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Arminda Bertuzzi

Sobre

Sou Arminda Bertuzzi, carioca, Escritora, com formação em Jornalismo e Direito. Após muita pesquisa e estudos, ministro palestras sobre Alzheimer e suicídio. Tenho artigos sobre o valor da vida escritos em jornais do CVV-Caxias do Sul. Sou autora do livro, COM ALZHEIMER E COM AMOR. Sou coautora do livro: Gestão Empresarial: competências e reflexões, e trago no meu histórico participação ativa Campanha, Vida Urgente, Caxias do Sul. Tento ter o estudo, o amor e a empatia como companheiros constantes.

O poder em mãos erradas

 

Quando olhamos pela janela parece que nada mudou, mas a verdade é que não somos mais os mesmos.  Tornamo-nos dependentes do virtual, e o universo cibernético nos tem dentro dele, com um poder de manipulação infindo. O invisível paralisa e faz temer por reações que extrapolam a nossa capacidade de entendimento. Na verdade, subjugam nossa inteligência, a nossa capacidade de entendimento.

 Sabemos que o poder é estimulante e desafiador, para alguns, mas para outros, é a síndrome de Luiz XIV. Vale lembrar que Luiz IV foi rei na França, no século XVIII, e disse a famosa frase “O estado sou eu”! E aqui cabe perfeitamente o nosso STF com a sua petulância e seu desacordo às Leis.

 Buscamos em nossos registros a primeira vez que ouvimos a palavra fake news e nos damos por conta de que o verdadeiro significado dessa palavra sempre esteve presente nos noticiários. Sempre existiu a canalhice de uma notícia falsa!  Fosse apenas para vender mais anúncios. Porém, era menos descarada. Agora é mais chique dizer fake news! Afff...

Estamos reféns do poder avarento, intocável e desrespeitador do STF! Com uma caneta preta, ou será azul, os ministros decidem o que os brasileiros podem dizer e o que estão autorizados a escrever. Deixam límpido um monitoramento de censura ou, claramente, um veto à liberdade de expressão.

 Um auto endeusamento descabido paira em suas capas pretas, dando-lhes uma soberania que não lhes foi outorgada pelo povo, ora simples mortais submissos, povo este que, por ordem superior, deve esquecer o artigo quinto da Constituição Federal assim como deslembrar a existência do nosso Código Penal. Sabemos que ambos datam de muitas décadas, mas só quando aos apoteóticos beneficiam, recorrem a estes aparelhos da Lei brasileira.

Nas telas acompanhamos o desenrolar das coisas já decididas. Não vemos, mas sabemos da existências de forças paralelas, pois não estão ocultas e, com essa consciência popular, sabemos o que está ocorrendo.  O STF continua extrapolando em seus poderes.  Enxurrada de falsas notícias inundam as mídias e, com elas, o jornalismo virou motivo de chacota, pois não tem mais o poder da informação ou da notícia mas, sim, de movimento político partidário.

 Os noticiários não são mais críveis. Estamos exaustos de sermos sobrepujados, de vermos ultrajes públicos aos nossos símbolos, às nossas crenças e às nossas Leis. Essas afrontas são tidas por eles como direito de expressão. Muito interessante isso! Nesses casos são expressões de direito democrático e não são entendidas como crime. Nem Jesus foi poupado. Imagine nós, pobres mortais. Não temos força contra os nossos algozes.

 Alguns telejornais, e aqui não vou fazer propaganda, seguem fazendo graves acusações fantasiosas e omitindo fatos graves e criminosos, por filosofia interna.  As lambanças dos veneráveis são excluídas dos noticiários e as interpretações dos mesmos viram obras generosas e misericordiosas, em uma união impressionante.  Mas como não se consegue enganar a todos por todo o tempo, a verdade aparece.

Como podemos crer em alguém que faz a queixa e ao mesmo tempo a julga e a sentencia? Como podemos confiar e ter esperanças de justiça em um STF que se ajuíza em absoluto, e que, em auto proteção corporativa, solta os bandidos, arquiva processos, nega provas evidentes e basais e prende quem discordar!

Estamos, seguramente, diante de um STF inconstitucional.  As atitudes que o STF se outorga denota uma forte intervenção política partidária e um desejo máximo de que o presidencialismo se esmaeça e sigam vitoriosos os homens de preto, em uma censura declarada e assumida. O povo só consegue se manifestar quando em clamor público.

Querer calar a voz do povo é censura!

É antidemocrático! É inconstitucional!

Pedimos Paz!

São Francisco, perdoe os desumanos!

 

Dois anos após o início do COVID 19, estamos vivendo o tempo de um novo normal, se é que isso é possível. Todos mudamos, uns, para melhor e, outros, nem tanto assim. Muitas famílias estão quebradas, tanto economicamente quanto emocionalmente, por não terem suportado a dor das perdas e das partidas, tão repentinas e sofridas. Conhecemos o verdadeiro sentido da palavra empatia, e sofremos, de fato, a dor do próximo, a dor daquele desconhecido.

Estávamos sós!

 As lembranças ferviam em nossa mente e as saudades iam-se amontoando como que em coquetéis de desespero e de esperanças. Queríamos viver e queríamos que os nossos permanecessem vivos.  Nunca se rezou tanto. Nem passear com os nossos pets podíamos!

Os noticiários só falavam de números. O medo, a cautela, a prevenção e a precaução eram as palavras mais ditas e escutadas nos grupos de whatsapp e nos canais midiáticos. Os valores mudavam conforme a pandemia avançava. As saudades dos familiares foi o que mais machucou, em um misto de culpa e de remorsos.  O mundo estava desesperado. As notícias seguiam alarmando até os mais agnósticos. Chegaram a culpar uma escola de samba carioca que tinha ironizado e feito pouco caso de Jesus. Será? Será que Deus seria dessa forma vingativo com seus outros filhos? Enfim...

Foram dois anos de puro desafio. Nunca um abraço foi tão desejado. Jamais havíamos pensado que os valores familiares pudessem voltar a ser tão estimados e ansiados. Saudades, muitas saudades de um passado bem recente. Vontade de dar uma caminhada no calçadão, de tomar um chopinho gelado no bar da esquina, de soltar boas risadas com amigos, de levar o pet para um bom passeio, de fazer uma viagem de carro ou de avião, de ir para a aula, de dar aula... de amigos, de amizade.

Nesta Páscoa de 2022 percebemos que as famílias voltaram a se encontrar, e sem máscaras, literalmente. O aroma dos deliciosos pratos esteve no ar acompanhado de sons felizes. O outono ficou com ar de primavera, pois até as flores e folhas pareciam também mais vibrantes em suas cores. Quanta mudança! Quanta boa mudança!  Podíamos ver os passarinhos bailando no ar ao som do canto de seus amiguinhos. Sem dúvida os bons tempos estavam acontecendo. Aqueles que eram bons ficaram melhores. Aprenderam com a dor e valorizaram muito mais o amor!

Porém, em pessoas mais frágeis e suscetíveis, outras consequências ocorreram, gerando sequelas intensas. A não aceitação dos fatos, a falta de estrutura emocional para enfrentar os desafios, a perda de poder e o empobrecimento fizeram com que muitos lares se desestruturassem e até se destruíssem. Muitos perderam seu provedor, muitos avós faleceram, muitas famílias foram dizimadas e, com isso, seus amigos e protetores, quatro patas, ficaram abandonados. Foram rejeitados. Foram descartados! Foram jogados fora de forma vil e perversa.

Não fosse a internet, não seria apontada a quantidade de animais largados e feridos. Cães e gatos soltos à própria sorte em estradas isoladas, às vezes e, muitas vezes, maltratados, famintos, doentes e velhos. Filhotes descartados em sacos plásticos e, as matrizes, abandonadas doentes, feridas e esquálidas. Impressiona a crueldade daqueles que se dizem humanos fazerem tanto mal aos que chamamos do melhor amigo do homem.

Mas devido a essas atrocidades novas amizades maravilhosas seguem surgindo. Muitas clínicas estão atendendo esses bichinhos. Muitas ONGs estão ajudando, muitas pessoas comuns e anônimas estão saindo às ruas com água e ração, para que, se caso encontrem um animal necessitado, possam ajudá-lo. Lares temporários cresceram e a adoção também. O Slogan é “não compre, adote”!

Creio que São Francisco de Assis deve estar tendo muito trabalho, mas com certeza ele sabe que o amor cura. E temos que registrar a extraordinária e impressionante forma com que os cachorros amam, e muito amam. É comovente a entrega deles. E essa leitura fazemos em suas atitudes e em seus comportamentos. Sempre se entregando, sempre confiando e sempre perdoando! E, as vezes, até dando a vida por nós.

Quisera que nesta pós pandemia os homens aprendessem com os animais o verdadeiro sentido das palavras amor, perdão e lealdade!