mundo pede a eles que parem com a violência, pois os seres estão se matando e nem sabem o porquê. Como resposta recebe a ironia e o desprezo, risos ecoam pelos palácios e ela sente o escárnio e humilhação. Nada consegue. Cansada e amargurada, impotente, retorna para os confins da terra. E tomada de súbita comoção e de uma estranha indignação, já que não é de sua índole, interpela o Criador:

___ Pai Celestial, Senhor do Universo, Criador do céu e da terra, por quê me criaste?

Acaso criaste-me para ser desprezada e humilhada? Passei por muitos castigos na minha jornada, mas segui adiante, contudo fracassei na minha missão. O que sou afinal?

E prostrando-se ao chão, quedou silente. E assim ficou, até que no céu um estrondo fenomenal agita as nuvens, parece que o firmamento se funde com a terra. Ecoa no ar o som de trombetas divinais, e um facho de luz com matizes jamais vistas a envolve. De repente tudo se aquieta, o silêncio Divinal. E ela ouve o Criador:

___ "Filha amada não te criei para as agruras. Não te criei para o desprezo e humilhação, mas terá esse desígnio em teu caminho, porque dei o livre arbítrio ao seres da Terra. Tens a essência do bem que há de reinar sobre o mal. Não te foi imposta provações e castigos na tua viagem, na verdade os elementos foram teus benfeitores, segundo a própria natureza de cada um, assim os grãos de areia movidos pelo vento não te açoitaram, mas lapidaram a joia rara que és, e burilaram o brilho da tua luz; As águas dos Oceanos e Mares não se revoltaram contra ti, renovaram teu espírito; Os raios que te atingiram eram a energização que necessitavas e as águas da chuva lavaram tua alma translúcida. Os vulcões do Planeta não demonstraram ira, incandesceram tua luz para torná-la mais forte. A Fauna e Flora ofereceram descanso. Tudo fizeram para que pudesses bem cumprir tua missão. Tudo fizeram para que pudesses enfrentar o mais terrível dos animais: o Homem. E no meio do caos, guerras, conflitos, quando sucumbias milhares tombavam contigo, quando te elevavas centenas de milhares eram salvos. Conseguistes plantar no seio dos povos as sementes da Harmonia e Equilíbrio. O teu destino será perenemente este ir e vir, e por milênios continuaras, porque és a minha eterna e sagrada PAZ”


07/06/2007


12

QUAL O REMÉDIO PARA A PAZ DA NATUREZA?

Salomé Pires


Era no meio da noite quando ouvi

Pela primeira vez o murmúrio,

Rasgando a escuridão,

Vinha de fora

Como alma penada sem paz que implorava

Uma saída uma solução.


Qual o remédio?

A voz rouca e sumidia

Chegava como um apelo

Socorro, isso dói, preciso de paz

Agride, queima corrói

Machuca em atropelo.


E eu ouvia esses gritos

E ficava me perguntando,

Como saberei o remédio

Se não sei do se trata?

Se meu sono assim maltrata

Num sussurro e num assédio?


Dormi… tive um sonho esquisito

Que parecia real,

Uma força me puxava,

E flutuando eu saia

Algo além me atraia

E muita coisa eu notava


Senti dor da chama ardente

Que queimava uma floresta,

Toda a vida ia fugindo!

Qual remédio? Repetia,

Toda agonia sentia

Vendo o fogo consumindo


Pude sentir o gosto

Gosto de plena amargura,

Daquela destruição,

Da fumaça e água poluída,

Qual remédio pra ferida,

Ajude-me, me estende a mão!


Tudo se modificava

Tão triste o que eu vivia,

Onde antes era beleza,

Então pude perceber,

Que eu sentia pra valer,

As dores da natureza,


Vi rio sendo desviado

Passarinhos sendo preso

Muito lixo descartado,

Animais em extinção,

Caçadores de plantão

E o povo acomodado


Acordei tão assustado

Qual remédio? Perguntei,

Senti vibrar o coração,

Só consciência não basta,

É o exemplo que arrasta

Vem comigo meu irmão


Eu já sei qual o remédio


Como levar a paz ao nosso meio

Paz para terminar com tanta destruição,

Só assim que ainda tem jeito

Tanta coisa a ser feito

O remédio é

amor,

respeito

e ação!


13

EMPATIA: PAZ E BEM

Judite Krischke

Palavra de ordem no momento.

Palavra que propõe o reverso do ódio e da intolerância.


Empatia é amor, acolhida, comunhão.


Neste mundo conturbado,

onde vemos discórdia, competição, intolerância e ingratidão


Cresce silenciosamente

e se espalha gradativamente

uma cultura de paz, amor, vida plena, empatia.


Humanizando a humanidade endurecida.

Como água mole em pedra dura.


Em cada minuto e em cada gesto do dia a dia, vamos exercitando e ensinando

A empatia, o amor puro, a solidariedade, a paz nas famílias, nas cidades,

nos povos e nações.


Que nossa mensagem chegue o mais rápido possível, e seja eficaz e eficiente


Lá onde a paz, o abraço, a empatia se fazem urgentemente necessárias.


Empatia: paz e bem!


14

EMPATIA PELA PAZ NO MUNDO

Helder Roque


Todos os dias sou bombardeado,

Noticias de mortes, sofrimentos

As crianças sozinhas e perdidas

As mães chorando as suas amarguras


Ahhh…Homem, se imaginasses a dor

Que tu “ ofereces” sem qualquer pudor

Ahhh…Homem, és rei da infelicidade

Quão triste é esta realidade


Se fosse possível, neste momento

Ficares só, sentir o coração

Inspirares o bem por algum tempo,

Sentires essa boa sensação


Sabes que tens essa capacidade

Obscurecida em ti, é a verdade

Mas troca, deves trocar de lugar

Põe-te na pele do outro e vais notar


Então, tu vais conseguir entender

A realidade, os seus sentimentos

Sem julgamentos e sem preconceitos

Todos nós queremos isto, VIVER


Aceita com bom senso e no respeito

Sim, pratica a solidariedade

Muda, oferece a generosidade

Abaixo todo e qualquer preconceito


E todos juntos pela liberdade

E juntos no respeito e diferenças

Nossas mãos vamos dar pela igualdade

Será a luta pelas nossas crenças


Um mundo melhor vamos desejar

Nosso caminho é o amor e a PAZ

Então poderemos acreditar

Que com vontade seremos CAP(P)AZ


Portugal


15

PAZ E VIDA

Eda Bridi

Os homens das guerras

Ainda não compreenderam

Que o mundo precisa viver paz

Ainda não compreenderam

Que a vida um sentido traz.

João de Barro constrói a casa

Com a abertura voltada na direção

Contrária da chuva e do vento.

A formiga abastece o seu celeiro

Com provisões para o inverno inteiro.

Proteção à vida!


No mundo dos homens da paz

As provisões de amor:

Seres iluminados agem como passarinho

São ninhos

Dão asas aos sonhos de harmonia

E liberdade.

E falam o idioma da paz.

Pintam a vida com o colorido do otimismo

E com mensagens de amor

E de esperança de um mundo

Sem guerras, sem dor.

Santa vontade do Supremo Criador!


Publicado em Interfaces de Amor e Paz

Antologia CAPPAZ – Vol.10 Pag.32 (2019)

16

A FERIDA NÃO É SUA, MAS DÓI EM VOCÊ

Dido Oliveira


Fiquei chocado e impactado quando vi uma foto de um senhor carregando cinco crianças dos escombros de um prédio atingido pelas bombas da guerra, em GAZA, e a mensagem:

“Empatia é quando a ferida não é sua, mas dói em você” – muito feliz essa definição. É quando a gente faz uma reflexão sobre essa palavra tão forte, mas que poderia estar mais em evidência, não só em palavras, mas em ação.

Quando se tem consciência das diferenças religiosas e culturais = EMPATIA;

Quando aceita, sem preconceito: a condição social, de raça, de cor, preferência de sexo = EMPATIA

Quando se é capaz de promover a paz, através da sua pena de tinta, que fala nas letrinhas = EMPATIA

Quando se tem um governo que visa o bem-estar geral, priorizando a saúde, a fome, a educação do seu povo = EMPATIA

Quando a sustentabilidade, o meio ambiente é prioridade, ações mais responsáveis com relação ao planeta, a terra que queremos deixar para os nossos ascendentes = EMPATIA

Enfim, EMPATIA pela paz no mundo. Que não fiquemos quietos e nem tentemos mitigar, mas expressar o quanto nos incomodamos com os desmandos promovidos pelas guerras, e, reflitamos: O que pode trazer a paz com armas?


17

O MUNDO PRECISA DE GENTE

Wellington Costa


O mundo precisa de gente,

Que apoie e promova a paz,

Pois, muito tempo não há mais,

Pra se pensar diferente;

Por isso, siga em frente,

Por onde for, seja uma luz,

O resto o Pai conduz,

Amor, em tudo envolvo,

Sendo possível resolvo

Mas se não for, só Jesus.


Cabedelo - PB.


18

ENCERRAMENTO

A PAZ

Valmir Vilmar de Sousa (Vevê)


Paz, Pax, Paix, Fred, Vrede, Frieden, Bakea e assim sucessivamente em outras línguas. Os povos ao redor do mundo repetem diariamente este mantra, PAZ. No entanto cabe aqui, uma profunda reflexão. Nós realmente temos consciência do significado destas duas consoantes e uma vogal? O peso que ela nos carrega? Primeiramente devemos promover a paz dentro de nós mesmos para depois exigir ao outro esta paz que tanto alardeamos. Precisamos usar da alteridade para chegarmos a algum lugar e sentirmos libertos das armadilhas que rondam o nosso caminhar. A nossa paz interior é fundamental para o nosso bem-estar, nossa libertação do julgo alheio. Como devo me sentir em paz? Quando estou de bem comigo mesmo, com meu Eu Divino. Quando tenho consciência de que minhas atitudes não estão a prejudicar a mim e ao outro. A ética em minhas ações deve estar em primeiro plano. Devemos fazer ao outro o que desejamos a nós. É salutar exigirmos nossos direitos, no entanto os nossos deveres devem ser cumpridos à risca. Quando criticamos nossas autoridades por suas mazelas esquecemo-nos de olharmos para dentro de nós e nos questionar: se eu lá estivesse faria igual, melhor ou pior? Desejo para mim meus direitos e o meus deveres? Pago corretamente meus impostos? Não furo a fila dos idosos? Não estaciono meu veículo na vaga dos portadores de necessidades especiais? Dos idosos? Quando sou abordado por um guarda diante de um erro cometido, qual o teor de minha conversa? A solidariedade faz parte de minhas atitudes? Sou fraterno comigo e com o outro? Meu discurso “político/social” a quem eu quero atingir? A sociedade como um todo ou somente resolver o meu “lado”, resolvido meu problema esqueço totalmente dos problemas que atingem a sociedade em geral? Eu quero a paz mundial, no entanto não perdoo aquele ser que está ao meu lado dividindo o mesmo teto, seja esposo, esposa, filho, pai, mãe e afins. Ignoro meu vizinho, meu colega de trabalho, meu irmão de fé e ainda lutamos pela paz mundial? Devemos semear a paz nas coisas mais simples, pois é nela que está a verdadeira lição de vida. É na simplicidade que aprendemos e crescemos. Grandes discursos só servem para inflamar nosso ego, não leva a nada, ficam no vazio, se dissipam no espaço. Vivamos nossa paz interior livres de conceitos e preconceitos, sem julgamentos. Mente aberta para as mudanças que se fazem necessárias, fé, mais ação e menos discurso. Não somos turistas neste planeta, cada um de nós temos o compromisso de contribuir com a evolução do mesmo e esta evolução começa por nós, no nosso interior. Somos todos parceiros de Deus, pois ele nos legou o direito e dever de fazer deste planeta um lugar de paz, amor, liberdade, solidariedade, fraternidade. O que estamos esperando? Que tal cada um fazer a sua parte colocando a mão na massa e construirmos um mundo melhor? Sermos dignos com Aquele que nos confiou esta responsabilidade? Deus deseja que esta parceria continue sempre, sem data de validade, pois ele é soberano, justo e paciente para com suas criaturas. Mais Paz na prática e menos paz no discurso. Namastê


174ª CIRANDA CAPPAZ – PARTE LIVRE


01 ABERTURA

ABRAÇO A NATUREZA

Lúcia Silva


Natureza nossa

Ouço o seu lamento

Sua angústia

E descrença no humano

Que fere

Suas entranhas de mãe

Sou criança

Já reconheço seu valor

Por isso

Com ternura lhe abraço

Divina natureza!!

.

PARTICIPANTES


1. Eda Bridi (06)

2. Lúcia Silva (01) ABERTURA

3. Joyce Lima Krischke (05)

4. Neneca Barbosa (03)

5. Salomé Pires (Mel) (04)

6. Roseli Farias Roque (02)


02

SAUDADES

Roseli Farias Roque


Saudade ainda é dorida

sinto falta dos meus pais

serão estrelas no céu

oh! Pai nosso vos guardais

me deixaram a saudade

eles serão imortais


Eu senti tua partida

no dia em que te perdi

não terei tua presença

não sabes o que senti

tu não estarás comigo

não sabes o que sofri.


Senti muito tua ausência

estás na minha memória

viverás eternamente

tu mudaste a minha história

estarás sempre comigo

e que Deus te tenha em glória.


PORTUGAL

28.1.2023


03

INTOLERÂNCIA RACIAL

Neneca Barbosa


Vamos seguir feliz o caminho

procurando unir cada coração,

alimentando com amor o ninho...

Alma não tem cor não, irmão.


A cor da pele não tem importância,

mas vale o brilho do nosso olhar.

Vamos acabar com a intolerância,

para que a paz no mundo possa reinar.


Há somente uma raça no planeta

-a raça humana em evolução...

Olhemos a beleza da borboleta

livre, solta... Jamais percamos a razão.


É preciso lutar pela justiça social

respeitando de cada um, seu valor.

Lembrando que somos centelha divinal,

condição dada, por nosso Criador!


João Pessoa, PB


04

UM OLHAR NATURAL...

Salomé Pires


Os olhos que têm amor

Conseguem ver diferente

Tempestade tem beleza

Uma praia encanta a mente

A serra tem pôr do sol

Atraindo toda a gente


Quem tem olhos de ternura

Vê muito além das aparências

A casinha de madeira

Retrata bela vivência

As floreiras na janela

Mostram sua bela essência


Quem tem olhos criativos

Vê pessoas de outro jeito

Sente o belo em cada ser

Ouve um coração no peito

Não discrimina ninguém

E não aprova esse feito


Quem tem olhos de razão

Vê de longe a reciclagem

Não polui a natureza

Defende bela paisagem

Pois escuta do planeta


Um apelo, uma mensagem


Quem tem olhos de brincar

Brinca nas águas do rio

Faz trilhas na natureza

Faz coisas que não se viu

E leva apenas saudade

De toda paz que sentiu


Quem tem olhos de viver

Tem luz no seu coração

Vê beleza natural

E transborda de emoção

Em todo lugar que passa

Deixa amor e gratidão


05

PAZ... ONDE ESTÁS?

Joyce Lima Krischke


PAZ, onde estás?

Estou à tua procura...

Quanto tempo faz!

És do mal a minha cura.


PAZ, onde estás?

Procuro-te na Terra, no céu.

Ao teu encontro vou atrás

Clamo-te em vão... ao léu.


PAZ, onde estás?

Nem no templo te encontrei!

Só tua presença me satisfaz.

Hoje, descobri algo que amei!


PAZ! PAZ! PAZ!

uvi teu som... PAZ, enfim!

A PAZ, hoje, feliz me faz.

Encontrei a PAZ nas flores do jardim.


Releitura do livro da autora – A Volta da Luz Azul


25/11/23


06

ANO DE 2023!

Eda Bridi


Os homens das guerras

Não querem a paz, o bem, a união

Lutam pelo domínio de povos e terras

E vão ferindo, destruindo a vida de irmãos!


Não se comovem os homens da tirania

Com o olhar melancólico do ancião

Que há tanto tempo espera pela alegria

De jovens e crianças livres em sua nação!


Não se perturbam os homens das bombas ruidosas

que destroem campos e cidades.

Nem os homens das guerras silenciosas

que ferem a alma, o coração, com iniquidades!


Mas a CAPPAZ é capaz de pregar a harmonia

Lembrando Francisco de Assis, em seus Versos,

Lá na “Toca da Paz” – Símbolo dos ideais da Confraria:

A busca pela vida plena, de Amor e Paz, no Universo!


Sobradinho – RS Novembro/2023

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