Editorial

Editorial 046 - 01/2020
Uma interessante correlação
Autoria: Tânia Maria de Souza



 

– Oras! O que eu, a Língua Portuguesa, posso ter a ver contigo, uma reles pintura abstrata? Sou muito superior!

– Pois bem, dona língua superior! Qual a matéria que usas?

– Eu uso a PALAVRA! Sem ela é impossível comunicar!

– Pois eu, a pintura abstrata, uso a COR! Com ela também é possível comunicar.

– Ah, ora essa! Como podes me comparar com a cor? Eu sou clara, digo o que quero, e o outro entende! Tu nem sempre és compreensível. Cor não diz nada! Ou pode dizer qualquer coisa...

– Será que não?... Tu, como muita gente, pensas mal sobre mim! Preferem a pintura figurativa, realista, pois a compreendem claramente... mas como sou mais enigmática, me desprezam... E quando tu usas tuas frases em sentido dúbio? Ou por meio de metáforas? Dá pra entender claramente, dona Língua?

– Hummmm! Pensando por esse lado, até que temos algo em comum! Mas eu sou superior, afinal tenho o poder de unir pessoas, de estabelecer comunicação...

– Eu também! Uno mentes, almas, em torno da magia das minhas cores!

Tal qual um poema recheado de figuras de linguagem, inspiro e digo coisas a cada um que me lê! Literalmente, que me lê! Pois as pinturas são lidas, sabia? Também uno, faço interagir, comunico...

– Pensando assim...Ok! Tu me venceste! Falas, também, sem dúvida, com tuas cores e formas! Assim como eu, com minhas palavras em formas diversas... Somos matérias distintas, porém ambas transmitimos nossas mensagens para outros que nos leem...

– Sim! Tu, a língua, podes ser “abstrata”, como eu, ao formares versos recheados de figuras de linguagem... E eu, a pintura abstrata, posso ser “metafórica”, como teus versos, ao dizer algo além do que os olhos veem... verdade... Amigas, então? Unidas?

– Unidas para sempre! Em letra, cor, forma e mensagem! Só uma perguntinha... Como despertaste para essa nossa similitude?

– Bem, uma amiguinha minha, a Joyce, me sugeriu a ideia de tentar fazer uma correlação entre nós... e eis que me saiu essa análise...

– Muito perspicaz, essa tua amiga! E obrigada a ti por me mostrar essa nossa conexão. A partir de hoje, eu, a língua portuguesa, tenho a ti, pintura abstrata, como uma irmã querida.

Editorial 044 - 01/18
Fim de Ano e o Ícone da Poesia!
Autoria: J.J. Oliveira Gonçalves



 

O cavalo é o Ícone da Poesia. E a cor da Poesia é a Verde. É a Esperança esmeraldina de teimosas e Poéticas Utopias! Desde criança, esse nobre animal me chamou a atenção. Me fascinou. O cavalo, para mim, é Príncipe e é Rei. Nestas Terras gaúchas do Índio Sepé Tiaraju, o cavalo é o companheiro do suor das lides do campo. Das invernias regadas a gedas e chimarrão. É o companheiro alegre das domingueiras. É o companheiro destemido e fiel das contendas travadas neste Pago – parido do entreveiro de espadas, do tiro tonitruante do canhão e da valentia feita a cascos de cavalo. O cavalo é animal guerreiro e vai, valente, digladiar com a morte – ainda que ele morra em combate! (Ele oferece sua preciosa vida em holocausto!) A esse tipo destemido e honrado de guerreiro dá-se o predicativo mais-que-perfeito de Herói!

Infelizmente, e apesar do predicativo que merece por tradição, beleza e valentia, é vergonhoso acreditar que, no Estado do Rio Grande do Sul, esse companheiro – fiel e valente – está sendo abatido por indústrias de carne! E não sei de nenhum CTG que tenha se manifestado em defesa do tradicional e querido companheiro do gaúcho. Sequer do MTG! (Da mesma forma que nunca se manifestaram a favor dos “cavalos carroceiros” – maltratados por seus carrascos que os obrigavam a puxar pesadas carroças, sob gritos raivosos e relhos que sangravam o corpo dos animais, aniquilando-lhes a Alma! Quantos pobres cavalos morreram exaustos, caídos ainda atrelados às cadeias de suas carroças, aqui, em Porto Alegre? Quantos??? Com certeza, esses que estão assassinando os cavalos para a gula do comércio sempre insaciável – dinheiristas de plantão– não são gaúchos! Nada têm de gaúchos. Nada têm de coração. E suas Almas são arremedos destroçados da Alma Gaúcha! A cada cavalo que abatem, vão necrosando a Cultura Rio-Grandense. Vão dizimando a Liberdade! Vão despedaçando a Poesia! E o que é Liberdade para esses gaúchos de araque? Para esses rio-grandenses sem entranhas? Para esses homens estranhos, ignorantes da própria História da Pampa – Bela, Telúrica, Generosa e Sagrada??

No último dia deste agitado e frustrante 2017, bisbilhotando no arquivo de imagens, esse belo e enluarado cavalo me prendeu a atenção – assim como num chamado silencioso para meu coração franciscano e esta minh’Alma gaúcha! Então, soube que esse cavalo branco “mexia” com as cordas de minha Lira... Nesse momento, eu já sabia o que escrever. Sabia o tema e o jeito de apresentá-lo. Deveria unir dois temas em um só! Porque, procurando imagens para ilustrar um texto sobre o final de ano, o cavalo branco me apareceu... E foi mais forte que todas as outras imagens – apesar de belas, e, igualmente, adequadas.

Quando mais um Ano Novo bate à porta do meu rancho, não digo adeus, Ano Velho, Feliz Ano Novo... Digo: adeus, Ano Velho, apesar dos machucados que, durante teu reinado, machucaram-me a Alma e deixaram sem rumo meu coração... Obrigado, por mais um ano de aprendizado duro, complexo, difícil, que tive que aprender a duras penas! Mas, sei que não tens culpa. Vamos dizer que a culpa cabe ao Destino que nunca me deu moleza... Nem sequer ouvidos às minhas queixas, aos ais de meus versos, às dolências inquietantes de minhas palavras! Digo: Bem-Vindo, Ano Novo... Desejo que não me machuques tanto, como os dois últimos anos! Sei que não te posso decifrar. Todavia, espero que, igualmente, não me devores, pelo simples fato de eu não saber ou poder decifrar-te. Digo isso porque 2018 é um Ano de Justiça. E eu sou um cara com fome e sede de Justiça! Por quê? Simplesmente, porque a injustiça dói!! E a Justiça pela qual clamo é a Justiça de Deus. Porque a dos homens, (com raríssimas exceções!), está corrompida. Maculada! Vendida. Transacionada. Virou prostituta de bordel de última categoria! A Justiça de que falo enxerga muito bem. Apesar de dizer-se “cega”! E é descaradamente preconceituosa. Apesar do Art. V, da Constituição!

Ah, o fim do ano e o Ícone da Poesia... Espero ter-me saído bem nesta nova e maluca empreitada. Aqui, conclamo poetas e poetisas: sempre que virem um cavalo, digam-lhe algum repente, em verso ou em prosa. Não importa. Façam-lhe uma reverência alegre e Amorosa, pois, nele, está nosso Ícone: em Carne-e-Osso e Alma! As palavras, os versos e a reverência também podem ser por via mental. Pois a mente tem enormes poderes, embora nem tantos quanto o coração – segundo minha sensação e vã filosofia! Com certeza, com nossa saudação, sincera e franciscana, estaremos dizendo:

“Salve, ó, Liberdade! Te sou grato, por fazeres cavalgarem meus versos em teu dorso de Éter e Amplidão! E por fazeres minhas palavras galoparem nas Franjas Poéticas do Vento – que crias com tuas Asas Invisíveis e Infinitas!”

 

“Minhas palavras são como as Estrelas... Jamais empalidecem!”
(Grande-Chefe Seattle)



Porto Alegre, 31 de dezembro/2017. 14h33min

Editorial 042 - 03/17
Divulgação e valorização da Cultura de Paz marcam história da CAPPAZ, que completa nove anos de fundação
Autoria: Joyce Lima Krischke



 

Divulgação e valorização da Cultura de Paz marcam história da CAPPAZ, que completa nove anos de fundação

No inicio do ano 2008, alguns escritores obstinados lutavam pela divulgação de poesia como instrumento de Cultura de Paz e bem.

Objetivando a união e fortalecimento dessas idéias e ideais poetas e artistas plásticos, organizaram-se em confraria, imbuídos do sentimento de solidariedade. Essas pessoas iniciaram um movimento que culminou na fundação da CAPPAZ, em 09 de abril de 2008.

A idéia me pegou de surpresa e eu resolvi encarar os desafios que estavam postos. No mesmo ano a CAPPAZ já participava do Congresso Brasileiro de Poesia, em Bento Gonçalves/RS. Um ano depois, a iniciativa começada por visionários escritores e artistas plásticos resultou na edição da primeira Antologia CAPPAZ. Hoje, já editamos sete Antologias com significativo número de participantes, com uma média de 45 participantes, por edição de cada Antologia.

As principais bandeiras dos anos iniciais da CAPPAZ, além da edição das Antologias, foram a edição das Cirandas mensais, com uma média de 35 participantes, mensalmente, editados na Web, através do site que a CAPPAZ mantém atualizado.   

( www.cappaz.com.br)

Fizemos dez eventos de lançamento das Antologias em diversos estados do Brasil, entre eles Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Santa Catarina. Também, realizamos oficinas de poesias, em escolas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina e exposições de artes visuais na sede da OAB e SESC em Balneário Camboriú e muitos saraus poético-musicais.

Quase dez anos depois a CAPPAZ se consolida como voz da Cultura de Paz, no Brasil e no exterior.

Com as ideias e ideais que levaram a fundação da agremiação, a atual Diretiva Nacional segue na defesa intransigente da Paz e Bem.

Hoje, a CAPPAZ detém o respeito de seus integrantes e reconhecimento da sociedade como agre
miação comprometida com os preceitos éticos na defesa e divulgação da Cultura de Paz.

PARABÉNS CAPPAZ – 9 ANOS DE PAZ E BEM!!

Balneário Camboriú/SC, 15 de julho de 2017.

Joyce Lima Krischke- Presidente Fundadora CAPPAZ

Editorial 040 - 01/17
CAPPAZ - 9 Anos!
Autoria: J.J. Oliveira Gonçalves



 

“A CAPPAZ é Árvore Dadivosa que se abre para as Forças do Universo...
A “Fênix” que sempre Renasce das próprias Cinzas”!
(JJotaPoeta)



CAPPAZ - 9 Anos!
 

Há 9 anos, no dia 9 de abril, nascia a CAPPAZ. E nascia bem nascida, bem gaúcha. E já com um sabor lírico, romântico: ao marulhar das águas do Guaíba. E nascia, ainda, sob um toque sutil: o toque da própria brisa que vinha do rio, a contracenar com o Sol brilhante e o forte calor daquela tarde. Embora o Outono já se mostrasse adulto em sua presença, nesta Porto Alegre dos Casais.

9 anos... E cabe, aqui, aquela expressão bem mais antiga do que eu: parece que foi ontem... Pois, é... parece. Mas já se passaram 9 anos. 9 anos tecidos de lutas várias e diárias. Com alegrias, com certeza. E, também, com algumas dificuldades e certos dissabores. Como não sei escrever o que não sinto – e nem padeço do exercício da vaidade e da hipocrisia – posso afirmar que poderiam ter sido de alegrias dobradas. E de dissabores subtraídos. No entanto, também não posso desconhecer que vivemos num mundo terreno – não vivemos num céu. Que a vida é uma dádiva e uma oportunidade – à qual não é dado o devido e ajustado valor. É complexa, eu sei. Mas é nessa complexidade que estão postas as Grandes Lições que devem ser praticadas – e não, apenas, decoradas, como se não tivéssemos o poder do raciocínio e da coragem. (Saber de cor o discurso e não praticá-lo, de nada vale!) Quanto ao bicho-homem, é mister que se volte sobre si, reestude sua figura e reflita sobre seu protagonismo neste Planeta-Azul. Infelizmente, esqueceu-se que tem – mais do que um Dever – uma Missão em sua rápida passagem, por aqui. É preciso que nasça um homem melhor, um homem novo. Todavia, (segundo as Leis do Xamanismo), para que nasça o novo é preciso que se destrua o velho. Que esse “homem-velho” se desapegue de sua mentalidade jurássica. E que se transforme no “homem-novo” que Deus espera e deseja que esse homem seja! Largue da vaidade exacerbada de se crer, realmente, sapiens. Deixe de se vangloriar de que, efetivamente, é ser-humano, quando, na verdade – e ele mesmo sabe – é muito mais ser e muito menos humano! Só assim ele aprenderá a Amar e a Respeitar – verdadeiramente! – a Mãe Natureza e os nossos manos animais! Fora disso, sua palavra será tediosa e repetitiva balela. E sua razão de ser será, apenas, uma triste farsa! A PAZ – tão citada e decantada – não acontecerá, nunca, se o homem não fizer gestos e obras concretas para que ela aconteça. A PAZ será, então, mera e tristonha Utopia! Afinal, o Sonho não pode ser somente o sonho quando dormimos – e que se dissipa quando acordamos. O Devaneio não pode ser somente aquelas vontades, aqueles Desejos, aqueles Sonhos que sonhamos de olhos abertos. E a Utopia não poder ser somente aquele Sonho impossível de realizarmos! Porém, se quisermos viver só de Utopias, o que fazemos, realmente, neste mundo? Para que viemos a este Plano, então? Tão somente para vivermos e morrermos – nada mais? Não teria sentido!

9 de abril de 2017... Manhã de Domingo de meu Pai Oxalá. O céu estendeu seu poncho cinzento sobre esta Querida (e maltratada!) Porto Alegre destes últimos tempos. Há uma chuvinha fina e intermitente. De vez em quando, algum passarinho dá o ar da graça. Frente ao PC, muitos e díspares pensamentos povoam-me a mente. E há cansaços das tantas andanças pelos Caminhos da Existência! Há uma Bandeira da Cor-da-Alma tremulando no Infinito. No Infinito de meu ser incompreendido e envelhecido de poeta. Entretanto, apesar da Dor Existencial que carrego em minhas entranhas, há, ainda, uma leve e inexplicável Esperança no coração. E uma Sensação de Paz em meu Espírito! Acredito ser a Sensação de que faço o que posso – dentro do que posso e do que me é permitido fazer. Com minhas Vestes Imaginárias de Franciscano: sempre tecendo um Hino de Amor à Mãe-Natureza e aos Irmãos Animais! A Natureza me inspira! Os animais me encantam! São Francisco de Assis me fascina!

Há 9 anos, a Confraria Artistas e Poetas pela Paz nascia. Parabéns, a toda a Família CAPPAZ! Todos somos importantes. Só não o é quem assim não se autoconsiderar. Portanto, todos podemos comemorar mais este aniversário da Confraria: o Nono! Na intenção do coração. Na pureza da Alma. Na Filigrana do Pensamento. Enquanto escrevo estas palavras, a manhã vai chegando ao fim. E esta crônica, também, deixando um Parabéns Especial à nossa Presidente-Fundadora – minha pessoal Amiga Joyce: uma mulher batalhadora, idealista, sábia e humana!

Com meu abraço franciscano, um Brinde à Vida e à CAPPAZ!!

 


Porto Alegre, 09 de Abril/2017. 12h

Editorial 038 - 03/16
ORDEM E PROGRESSO
Autoria: J.J. Oliveira Gonçalves



 

"Sem ordem é a anarquia - o caos.
Sem progresso é a miséria - a estagnação."
(JJotaPoeta)

 

13! Sexta-feira. Maio. 2016. Um novo começo. Recomeço da vida. Recomeço de vidas. Recomeço da Terra Brasilis. É o Gigante – ainda debilitado – que reacende seus sinais vitais e quer sair da UTI. É o Brasil que traído, sorrateiramente transacionado e covardemente lesionado, acorda – vendo que os filhos seus não fogem à luta! E o coração vermelho do Brasil – eis que é vermelho o sangue que palpita em nossas veias! – vestido de Verde-Amarelo-Azul-e-Branco, mostra que está bem vivo. E guapo para combater o Bom-Combate! Com certeza, não é um coração transplantado! É o velho e surrado coração brasileiro que bate no peito da Pátria – do Oiapoque ao Chuí! Com certeza, é o coração que cada compatriota traz dependurado no próprio peito. Agora, não só com a Esperança, mas com a certeza – alicerçada no lema altivo e positivo de nossa Bandeira – podemos declamar para ela estes versos de civismo e encantamento: “Salve lindo pendão da esperança!/Salve símbolo augusto da paz!/Tua nobre presença à lembrança/A grandeza da Pátria nos traz.”

Nosso País passa por tempos nebulosos, apreensivos, tristes, sombrios. Vítima de uma crise, (ou um caos?), política, social, econômica e, sob meu modesto ponto-de-vista, a maior das crises: a crise moral! Pois que, não fosse este último e contundente aspecto, não teríamos chegado a esta situação aniquiladora e vexatória. O assalto – oficial e diuturno – aos cofres públicos da Mãe-Gentil são escancarados desavergonhados, sórdidos. Tornaram-se práticas comuns e contumazes. E, na vitrina do vocabulário cotidiano, tornaram-se comuns as palavras propina, pixuleco, coxinhas e mortadelas. Tanta corrupção, tanta roubalheira, tanta maracutaia, tanta falta de vergonha na cara não nos deveria impressionar e revoltar a todos? Diante desse panoroma de terra arrasada – hostil e corrosivo – o cidadão brasileiro, decente e trabalhador, vê seus bolsos minguados e seus sonhos vazios – eis que o trabalho perece e a esperança, melancolicamente, desfalece!

Agora, é hora de o Brasil reagir. Se recompor. Se reerguer. Se aprumar. E retomar a caminhada em busca de seus Ideais Democráticos de Povo e de Pátria, ante as Nações! Uma caminhada penosa e corajosa, mas altiva e criativa: por melhores dias, por melhores tempos – onde ORDEM E PROGRESSO seja o Lema positivo, diuturno e pragmático, que há de recolocar nosso País na senda do Desenvolvimento e da Paz! O Brasil merece! Nossa gente – sofrida, usada e abusada! – merece! Afinal, não é mais possível que o crime de lesa-pátria prospere. Nem que os vendilhões da Pátria sejam tratados como gente de bem. Menos, ainda, que os vilões sejam comparados a heróis. Ou da Pátria impolutos salvadores! Quando, na verdade das ideologias totalitárias e dementes, não passam de mentes maquiavélicas e oportunistas! Que nunca mais sejamos reféns de um sistema mascarado de democrático. Nem de um partido que destila ódio, menospreza a Nação, e oferece mentirosos sonhos e ilusões em troca de ruidosas quinquilharias!

Que estes exacerbados momentos de angústia e aflição sejam, em breve, lembranças doídas e pretéritas, nas páginas da História do Brasil que – Povo e Governo – começamos a escrever agora, neste 13 de Maio: Dia da Liberdade da Raça Brasileira! Que as Lições doídas e lesivas não sejam esquecidas! Que a Verdade volte a ser Verdade. E que a mentira não volte mais a ocupar o lugar da Verdade. Que nossa Bandeira seja essa – colorida e bela – que vemos tremular, (garbosa e altiva!), acenando ao nosso Civismo e à nossa Emoção! Que as sombras deletérias do totalitarismo e da escravização sejam, para sempre, afastadas de nossa Pátria e do nosso Povo! Não nascemos para ser escravos. De ideologia nenhuma. Nem de ninguém. Que Deus nos ajude e inspire! E que nossa Mãe-de-Aparecida nos abençoe!



“Minhas palavras são como as Estrelas... Jamais empalidecem!”
(Grande-Chefe Seattle)

Porto Alegre, 13 de Maio – Dia dos Pretos Velhos/2016. 13h
jjotapoesia@gmail.com – www.cappaz.com.br

Editorial 036 - 01/2016
Eu Vi a Cara do Vento!
Autoria: J. J. Oliveira Gonçalves



 

“Sou filho da Chuva e irmão do Vento...”
(JJotaPoeta)


 

Na noite escura e obscura de sexta-feira, passada, eu vi a cara do Vento. Afastei a cortina da vidraça e ali estava ele. Poderoso. Forte. Imenso. Intenso! Um Ser gigante que uivava feito um Lobo! Não sei se uivava de revolta ou de Dor! Mas sei que uivava – com certeza! Entre estupefato e fascinado, eu continuava à janela. Olhando pela vidraça. Ante mim, raios eram riscados no negrume do céu. Por Mão Poderosa. Invisível e invencível. Eram riscos, claros, níveos e multicores, feito fogos de artifício. Uma noite tenebrosa? Uma noite de terror? Ou uma noite em que os Justiceiros do Astral vieram à Amada Porto Alegre mostrar aos arrogantes, aos da ostentação, aos que dizimam os irmãos-animais e consideram lixo a Mãe-Natureza que – ao contrário do Art. V da Constituição Brasileira – o Criador, (ou Grande-Espírito, como o chamamos no Xamanismo), em Sua Constituição-Superior, nos garante que todos somos iguais perante Seu Ato Criador, Sua Excelsa Sabedoria e seu Desmedido Amor! Do meio humilde de onde eu venho, aprendi isso muito cedo. Por isso, faço parte daquele anônimo Grupo que acredita, visceralmente, que só a BELEZA salva o Planeta, dentro da Igualdade e do Evangelho de Paz-e-Bem de Francisco de Assis. Por isso, também, sempre digo – quando tenho oportunidade – que não vim a este Plano para ser entendido. Todavia, sei que vim, aqui, para cumprir meu “script”. Um “script” com falas muito doídas, difíceis e contundentes! Quem sabe, numa preparação para o Grande Vôo ao Infinito... Aquele em que Sonho caminhar entre as Estrelas... Aquele momento derradeiro em que o Espírito me dirá: “Pronto, João... agora, és Ave-de-Arribação..."

Sim! Eu vi a cara do Vento! Senti arrepios! Mas, confesso: numa espécie de Êxtase e Coragem, falei com o Vento. Falas que só o Coração pode falar. Que só a Alma pode entender. Que só a Fé e a Crença podem intuir – numa hora tão difícil e apavorante em que Ele (re)lembra a todos nós que somos simples Seres da Natureza. Então, disse ao Vento: “Salve, irmão Vento... Compreendo tua fúria... tua revolta... Se puderes te acalmar, te acalma... Esta é minha casa. Olha e protege minha família. Meus manos-animais. Minhas árvores. Meu diminuto jardim.” E do Vento – velho e calejado Irmão – ouvi: “Não te preocupes, João!” Depois, fechei a cortina, preocupado com o uivo do Vento, com os raios, que eram “flashes” incessantes e violentos. E com o ribombar dos trovões que estavam brabos... Até a tempestade se dissipar, passei fazendo a ronda de minha casa: olhava pela janela. olhava pela porta da sala. olhava pela porta da cozinha, enfim... Nesse ritual – real e de encorajamento – minha pequena e valente “Polly” me seguia, apesar de sua dificuldade de caminhar... E, ainda, minha gatas – também corajosas – me acompanhavam... Nessas andanças-de-ronda, voltei à minha Tribo Espiritual. Àquela que tem a Águia, o Lobo, a Coruja e os Urso. E que me permite, ao Coração, ter todos os animais do Planeta. Que me permite à Alma se encantar com a Exuberância e a Generosidade de Mãe-Natureza. E me permite, assim, beijar-lhe, respeitosa e agradecidamente, o Ventre!

Eu vi a cara do Vento. Seu rosto. Sua face. Seu semblante. Um semblante tenso, carregado. Um semblante contrariadamente agressivo. Um semblante de ataque... e de defesa! E o Vento voava e uivava a uns 150k/h! Interessante que, ante um quadro pavoroso e pesaroso de devastação, lembrei-me do beija-flor que, pela manhã, quando chegava à janela, veio direto e pairou bem na minha frente - como se estivesse executando um ballet singularmente Belo! Por alguma razão, aquele passarinho venho me visitar, de forma inusitada. Ah, veio me relembrar que a vida é dual. Veio preparar-me o Espírito para a antítese de sua leveza, de sua doçura, de sua calmaria... Dois cenários contundentemente opostos tendo como fundo o Jardim da "Branquinha - a Kika"! De manhã, a Luz. De noite, a Escuridão. Eis a Dualidade - explícita e irreversível da Existência! A Lágrima e o Sorriso. O Aprendizado e a Dor. A Iluminação e o Preço! (Ah, as Dores de Crescimento não têm idade...)

Naquela noite de sexta-feira, eu vi a cara do Vento! A impressão que tive? Que o Vento queria entrar pela janela. Que o Vento queria entrar pela porta da sala. Que o Vento queria entrar pela porta da cozinha. Que o Vento queria entrar pela garagem. Ah, na garagem - que é aberta - o Vento tocou em mim. Soprou em minha pele. Me deu um empurrãozinho. Como quem diz: "Chega pra lá, João. Não vem aqui. Entra!" (E eu obedeci ao que o coração ouviu. Ao que a Alma intuiu.) Em minhas multicoloridas leituras, em meus estudos, em minhas leves e curiosas viagens Xamânicas, aprendi que a Águia plana, soberana e corajosa, no Infinito, por entre as trevas e a violência dos temporais. Esse Ensinamento (concreto) da Águia quer nos preparar para a Vida. Vem nos preparar para os Temporais, para as Tempestades, para a Devastações da Alma! Tendo aprendido isso, e vendo o estado triste e lamentável desta tristonha Porto Alegre, vi, claramente, as Metáforas dolorosas das Devastações que podem aniquilar, despedaçar uma Alma!

Eu? Eu sei que sou um simples ser da Natureza. Não passo de um aprendiz. E, até, agora, tenho consciência de que aprendi muito, muito pouco! No entanto, até meu último momento, aqui, estarei aprendendo. Pois, aprendi, também, que esse é um Aprendizado que não tem fim! Enfim, pelo que escrevi - com Sentimento e Crença - é que digo que sou "filho da Chuva e irmão do Vento"!

Ah, Vento, meu irmão! Essas Tempestades, esses Temporais, essas Devastações todas deixam machucados, feridas, cicatrizes... No corpo... e na Alma! Sabes disso. E eu também sei. Porque me ensinaste!!

 

“Minhas palavras são como as Estrelas... Jamais empalidecem!”
(Grande-Chefe Seattle)

Porto Alegre, 01 de fevereiro/2016. 11h55min
jjotapoesia@gmail.com – www.cappaz.com.br

Editorial 034 - 02/2015
Aonde Andam?
Autoria: J.J. Oliveira Gonçalves



 

21 de abril. Dia de Tiradentes. Vem lá dos escaninhos da memória esta lembrança... Assim, eu começava minha ginasiana redação de Português, no então Colégio Estadual de Bagé. Tempos de minha primaveril adolescência. Idos de mim. Passado de Luz e Esperança, quando, estudante, cumpria com minha prazerosa obrigação de estudar. Buscar a Sabedoria – que liberta! E cultivar o Civismo – que nos alimenta o Amor umbilical e incondicional à Pátria! Eram tempos de não apenas sonhar com o Brasil do Futuro, não apenas de esperar por esse novo País, mas, efetivamente, de trabalhar, dar o seu quinhão para que essa Nação nascesse! Ah, então, sopravam os Ventos da Bonança... E espalhavam Sementes de Fé e Otimismo! Idos de mim. De meus acalentados Sonhos. De minhas Ilusões – tão claras, tão lúcidas e imortais! Desabrochavam os Dourados Anos 60! Lá, tínhamos Heróis. E cultivámos sua Memória e sua Bravura. E nos orgulhávamos de seus feitos e de suas Sagradas Heranças.
 
Hoje, passadas algumas décadas pela Linha do Tempo, aquele Brasil do Futuro é um Sonho verde-e-amarelo desmoronado. Uma doce Ilusão que foi, traiçoeiramente, tocaiada pelo caminho. Uma Esperança enforcada e esquartejada pelos vendilhões da Mãe-Gentil: sempre de plantão e sempre à espreita para dar o bote... Quando menino, ainda, em minhas leituras diárias, as palavras vendilhão e lesa-pátria me chamavam, particularmente, a atenção. Palavras que moravam na colorida semântica dos textos. Ou na batuta silenciosa do Mestre Dicionário. Todavia, jamais pensei – além de lê-las – de vê-las encarnadas em homens adoradores do deus-dinheiro, da ambição desmedida pelo poder. Em mãos voltadas contra seu próprio Pais. Em almas carrascas. Em espíritos feitores de seu próprio povo! Encarnadas em homens que perderam a noção de Dignidade e de Respeito! Homens que perderam um dos mais caros Valores que um homem deve preservar: a vergonha na cara! Como bem dizia meu velho pai – que tinha quase 100 anos: “O que falta nessa gente, João, é vergonha na cara.” Faz cinco anos que meu pai se foi deste Plano. Fico a imaginar, se ainda estivesse por aqui... e lúcido como era...

21 de Abril – Dia de Tiradentes. Aonde andam os nossos Heróis? Ficaram, lá, no Passado. Vagueiam nos empoeirados desvãos do esquecimento. Perambulam pela Memória de nossa Pátria – e certamente choram. Choram, não por verem esquecidos seus feitos, sua bravura, sua luta, sua história. Nem por verem o Civismo Nacional definhado – em escombros deprimentes. Não! Choram por verem, em cada brasileiro de vergonha na cara, um Herói que nasce e morre a cada dia. Que luta pela sobrevivência desigual sua e do Brasil – bem Brasileiro, graças a Deus, e aos homens e às mulheres de vergonha na cara deste vilipendiado País! Porque há homens e há mulheres que, sei, Amam esta Imensidão Verde-e-Amarela que, amorosa e civicamente, chamamos BRASIL!

Saudade dos idos de mim... Da juventude que cri Imortal. Dos Sonhos que não chegaram. Das Ilusões que se perderam pelas andanças da vida... Do acalentado Brasil-do-Futuro que não poderei cantar – nem abraçar – em meu verso verde-e-amarelo... em minha rima azul... Que fiquem, pois, a Esperança e a Fé. Como Sementes que germinam e desabrocham em Flores e Frutos – que perfumam e que alimentam os Ideais Libertários e o Espírito Humano! E que nossa Querida Mãezinha de Aparecida nos acolha sob seu Manto de Estrelas e salve nossa castigada Terra Brasileira!!



“Minhas palavras são como as Estrelas... Jamais empalidecem!”
(Grande-Chefe Seattle)

 

Porto Alegre, 21 de Abril – Dia de Tiradentes/2015. 11h36min
jjotapoesia@gmail.com – www.cappaz.com.br

Editorial 032 - 03/2014
Árvore Ferida de Morte
Autoria: Eda Thereza Piccinin Bridi*



 

Era o dia 30 de novembro de 2013. Integrando a programação da Feira do Livro de Sobradinho, foi realizado o lançamento da Antologia “Interfaces de Amor e Paz”, da Confraria dos Artistas e Poetas pela Paz – CAPPAZ – Volume 4 – 2013, organização da escritora e poetisa Joyce Lima Krischke, fundadora e na época presidente nacional da CAPPAZ. Tive uma participação na Antologia, também o Dr Narciso Sebastiany e a menina Ana Beatriz Sebastiany de Oliveira, entre outros escritores e poetas de várias partes do Brasil.
Na sequência, com a presença de autoridades, escritores, poetas, cantores, violeiros, repentistas, todos, exaltando a natureza, na Praça “3 de Dezembro”, foi plantada, a muitas mãos, uma muda de pau-brasil, árvore – símbolo da CAPPAZ, como é procedido em todas as cidades, onde ocorre o lançamento da Antologia. Foi um momento de arte, de emoção, de conscientização e de reflexão.
Na ocasião, foi-me conferido o título de “Guardiã da Árvore – Pau Brasil”, pela CAPPAZ. Assumi com muita honra o compromisso de cuidá-la. Diariamente, regava-a. No dia 29 de maio, fui à Praça para aguar a árvore. Ela estava“ferida de morte”, o caule partido ao meio e seus galhos quebrados, esparramados pelo chão. Senti a dor no meu peito, como ela sentira em sua essência com os golpes mortais. Que ato infame! Seu algoz, um irresponsável, não tem sensibilidade, por certo, um amargurado, que não ama a vida.
Tratei logo de ir a uma floricultura em busca de outra muda de paubrasil, porque o espaço vazio era insuportável, e para honrar meu compromisso de guardiã. Contei com a colaboração do Diretor do Departamento de Meio Ambiente da Secretaria Municipal da Agricultura de Sobradinho, Willian Teixeira da Sila que, prontamente, auxiliou-me no plantio da mesma. Era o dia 4 de junho, em plena Semana do Meio Ambiente. Coincidência? Ou providência a suscitar um sentido? Logo após, uma forte chuva. Águas que pareciam bênçãos vindas do céu para a importante árvore na história da CAPPAZ.
Escrevo esta matéria que, tenho a esperança, servirá para motivar as pessoas a se mobilizarem pela proteção do meio ambiente.

*Confreira Honorária
Guardiã da Árvore CAPPAZ-Sobradinho/RS-

Publicado na Coluna Letras & Fatos, Jornal Gazeta da Serra

Editorial 030 - 01/2014
O Risco da Avareza
Autoria: Narciso Nilo Sebastiany (Médico)



 

O dinheiro que está servindo a vida de umas pessoa e ,também, aos seus descendentes e a alguém que dependa dessa pessoa é uma coisa boa. , e daí deve resultar a sua finalidade. Possuir riquezas, desejá-las, trabalhar para adquiri-las é, pois, algo legitimo e digno. Trabalhar para ganhar dinheiro e economizá-lo é honesto... Porém o apego demasiado ao dinheiro ou às riquezas, beira ao risco da avareza, considerando, portanto, que o mal não está no patrimônio, mas em nós mesmos, que queremos cada vez mais dinheiro, venha de onde venha mesmo em prejuízo de outra ou outras pessoas que possuem muito menos que a gente, ou que necessitem pedir um empréstimo para poder pagar a divida, assim já feita por necessidade. O pensamento justo (e teórico ) seria dizer o seguinte ,(quando o trabalho fosse despendido de forma a se poder formular o seu preço justo) “nunca a gente trabalhar somente para ganhar dinheiro, mas ganhar dinheiro porque a gente trabalhou”. Podemos também afirmar, que “rico será aquele que sabe dominar o dinheiro levando-o para o bem da sua vida e para a prática da caridade e da justiça”. “Pobre será o individuo dominado pelo dinheiro e que considere o dinheiro como o bem supremo e o que seja de mais importante para sua vida”. Com o coração desprendido dos bens materiais as demais paixões diminuem quando não desaparecem de todo. O avarento, porém, agarra-se a seus bens pensando poder comprar a vida e até a eternidade... Sejamos pobres de riquezas e bens supérfluos; sejamos ricos de espírito. O NATAL nos dá motivos para pensarmos e agirmos assim.

Editorial 028 - 04/2013
O Tempo é Breve
Autoria: Vera Lúcia Passos



 

Se eu pudesse, eu sairia por aí a conhecer as maravilhas que a natureza nos oferece; não haveria final de linha, em minha caminhada, o vento seria meu transporte; um dia no Polo Norte, outro na Índia, na Europa, nas ilhas solitárias dos Oceanos... tanto, tanto para conhecer, conquistar trazer na memória, tal um chip interminável de emoções.Viajar nos rios , mergulhar nas profundezas oceânicas , voejar no espaço sideral, além das estrelas, das milhões de galáxias, circular na Lua, levitar... a vida é breve, não daria tempo de experimentar todas essas emoções; enquanto isso, viajo meu caminho limitado pelo transporte que me irrita,me humilha, abarrotado de gente perdida pela ambição exarcebada, pela violência constante das ruas, pelo desamor, pelo orgulho , pela falta de sonhos. Pobre gente! que nem percebe o arco íris se formar no horizonte, não vê o olhar de uma criança órfã de pais vivos, desconectados pelo vício e falta de caráter. O mundo de tantas maravilhas está num estado de escuridão, que o cego talvez veja melhor, que os que enxergam. Os dois olhos não são suficientes para viver e perceber as vias que se formam na nossa estrada. Há quanto tempo você deixou de admirar a fresta do sol invadindo a sua janela? O galo canta lá longe e ninguém nunca sabe ao certo onde ele vive. A semente cair ao solo, trazida por um minúsculo inseto, de repente busca a luz e lá vem ela invadindo o espaço, antes deserto, você nem percebeu. Na árvore, a única que restou no seu jardim, um pássaro todo dia traz no bico algo e em seguida surge um ninho; a criançada em alvoroço, quer escalar a árvore, o pássaro não permite. Tempos depois, ouve-se o barulho sonoro dos filhotes, você continua ocupado. Eu gostaria de conhecer a vida daquelas formigas que insistem em devorar minhas flores; seguir as borboletas que beijam minhas margaridas amarelas e depois seguem o seu voo, visitando outros lugares; os caminhos se abrem na minha frente, minha fronteira se alarga, a leitura me faz descobrir outras belezas, algumas nem teria coragem de buscá-las, tenho meus limites, é claro. Sonhar eu posso, então invado campos jamais imaginados. A vida é muito breve na matéria, tenho certeza que ninguém viverá essa aventura, numa só existência, na carne. Podem até pensar que é utópico se viver nessa intensidade, é preciso coragem para se desapegar da residência fixa e se embrenhar no desconhecido. Muitos que o fazem, nós o chamamos de loucos, esquecemos que é seu jeito de ver a vida. A vida é breve... é linda! Maravilhosamente bela!

Editorial 026 - 01/2013
Bodas de Madeira
Autoria: João José Oliveira Gonçalves



 

Em tempos bicudos e escassos de quase tudo, há sempre uma chama teimosa e bruxuleante no coração do homem que o impele na esperança de que fiat lux no fim do túnel. Essa luz que sempre esperamos ver, simplesmente porque, amorosamente, queremos vê-la. Não seria heureca e nem a famosa e alquímica "Tábua de Esmeraldas". Tampouco, a panacéia que cura todos os males. Mas seria, com certeza, uma Luz que iluminasse a mente, a razão, a consciência do bicho-homem - no sentido de que, voltada para a Paz e o Bem, se jogasse ao resgate do Planeta-Azul que já tem sua morte anunciada, faz muito tempo, pelos atos deletérios, ambiciosos e perversos do chamado, (em priscas eras!), de sapiens.
Antes, porém, de toda essa iluminação - embora não seja esta a Iluminação Budista, porque o bicho-homem continua, cada vez mais, sendo "o mais cruel dos animais" - é imprescindível que o primeiro órgão a se iluminar dessa Luz seja o coração! Nele, estão os Sentimentos mais belos, mais fraternos, mais sensíveis, mais recheados da Igualdade de Paz e Bem franciscana.
Neste 9 de Abril de 2013, a CAPPAZ/Confraria Artistas e Poeta pela Paz, comemora seus 5 aninhos. Lembrando-me da efeméride, vieram-me essas palavras que rabisquei acima - com este meu jeito xucro e esquisito de ser, mas, certamente, com explícita sinceridade, profunda preocupação e singular alegria.
Parabéns, à minha amiga pessoal Joyce Lima Krischke, fundadora e presidente da CAPPAZ. Parabéns, a confreiras e confrades CAPPAZ(es)! Nestas "Bodas de Madeira", que as irmãs Árvores dancem e cantem para nós, sob a batuta do irmão Vento, uma Canção de Paz e Bem na Celebração da Vida do nosso maravilhoso e indescritível Planeta Terra!
Com respeitosa e fraterna Saudação às Quatro Direções, sussurro: AMÉM!!



J.J. Oliveira Gonçalves/JJotaPoet@!
Porto Alegre, 09 de Abril - Aniversário da Fundação da CAPPAZ/2013. 13h

Editorial 04/2012
Abril e a CAPPAZ...
Autoria: J.J. Oliveira Gonçalves



 

Pois, o Outono é a Estação que sempre ganhou de mim um olhar especial sobre seu corpo sazonal, nostálgico. E o Inverno veio assim como completar meu Encantamento de homem-comum e de poeta. E Abril - desde que me lembro - me fascinou com suas nuanças outonais, suas calmarias, suas flores, seus amores... Creio, mesmo, com a gostosa e lírica sonoridade do próprio nome: Abril... Quem sabe, com a beleza, a textura e a fragrância das "rosas de abril"... Influência, quem sabe, dos românticos roseirais "Das Rosas" do gutural e personalíssimo Caymmi... Quem sabe...

Lá em Bagé, por exemplo, onde vivi a fase mais bela de minha vida - a adolescência - ficaram fragmentos de mim, de minha Família, da namoradinha, dos tantos e bucólicos "abriles" que guardei, carinhosa e inesquecivelmente, escaninhos d'Alma, nas doces Lembranças do coração... (Esse "abriles" é romântica reminiscência do saudoso "Percal" na voz inconfundível e metálica "del bigode cantante" - Bienvenido Granda - que me conquistou e romanceou a adolescência com "Perfume de Gardênia" - em especial.)

Abril, enfim, é um mês especial. Já veio assim predestinado. Então, saindo do particular - ou pessoal - para o universal e apenas para ilustrar esta generosidade de Abril, lembro algumas das tantas datas importantes e comemorativas no calendário de Abril. O mês já começa com o "1º de Abril" que, quando guri, ouvia dizer que era o "Dia dos Bobos" - "Dia da Mentira" - em que se pregava peças nos outros, inventando uma mentira ou fazendo alguém de bobo. E, entre um desfile dessas efemérides, temos, por exemplo: 13/Dia do Hino Nacional; 18/Dia Nacional do Livro Infantil; 18/Dia de Monteiro Lobato; 19/Dia do Índio; 20/ Dia do Disco; 21/Tiradentes; 22/ Descobrimento do Brasil; 22/Dia Mundial da Terra; 23/Dia de São Jorge; 23/Dia Mundial do Livro; 28/Dia da Educação; 28/Dia da Sogra; 30/Dia Nacional da Mulher... Entre outros acontecimentos importantes, às vezes, o "Domingo de Páscoa" também "cai" neste mês. Abril - com sua face outonal, sua lírica nostalgia, seus perfumes, suas flores - é meu mês "especial", embora eu tenha nascido num Janeiro, que também é bonito na sonoridade do nome e em sua "descendência" da deusa Janus.

Há quatro anos atrás, quando minha amiga Joyce Lima Krischke me convidou para ajudá-la a pensar na criação/fundação de uma confraria alicerçada em objetivos claros e metas abrangentes buscando preservar a Vida no e do Planeta-Azul, (através da Arte e da filosofia franciscana de Paz e Bem), entre as tantas e difíceis definições a traçar/delinear, estava a data de fundação. E a Joyce, confiante em minha pessoa e em meus singelos conhecimentos esotéricos, deixou a meu cargo a escolha da data e o "P" dobrado, (pela harmonia do feminino Nº 6), na sigla de nossa Confraria. Assim que, depois de muita pesquisa, muito estudo e deliberações, (com a redação do Regimento e a escolha dos Ícones da Confraria), no dia 09 de Abril, de 2008, fundou-se, então, a CAPPAZ - "Confraria Artistas e Poetas pela Paz". Assim, nesse calendário generoso em efemérides de Abril, faz quatro anos, gravamos - com filigranas de Idealismo e sadio orgulho: "Dia 9/Fundação da CAPPAZ - Confraria Artistas e Poetas pela Paz".

CAPPAZ: quatro anos, apenas. Ainda vive sua plena infância. Todavia, uma infância plena de Sonhos que não ficaram apenas no Etéreo-Azul dos Sonhos... Sonhos que se realizaram. Se realizam. Se realizarão. Sob a batuta - atenta e audaciosa de minha amiga Joyce. A reger idéias, palavras, pensamentos, ações! Dentro de um Ideal-Maior de Paz e Bem e de Amor à Vida do nosso paciencioso Planeta-Azul! Muitas flores e aromas nesta Infância tão belamente adulta, consciente, responsável - Amorosa!

Nestes idos de Abril - que já vão me deixando emotiva Saudade para guardar nos escaninhos do peito e nos Vôos de Arribação da Alma! - quero que a CAPPAZ seja a Metáfora de uma grande e afinada Orquestra, onde cada qual, com seu instrumento musical - com sua Arte - execute, magistralmente, a mesma e cadenciada melodia, em uníssono e harmônico Concerto: o Concerto Vivo e Universal da Paz e da Vida! AMÉM!



Porto Alegre, 27 de abril/2012. 23h30min
jjotapoesia@gmail.com - www.cappaz.com.br

Editorial 02/2012
A Mulher é Vencedora!!!
Autoria: Retijane Popelier



 

Ao longo da história da humanidade a figura da mulher aparece das mais diversas formas.

A existência da humanidade é dependente da existência da mulher, pois é ela que garante o nascimento das gerações futuras, no entanto, sofreu todo tipo de violência e limitação imposta pela ignorância e pela força da figura masculina que exercia o papel de comando, do protetor, de provedor.

Felizmente e graças a coragem e o destemor de centenas de milhares de mulheres, essa realidade começou a mudar a partir da revolução industrial, ocorrida no século XVIII a partir da Inglaterra, influenciando as revoluções francesa e americana que trouxeram os ideais de LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE aos povos da terra.

Hoje a mulher é reverenciada das mais diversas formas, não obstante o grande índice de violência a que estão submetidas milhares de mulheres. As estatísticas revelam que a cada 15 segundos uma mulher sofre algum tipo de violência no Brasil.

A legislação brasileira, a partir da CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988, sofreu diversas adptações todas no sentido de assegurar o que determina o artigo 226 da CF:

Art. 226 - A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.

Parágrafo primeiro - O casamento é civil e gratuita a celebração.

Parágrafo segundo - O casamento religioso tem efeito civil, nos termos da lei.

Parágrafo terceiro - Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.

Parágrafo quarto - Entende-se, também, como entidade familiar a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes.

Parágrafo quinto - Os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal são exercidos igualmente pelo homem e pela mulher.

Parágrafo sexto - O casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio. (Parágrafo com redação dada pela Emenda Constitucional nº 66, de 13.07.2010 - DOU 14.07.2010)

Parágrafo sétimo - Fundado nos princípios da dignidade da pessoa humana e da paternidade responsável, o planejamento familiar é livre decisão do casal, competindo ao Estado propiciar recursos educacionais e científicos para o exercício desse direito, vedada qualquer forma coercitiva por parte de instituições oficiais ou privadas.

Parágrafo oitavo - O Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que integram, criando mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações.

Do ponto de vista prático, nossa sociedade está caminhando a passos firmes em direção ao total e plena valorização e respeito à mulher, com a derrocada definitiva de todo e qualquer tipo de violência.

É nesse sentido que devemos somar esforços, lembrando diariamente aos mais jovens sobre a importância de princípios básicos, tais como respeito, solidariedade e amor, oferecendo, proporcionando e garantindo um destaque ilimitado a figura feminina e materna, que move o mundo nos traz à vida, que nos alimenta e protege para a continuação de nossa espécie.

Retijane Popelier
Confreira Honorária da CAPPAZ

Editorial 01-2011
Adeus Ano Velho!
Feliz Ano Novo - CAPPAZ!

Autoria: Joyce Lima Krischke


 

Mais um ano, no calendário da vida, chega ao seu final.
Concluímos mais uma etapa de nossa caminhada na estrada da Paz e do Bem neste Planeta Terra.
Trezentos e sessenta e cinco dias passaram.  Para uns com lentidão e para outros com velocidade acima do alcance de seus objetivos.
Trezentos e sessenta e cinco dias de alegrias, sorrisos, tristezas e lágrimas.
Sim, porque alegrias e tristezas são as constantes
no dia-a-dia da espécie humana.
Ah, os dias em que tivemos o enfrentamento
com situações inusitadas...
Dias difíceis e longos!
Entretanto, os dias de euforia, dos sucessos além do projetado em nossa imaginação, passaram rapidamente.
Muitas vezes tão rápidos que quando nos apercebemos
já era outro dia!
Dias das doces chegadas e dias das amargas partidas...
Chegadas enigmáticas e convívios fraternos.
Negativas e doações, simultâneas...
Assim é a vida: uma sucessão de surpresas
e momentos esperados.
Olhando o calendário do ano 2010, nele vemos dias em que nossas alegrias e sucessos foram superiores às tristezas e às lágrimas ... contabilizado o total das vivências da agenda da vida  no ano que está a findar!
Sempre que avaliamos nosso passado,
percebemos que muito mais deveríamos ter feito...
Mas temos fé e sempre tentamos atingir o máximo
de nossos objetivos.
E, olhando para frente, nos deparamos com um futuro,
ao mesmo tempo, desconhecido e incerto.
FUTURO DA CULTURA DE PAZ: GRANDE DESAFIO DA NOSSA VIDA!
Hoje concluímos que o nosso dever é agradecer a DEUS
por tudo de bom e até de mau que nos aconteceu.
Pois, nos momentos difíceis crescemos e vemos nitidamente quem são os nossos amigos fraternos e quais são as pedras dos nossos caminhos.
Elevemos nossos pensamentos ao alto num gesto de gratidão por mais este ano que hoje finda.
Agradeçamos, também, o apoio, a quem esteve e
está ao nosso lado.
Seja em presença física ou espiritual (transcendente), sem sucumbir aos anseios de glórias pessoais, incompreensões e tentações das pompas do poder.
Com o coração agradecido, e envolta na Paz e no Bem,
desejamos que o Ano Novo que está chegando traga-nos os desafios que 2010 trouxe-nos, acrescido de muitas mãos a nós estendidas na caminhada de Paz e Bem.
E, também, agradecemos  pelo muito que recebemos, confiantes que continuaremos recebendo os seus apoios e contando com o Ente Superior que nos deu a vida e nos mantém Vivos no Planeta Terra.
Que a fraterna união que norteia a nossa Confraria - CAPPAZ seja o exemplo de Paz e Bem ao Mundo conturbado de hoje.



Brindemos à Vida em Paz !
FELIZ  2011!
FELIZ VIDA RENOVADA!
PAZ E BEM!
Abraço fraterno,
Joyce Lima Krischke
Presidente Nacional CAPPAZ

Balneário Camboriú, 31 de dezembro de 2010- 20 hs

Editorial 03-2010
Memorando CAPPAZ 09/2010
Agradecimentos/Antologia

Autoria: Joyce Lima Krischke

Hoje, primeiro dia do mês de agosto, de 2010, ergue-se mais um marco na história da Confraria Artista e Poetas pela Paz/CAPPAZ. Pois que foram encerradas com chave de ouro as atividades que, embora trabalhosas e exigentes, giraram, por mais de dois meses, em prol do crescimento e amadurecimento da Confraria – na concretização de um sonho, de um objetivo já traçado desde a fundação da CAPPAZ, em Porto Alegre, o dia 09 de abril/2008: trazer à Luz uma publicação com textos de confrades e confreiras que, entre versos e prosa, mostrasse a cara franca e limpa da CAPPAZ!

Assim, nesta data marcante, sente-se um gostoso alívio nas lides esfalfantes do corpo e da mente, uma grata tranquilidade no coração e uma alegria incontida na Alma, sabendo-se que, a partir de agora, Interfaces de Amor e Paz – Antologia da CAPPAZ, Vol I – toma rumo sonhado e suado da edição.

Será, com certeza, um belo livro com tantas faces que se fazem presentes na antologia. Um livro para ser lido – evidentemente. Mas, também, ara ser olhado, admirado e presenteado. Em belo e prático formato, e nas cores verde e branca da CAPPAZ, sua capa tem como autoria artista plástica e poetisa residente em Balneário Camboriú/SC, Tânia Maria de Souza.

Assim, resta ao Conselho Editorial, composto por Joyce Lima Kriscke, J.J. Oliveira Gonçalves, Ana Teresinha Drumond machado, Eliene Dantas de Miranda Taveira, Fernando Alberto Couto Salinas, Rosângela Coelho e – por quem presidiu ou presidiu – Esther Rogessi, a satisfação do dever cumprido e a serenidade de que sempre se buscou fazer o melhor nessa renhida batalha que é a publicação de um livro, mui especialmente em nosso País, onde Educação e Cultura quase nada signifiquem para políticos e governantes – tão insensíveis quão irresponsáveis – no cotidiano da insana sobrevivência brasileira.

Ficam aqui, os agradecimentos do Conselho Editorial, a todos que, mesmo com sacrifício, disseram presente ao convite para participarem de Interfaces do Amor e Paz! Em 154 páginas, são 42 artistas e poetas pela Paz semeando versos, rimas, prosa, palavras, arte... Todos, sem exceção, confrades e confreiras CAPPAZES. E aos que, por uma razão ou outra, não puderam participar desta primeira antologia da CAPPAZ, ficamos à sua espera em uma próxima oportunidade.

Ao finalizar, impõe-se reafirmar nossa Fé pelos caminhos complexos, mas belos, da PAZ. E nossa diuturna Esperança na luta pela salvação do nosso encantado Planeta-Azul!
Estimados Confrades e Confreiras: gratos mais uma vez!
Que todos (as) sejamos CAPPAZES – de Ideias e de Coração, sempre! – eis que é muito triste e lamentavelmente pequeno quando fazemos parte de uma entidade mas, na verdade, não vestimos a camiseta nem comungamos, espontânea e concretamente, e da melhor forma que nos for possível, de seus sonhos, de seus projetos, de seus ideais! No entanto, o que interessa, nestes finalmente, é que a Antologia CAPPAZ “Interfaces do Amor e Paz” – Vol I, faz parte de mais uma Jornada exitosa desse pazear constante da Confraria Artista e Poetas pela Paz/CAPPAZ. E assim, neste lídimo pazear, estas “Interfaces” saem do etéreo do Sonho para se fazerem em “carne e osso” nas faces de seus participantes. – o que dá Alma à nossa primeira publicação/CAPPAZ!

 

Com votos CAPPAZES de Paz e Bem!

J.J. Oliveira Gonçalves/JJotaPoet@!
-Presidente de Honra/CAPPAZ
Porto Alegre, 01 de agosto/2010. 17h

Esther Rogessi
- Presidente do 1º Conselho Editorial – 1ª Vice-Presidente Nacional-CAPPAZ
Recife, 01 de agosto de 2010.

Joyce Lima Krischke
- Presidente-Fundadora CAPPAZ – Presidente Nacional – CAPPAZ

 

Balneário Camboriú, 01 de agosto de 2010.

Editorial 01-2010
Na Paz e no Bem da CAPPAZ!
Autoria: J. J. Oliveira Gonçalves



 

O Tempo não espera. Pois ele é Chronos. E Chronos é veloz. Não volta atrás. É irreversível. O Tempo galopa. Corcel selvagem. Não espera. Nem por nós. Nem por nossos Sonhos. Nem por nossos Devaneios. Nem por nossas Utopias. Menos, ainda, por nossos projetos. O Tempo não se adequa a nós. Nós nos adequamos a ele. Ele nos dá a medida exata de nosso passo. E exige que nos apressemos. Que nos agilizemos se quisermos, realmente, sua parceria - indispensável e diuturna. Ah, o Tempo, também, é o Senhor da Verdade. A mentira, por exemplo, o engodo e o faz-de-conta, não resistem ao Tempo! Eis que, mais tempo, menos tempo, o Tempo arranca as máscaras... E a verdadeira face aparece. E essa face não é bela, não. Não é feito a face da mulher Amada - em cujos e infinitos olhos, Estrelas brilham em intermitências d'Alma... E tanto Estrelas quanto Alma são pontos luminosos cuja Beleza reflete a Beleza inimitável do Artista-Maior: Deus! E, como eu, em momentos de "desencontros e apreensões" - em minha passagem de longos e escabrosos 30 anos no Magistério Público Estadual/RS, costumava dizer para meus alunos: Se Deus está comigo, quem estará contra mim? Ou seja: se eu (re)conheço o Poder e a Glória de um Ser Infinito que tudo pode, que poderão fazer seres finitos de Existência e pobres e fracos de Alma?

Pois bem, esta espécie de preâmbulo é simplesmente para dizer que, hoje, 09 de abril de 2010, a Confraria Artistas e Poetas pela Paz/CAPPAZ, completa dois aninhos. Menininha, ainda, são dois anos de profícua luta em prol da Paz e da preservação do Planeta- Azul chamado Terra. Casa temporária em que habitamos - meros inquilinos da Vontade e Generosidade do Criador. E, aqui, compartilhamos este imenso e rico Território com nossos irmãos-animais - parceiros inteligentes e belos que Deus, aqui, colocou para que, mutuamente, aprendêssemos e ensinássemos Lições de sobrevivência e fraternidade. E gozássemos de toda a maternal bondade e riqueza de Mãe-Natureza. Infelizmente, esse não é o quadro que Deus tão esperançosamente pintou, esperando que o bicho-homem soubesse ler nas cores, nos traços e nos tons, o seu Poema Concreto chamado Vida - e o declamasse aos 4 Cantos do Mundo! Ao invés desse Poema de Amor, Luz, Paz e Bem - onde o Mestre Francisco de Assis está inserido, o bicho-homem, (de si próprio perdido!), recita uma agenda macabra de violência, extermínio, ambição e sexo: demoníacas imagens dos adoradores do deus-dinheiro!

Por tudo o que, aqui, escrevo, e pelo que deixarei de escrever, afirmo que a CAPPAZ valeu, vale e valerá a pena ter sido idealizada pela valente e generosa amiga-irmã Joyce Lima Krischke. E muito me dignifica enquanto homem-comum, (cheio de defeitos!), e poeta, (com alguns versos a rimar no coração), ter assessorado, mui modestamente, a Joyce na criação da CAPPAZ. Um de seus fundadores, fui seu primeiro Presidente Nacional. E espero ter estado à altura das tarefas, dos embates e, mesmo, ter sido fiel companheiro nos combates que, embora adeptos e seguidores da Paz, tivemos que enfrentar e travar contra "forças abjetas, vis e deletérias". Com certeza, recordando belíssima metáfora bíblica de espetacular Beleza e Força: a CAPPAZ será, sempre, o Bom Combate!

Neste parágrafo de encerramento, devo confessar que, incorrigível romântico e sonhador que sou, quando a Joyce traçou, em rápidas pinceladas, o perfil da Confraria, fui buscar lá na distante e cavalheiresca Idade Média o sábio Rei Arthur, sua Camelot e seus corajosos Cavaleiros da Távola Redonda. E, lá, reencontrei meu Cavaleiro preferido: Lancelot. E, Idade Média, à fora, (por onde creio que meu Espírito passou e foi feliz!), busquei os Passos do Santo-Poeta Francisco de Assis. Coisas de poeta... Loucuras, quem sabe, delírios de um coração poeta... Amante de Símbolos e Oráculos, procurei e procuro Sinais que possam conduzir a CAPPAZ por melhores caminhos - não desprezando os atalhos e evitando as pedras pontiagudas que sangram os pés e fazem doer a Alma... Entretanto, sou um homem comum - com falhas e tropeços, com Anjos e Demônios: Dualidades com as quais Deus quer que eu aprenda. Resta-me, enfim, dizer do meu sincero contentamento em estar ao lado de nossa Presidente-Fundadora e de toda a cordial e aguerrida Família CAPPAZ! Uma Família rica e heterogênea, onde a homogeneidade se faz presente, diuturnamente, na crença de um Mundo melhor, de um Homem melhor! De uma melhor compreensão de PAZ, FRATERNIDADE, VIDA, AMOR, RESPEITO E JUSTIÇA - entre outros tantos Valores essenciais à extremamente complexa e bela Caminhada do Homem neste mui maltratado Planeta-Terra!



Um brinde à Vida!!!
Um brinde à CAPAZ!!!

Com meu abraço sempre franciscano,
J.J. Oliveira Gonçalves/JJotaPoet@!
Presidente de Honra/CAPPAZ
Porto Alegre, 08 de abril/2010. 15h33min

Editorial 04-2009
A Poesia do Homem-Comum...
Autoria: J.J. Oliveira Gonçalves



 

Cada qual com seu cada um. E cada um diz o que pensa. (Ou o que pensa que pode...) Também gosto da liberdade de expressão, de dizer o que penso. Todavia, há momentos em que a prudência convida a pensar para dizer. Principalmente quando esse dizer – e o que dizer – envolvem sentimentos. E sentimentos são as várias roupagens da emoção. Eis que a palavra é a arma mais poderosa de que dispõe o homem. Pode equivaler-se ao fio fino e afiado de uma espada. Ou à sedosa e graciosa pétala de uma flor – para falar à Amada. Portanto, como dizia minha vó: cautela e canja de galinha não fazem mal... Ou, como dizia, ainda, minha mãe: devagar com o andor que o santo é de barro...

Minha intimidade com as palavras se deu ainda na Infância. Pois fui para o grupo escolar já alfabetizado: mais do que “acolherar as letras” – ou seja, soletrar – eu já lia e escrevia. Então, quando a professora me chamava para a leitura, eu lia. E quando ela levava a turma à famosa composição, eu escrevia. Assim, me dava bem lendo e escrevendo. Além de receber elogios... Apesar dos vestígios concretos de pobreza, nada me faltou, desde que de mim mesmo tive consciência: o alimento, a coberta, o brinquedo, o carinho... E, tendo tido professora particular, (antes de ir para o grupo escolar), não me faltou o material escolar adequado. Felizmente, desde as vésperas dos bancos escolares, não me faltaram a revistinha e... o livro! Aliás, conseqüência do incentivo constante de meus pais, principalmente de minha mãe, sempre preocupada com o saber ler escrever. Que ela mesma dizia, (e lamentava!), chegara a conhecer tempos duros, minguados, em que a própria comida era terrivelmente escassa, em que a família – literalmente pobre – alimentava-se com imensa dificuldade... E confessava sua maior mágoa: não ter podido freqüentar a escola. (Até hoje, as imagens que, felizmente, não vi, nem vivi, constroem-se em minha mente... E até por isso, também, sinto imensa compaixão pelos irmãos de mãos vazias, de bocas famintas, de olhos perdidos... Esses que parecem não contar nas polpudas contas dos governantes da rica Terra Brasilis...)

Mas, voltando à questão do valor da palavra... A palavra exalta. Todavia, igualmente fere, machuca. É preciso muito cuidado ao se acionar o gatilho dessa arma. Impõe-se saber seu significado mais profundo. Individualmente. E analisá-la, coletivamente, no texto em que se insere. Isto é: no contexto. Obrigatório é uma certa intimidade com a semântica. Em jornalismo, inclusive, deve-se estar ciente que uma vírgula pode redundar em processo judicial, em crime contra a honra. Pode acobertar (ou explicitar!) injúria, infâmia, difamação. Alguém pode se achar prejudicado. Exigir direito de resposta. Ou retratação. Apesar dos pesares, textos, por aí, carregam pesadas cargas de TNT. São dinamite pura. Bomba-relógio. Explosivo plástico... Sem exagero e, embrenhado no mundo, (ou na guerra?), das palavras, diria que há textos, por aí, que são impiedosas armas químicas. São mesmo hackers a deletar vísceras alheias... Vísceras que podem ser metáfora para trabalho, sonho, doce ilusão... Às vezes, disfarçados sob o pretexto benfazejo(?) de crítica. Outras tantas, acoberta-se, sob uma visão intelectualóide, onde o narciso e o cabotino dão-se as mãos em cínico personalismo. Seja como for, tanto lá como cá, joga-se o jogo da dissimulação. E espera-se, ansiosamente, pelo resultado. E, acreditando, ou não, no que disse ou escreveu, crê(?) que daí decorrerão aplausos, loas, e o amém ao guru que não existe...

Pois, escrevi três parágrafos para, começando mais um, me atrever a afirmar que não há poeta sem poesia – embora a poesia independa de poeta. (Que ela, por si só, já é!) Para dizer que o homem comum também é recipiente poético... Que a poesia também percorre os escaninhos íntimos do homem comum. Ela pode estar em seus músculos, seus nervos, seus ossos, suas veias... No cotidiano do fero jogo da Vida, a poesia não dorme – nem à noite... Aliás, aí é que ela, tantas vezes, se mostra mais viva do que nunca: mais loquaz, mais voraz, mais contundente. (Talvez, a culpada seja a Lua... Ainda que a noite, muitas vezes, a esconda em abismos de escuridão...) Como bem disse, (e sobre isso já falei e escrevi inúmeras vezes!), o belíssimo poeta francês André Chénier – Clássico e precursor do Modernismo francês, além de ativista da Revolução Francesa: A arte faz versos. Só o coração é poeta.

Evidentemente, a Literatura é a arte pela palavra. É a linguagem colorida. Figurada. Argila, por excelência, do fazer poético: a metalinguagem. Sabendo-se manejá-la, tem-se o pincel do pintor para pintá-la. Ou a batuta do maestro para regê-la. Ou o cinzel do escultor, para esculpi-la, enfim... Entretanto, tal não basta. Não bastam os instrumentos. Ou os recursos. Se não colocar, aí, o coração. A emoção. Fragmentos, que sejam, de sua Alma... O coração do poeta. A Alma do artista. É indispensável colocar, aí, creio, seus viscerais abismos íntimos. Pedaços de si. Lascas de seu ser poeta. De seu ser verdadeiramente artista. Sua obra deve embeber-se de seu suor. Impregnar-se de seu cheiro. Ter a intermitência de suas nuanças interiores. De suas Dores. De seus Amores. Mesmo de suas misérias. Ou riquezas. Sua obra deve conter seu eu: único, ímpar, indissolúvel – a dissolver-se entre as paralelas dos versos... Aqui, entre esse amaziamento espetacular, amoroso e imperioso do artista com sua obra, parece-me caber, perfeitamente, aquele selo, ou aquele pacto – se romântico, igualmente indestrutível! – com que Alexandre Dumas imortalizou os Mosqueteiros do Rei: Um por todos! E todos por um! Ou como jurava aquele que tomava assento, à Távola Redonda do místico Rei Arthur – a Espada à frente e à altura do peito: Tua Vida... minha Vida! Isso se dava no Reino de Camelot.

O homem comum também faz poesia. Chego ao exagero de pensar que Deus ofereceu a todos os homens a Dádiva e a Dor do Estro. Todavia, somente alguns tiveram a coragem de abraçar a Lira, que, tal qual o Cálice, transbordava conseqüente sofrimento... Creio que, na minúscula Harpa, tais loucos vislumbraram, igualmente, rasgos fascinantes de Beleza e Crescimento Espiritual. O homem comum pode não saber se expressar. Ter dificuldades com as palavras. Isso não o impede, porém, de enxergar imagens, de captar metáforas. Que estas são produtos de Emoções, de sentires. O sorriso, a lágrima, a Dor, a alegria, o sonho, a decepção, a compaixão, a rebeldia, a ilusão, a realidade transmutada, enfim... Esse homem comum, simples, do dia-a-dia, também pode ter sua percepção alterada – assim como um médium. E veja-se que poeta e médium são bem parecidos... Ambos têm a percepção alterada. Ambos podem ser meios... São seres metafísicos. Quer dizer: estão além daqui... Penetram outros mundos... Viajam em poéticas e enigmáticas Galáxias...

Sou homem comum. Nasci homem comum. Vivo como homem comum. Mas também nasci poeta. Por isso sou poeta, também. E procuro (sobre)viver como poeta. Tenho as percepções alteradas. As Emoções alteradas. Sofro de hipersensibilidade. E de meus versos faço Pétalas – as mais singelas e mais frágeis... E deles faço, quando me manda o coração, contundente Espada! Desejo, sinceramente, espalhar alguma fragrância dessas pétalas no cotidiano poluído... Entretanto, às vezes, obrigam-me a desembainhar a Espada... Então, deixo que meus versos gritem: Um por todos! E todos por um! Por outro lado, em Camelot, um Cavaleiro não pode abdicar de sua Vida... Menos, ainda, da Vida do outro – que jurou defender com a sua. Não pode acovardar-se. Envergonhar ao Rei!

Ah... sou poeta e homem comum. Homem comum e poeta. Sou o do lugar comum. E o de além dele. Meu olhar de homem comum sobre a Vida é um olhar de tristeza. Embebido de nostalgia. Distante. Melancólico. Meu olhar de poeta sobre essa mesma Vida também é assim. O homem comum se socorre no poeta. E este dá vazão aos versos mudos do outro. (Íntima confraria!) Penso que quem trouxer no peito um coração regado à Poesia, poeta ou poetisa é. Que a Vida, por si só, já é Poesia. Concreta! Basta enveredar por seus meandros com os Sentidos acesos e aprender veladas Lições... Nelas, Deus escreveu Seus Mandamentos. Disse ao homem, ainda, que cuidasse dos irmãos-animais, que respeitasse a Mãe-Natureza. Eis que a própria Criação – sem mácula e sem mutilação! – é o mais Belo, Pungente e Luminoso Poema de Amor que Ele nos deu! E continua a recitar para o Planeta – apesar dos pesares! E, tendo o homem comum aprendido tais Lições, será inatacável Poeta. Porque as aprendeu e apreendeu com o Coração. Ainda que seja um poeta mudo. Poeta do silêncio com seu poema mudo! A encantar a Alma solitária com um mundo furta-cor e silencioso. Que o silêncio é o Vácuo, o ventre vazio onde se alberga o feto poético... Sob uma canção de ninar – diáfana e comovente... O Silêncio é o Lugar Sagrado – misterioso e ausente! – onde o bardo vaticina, profetiza... Onde ele mesmo, (feito o Outono!), se metamorfoseia em Poesia... O Silêncio é o Mestre que conduz o Homem-Comum-Poeta pelo Caminho-em-Beleza dessa Arte do Coração! Canção que o coração-poeta canta... e a Alma entoa!

Porto Alegre, 14 de setembro/2004. 12h11min
J. J. Oliveira Gonçalves
Presidente de Honra da CAPPAZ

Editorial 01-2009
Uma Crônica CAPPAZ
Descontraidamente

Autoria: J. J. Oliveira Gonçalves



Às vezes, escrevo sob o tropel das Emoções.
Outras, deixo que o tempo ou os dias passem...
As Emoções, todavia, não passam. Permanecem.
Efetivam-se nas Lembranças... Na Saudade...
Nasci poeta... (Feliz ou infelizmente?) Não sei..
O que sei é que sou movido a Emoções...
O que sei é que carrego Distâncias dentro de mim.
Na memória do coração: Iluminuras...
No bico de minha Pena de poeta: Filigranas...
Minha palavra poética oscila entre a Dor e a Beleza!
E, assim, deixo que a Alma seja a Chama Andarilha de meus Sonhos...
Seja nômade! Desfrute da Liberdade Cigana de que é feita!
Sou um camarada saudoso do outro e de mim mesmo...
Uma Incógnita ser-se poeta. Um Conflito ser-se Aquariano.
E, por mais que eu tente, não decifrarei o Enigma - que é a Vida!
Por isso, mesmo, ela me devora um pouco a cada dia que passo...
Escrevo entre Relembranças e Saudades de Balneário Camboriú...
Momentos doces, fraternos, alegres, descontraídos - companheiros!
E, tudo isso, envolto num clima interior de Nostalgia - eis que sou Outonal...
Carrego, pelas alamedas da Alma, essa paisagem gostosamente contemplativa.
Trouxe comigo tão belas cenas dos momentos que lá passei, durante uma semana.
Lá, onde fui presidir mais um encontro da Confraria Artistas e Poetas pela Paz.
Lá, onde, no papel de Presidente Nacional da CAPPAZ, senti-me orgulhoso.
Mas, orgulhoso de um orgulho são - não de um orgulho vaidoso e doentio!
Acredito, mesmo, que todos nós, CAPPAZES, nos sentimos assim:
Orgulhosos da Entidade que, de uma forma ou de outra, ajudamos a criar.
Orgulhosos do privilégio de estarmos presentes - de corpo e Alma! -
ao VIII Encontro CAPPAZ e ao I Encontro CAPPAZ/2009.
O clima foi de seriedade, de participação, de descontração, de fraternidade!
Pessoalmente, tive a feliz oportunidade de conhecer pessoas - Confrades e Confreiras -
que me encantaram e, por isso, me cativaram, me conquistaram.
Presidente Nacional da CAPPAZ, agradeço a presença de todos.
Um "obrigado especial" à ampla divulgação pela Imprensa - jornais e rádios.
O Encontro CAPPAZ, de janeiro/2009, foi um encontro ímpar - singular.
Naquele clima de Igualdade regado à Esperança e Harmonia, Sonhei...
Sonhei em silêncio. Recolhido em mim mesmo. Ainda que, ali, não estivesse só!
Teci Utopias. Viajei no Etéreo das Ilusões... Afinal, poeta, teço as Tramas do Imaginário...
E, nesse Imaginário ilimitado, caminhei com Francisco (o Santo!) e cavalguei com Arthur (o Rei!).
Conversei com Mãe-Natureza e revisitei o lendário Camelot!
Todavia, bebi de cada palavra, de cada gesto, de cada relato, de cada sugestão...
Enfim, sorvi de cada gole de vinho... de cada verso... de cada brilho de olhar!
A CAPPAZ tem apenas 9 meses... Mas já se faz adulta: por seu (des)empenho, por sua Luta!
Por ser uma Verdade - bela, transparente e nua! E, não, uma mentira, um faz-de-conta...
Simplesmente, porque todos nós, CAPPAZES, somos explicitamente Verdadeiros!!
Mais uma vez, agradeço a todos! Pois todo CAPPAZ é importante, é gente! Todo CAPPAZ É!!
Homenageando a todos, deixo, a todos, meu carinho, citando uma pessoa que a todos conquistou -
por seu jeito fraterno de ser, sua garra, seu idealismo, seu companheirismo, enfim, por seu doar-se:
Joyce Lima Krischke: Presidente-Fundadora da CAPPAZ!!
Enfim, arremato estas bem, (ou mal traçadas), deixando esta belíssima e sábia Lição de Torga:

“Recomeça… se puderes, sem angústia e sem pressa e os passos que deres,
nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade,
enquanto não alcances não descanses,
de nenhum fruto queiras só metade.”
- Miguel Torga -

Com franciscano abraço,
J.J.Oliveira Gonçalves
Presidente Nacional/CAPPAZ
Porto Alegre, 24 de janeiro/2009. 10h38min

Editorial 045 - /01-19
Fruto da Esperança e do Idealismo!
Autoria: J.J. Oliveira Gonçalves



 

A CAPPAZ é Fruto da Esperança e do Idealismo! Assim, tendo como pais esses dois Entes aparentemente abstratos, nossa Confraria encarna o que cada um de nós deve trazer dentro de si: a Luta contínua e complexa por um homem melhor (Esperança) e por um mundo franciscano de Paz e Bem (Idealismo). Diz-se que um homem não vive sem seus Sonhos. Creio que também não viva sem Ideal e sem Esperança. Num cenário espetacular, onde Deus, às vezes, nos manda ser protagonistas e, noutras, nos manda ser coadjuvantes. Lembremo-nos, sempre, que ainda que sejamos considerados mestres e chamados de mestres, por algum aspecto de nossas vidas, somos eternos aprendizes, neste Plano Terreno cujo Único Mestre é Deus!

Na oportunidade, em que a CAPPAZ já então florescida de seus fragrantes 11 anos, devo confessar que guardo nos olhos e na memória belas e nítidas lembranças daquela tarde ensolarada e quente de 08 de abril de 2008, quando a CAPPAZ nasceu – entre entusiasmados e incentivadores aplausos e explícitos sorrisos de Alegria e de Vitória! Nos escaninhos escondidos, dentro de mim, ainda estão as imensas e copadas árvores e as pedras agigantadas do lugar... E no silêncio discreto dos ouvidos, ainda ouço o marulhar das contínuas e melodiosas ondas do Rio Guaíba... Há muitos passos. Sons ruidosos de uma festa, de um importante evento. Há discursos. E comes e bebes. É um clima de fatos e fotos. São momentos de saudações, parabéns, beijos e abraços. Funda-se a CAPPAZ! Eis que ela emerge das Brumas do Sonho. Da Concepção. Da Germinação pacienciosa das Idéias. Do Casulo do Idealismo. Ah, sim: é da firme determinação de minha amiga Joyce Lima Krischke – uma mulher de Garra e de Ideais!

Meados de abril. Mês que, particularmente, amo. Não sei por quê... Mas, parece-me que abril é quando o Outono mais me fala ao coração. E deixa que as folhas douradas da Árvore da Alma caiam... E se transformem em versos e em rimas. E que escrevam em prosa e verso o Romantismo doído de outras épocas. Quando, então, essas mesmas folhas deixam transparecer o Lirismo doce, ingênuo e imortal de minha adolescência... Creio que, por esses fatos, entre outros, “sugeri” que a CAPPAZ nascesse no Outono de abril. E, assim, nasceu a CAPPAZ. Desfraldando sua Bandeira Verde-Branca. Uma Bandeira de Paz e Bem desfraldada na busca pela Paz e pela conservação da Vida neste magnífico Planeta-Azul. A Paz – como já escrevi algumas vezes – é uma Utopia ao alcance mão do homem. Todavia, a mão não pode edificar aquilo que o coração egoísta, arrogante e deletério do homem não deseja! Quanta à luta pela conservação da Vida do Planeta, é igualmente dura e desigual, uma vez que a Mãe-Terra soluça, diuturnamente, mas os poderosos não vêem. E nossos manos animais, também, diuturnamente, gemem seu Drama Existencial – dolente e sofrido! - mas os mesmos poderosos, igualmente, ignoram seus ais! No entanto, é preciso que lutemos o Bom Combate! Ou a vida não terá Sentido! Não é mesmo?

Neste 4º parágrafo – com o qual finalizo o presente texto – impõe-se que peça desculpas por minha ausência física neste importante e marcante momento da “Confraria Artistas e Poetas pela Paz”. No entanto, garanto-lhes que é uma ausência involuntária, pois tenho-me sentido bastante desconfortável na fase atual de minha vida. (Aliás, nunca sei como estarei me sentindo, no dia seguinte.) Bem, a vida continua... E volto a este momento singular e importante, em que o Confrade Eduardo Meneghelli Jr. toma posse no cargo de Presidente Nacional da CAPPAZ. Cargo este no qual iniciei meu trabalho e tantas e diversificadas andanças pelas Trilhas Franciscanas, em nome da Confraria, de seus objetivos e de suas metas, num trabalho sempre árduo mas compensador – apesar da incompreensão de alguns e de ambições pessoais de outros. Todavia, transpusemos obstáculos e vencemos e significativas contendas. E, por ser assim, e sob a proteção de Deus, aqui estou eu: rememorando fatos. Dando brilho nas lembranças... Acariciando Saudades... Puxando, das Raízes vigorosas da CAPPAZ, um pouquinho de sua Seiva, adocicada e reconfortante, para alimentar os Ideais e as Esperanças das Folhas da frondosa e poética Árvore CAPPAZ!

Porto Alegre, 17 de abril/2019. 15h54min

Editorial 043 04/17
O Pecado (sem Perdão!) da Traição à Pátria!
Autoria:
J.J. Oliveira Gonçalves



 

“A vergonha é a herança maior que meu pai me deixou.”
(Lupicínio Rodrigues)


 

Vivemos dias aziagos e noite semeadas de pesadelos! Vejo a rotina do povo-gado indiferente aos acontecimentos que fazem o País em carne-viva. Que dilaceram as entranhas, o coração e a Alma da Pátria! O Brasil sangra por todos os seus poros. E seu Espírito – aos poucos, decidida e criminosamente – é quebrado pelos vis e mercenários traidores da Nação! E me pergunto, tendo na memória aquele ardente e devotado verso do Hino Nacional Brasileiro, ante a Agonia que ouço nos gemidos diuturnos do Gigante: aonde foi aquele filho teu que não foge à luta??

Têm momentos – assistindo a todo esse cenário de anarquia, devassidão e devastação do País – me pergunto: que povo é esse chamado povo brasileiro tão cristão, tão devoto de Nossa Senhora de Aparecida, tão arraigado às mais caras tradições familiares, tão belamente miscigenado e tão trabalhador que aceita a “canga” – silenciosa e vergonhosamente? Aonde foram o Brio, a Honra e a Jura dos militares à nossa poética e altiva Bandeira? Esse Brio, essa Honra e essa Jura não podem ter sucumbido de uma hora para outra. Não podem ter-se acovardado, de repente. Não!

Por entre dias e noites, meu coração bateu, ainda, sob acordes desconfiados e esperançosos de espera... Desconfiados porque o povo-gado é mais povo do que gado. Pois que o gado muge e geme, (de Dor!), quando é lavado para o matadouro, porque sabe que vai morrer. Poxa! Nem o gado quer ser morto. Eis que todos querem usufruir de seu Sagrado direito à Vida! No entanto, nosso acomodado e covarde povo brasileiro não liga para a vida. Ah, se de si mesmo não tem consciência – enquanto pessoa e cidadão – como se poderá exigir tenha consciência de Nação?

Parece-me que, ao gado-gente deste Brasil, não importa ser escravizado ou morto! Contando que seus algozes, antes, lhe assegure o direito de, (amebizado!), encher os estádios de futebol para gritar paixões e frustrações. Dar ibope para a megera Rede Globo – com suas perniciosas novelas e outras artimanhas demoníacas. O prazer de aplaudir Anita sacudindo o rabo num funk devasso, mas “pedagógico”, na canalha erotização da Infância! Enfim, quanta coisa boa, saudável e produtiva – ao corpo e à Alma – nosso gado-gente troca pelo Amor à Terra Materna!

Não tenho vergonha do Brasil. Nem de ser brasileiro. Nem de ser gaúcho. Mas, sinto vergonha, sim, desse povo calhorda, omisso e sem compromisso com a hora triste, grave e humilhante que vive a Nação Brasileira! Como um povo pode permitir que lhe arranquem as vísceras, o Orgulho, a Liberdade, o direito de ser povo digno e respeitado? Como pode deixar que, junto com sua pele Verde-e-Amarela lhe arranquem – num “escalpo” masoquista – a vergonha da cara? Eis o que canta nosso Hino Rio-Grandense: “Povo que não te virtude”/”Acaba por ser escravo.”

Ah, lamentável e doridamente, tenho que escrever o que a Alma sente e o coração me ordena – em perscrutadora e sentida Cumplicidade Verde-e-Amarela: o silêncio e a inércia do povo sinalizam, ó, Deus, traição coletiva à Pátria! O Caos, agora, se torna agudo e cheira a enxofre! A Constituição despedaçada. A Justiça não é mais cega. O sujo deus-dinheiro ruge. A servidão humana é uma procissão de amebas. De idiotizados. De zumbis. Pais e avós da Infância viram as costas para filhos(as) e netos(as). Traem seu Sangue. Matam o Futuro! Vige a matrix-brasileira!

 

“Minhas palavras são como as Estrelas... Jamais empalidecem!”
(Grande-Chefe Seattle)



Porto Alegre, 10 de dezembro/2017. 16h

Editorial 041 - 02/17
9 Anos CAPPAZ
Autoria: Joyce Lima Krischke



 

09 de Abril de 2017 - Bom dia CAPPAZ!
JUBILEU DE CERÂMICA E DE VIME
9 ANOS CAPPAZ
No nono ano de fundação da Confraria Artistas e Poetas pela Paz- CAPPAZ- comemoramos o Jubileu de Cerâmica e de Vime, esses elementos foram os escolhidos para as comemorações por serem materiais resistentes e delicados ao mesmo tempo, representando bem ambos os lados do funcionamento das instituições.
O Vime é um material maleável, e maleabilidade é sempre necessária durante o funcionamento de uma instituição, e significa também resistência, e ao chegar ao Jubileu de Cerâmica e Vime, significa que a Confraria CAPPAZ já está resistente, e que já enfrentou chuvas, trovoadas e também, floradas e luares mágicos.

A Cerâmica também é colocada como símbolo de resistência. Para uma peça de cerâmica ficar pronta, ela é submetida a altas temperaturas, mas mesmo com toda essa força, ela representa delicadeza, e deve ser manuseada com muito cuidado, e é com essa cautela que a CAPPAZ deve ser continuar suas atividades.

Para levar CULTURA DE PAZ, a Confraria necessita vivenciar a Paz e o Bem.

Ambos os materiais simbólicos do Jubileu CAPPAZ são conhecidos a milhares de anos, e tem muita história. Então, por isso, são colocados como itens característicos desse Jubileu, para que a CAPPAZ se espalhe pelo mundo resistindo aos vendáveis da existência e ao tempo, com delicadeza, muita paz e amor.

O sucesso da continuidade do funcionamento da CAPPAZ é fundamentado nas suas finalidades e objetivos de Paz e Bem, preconizados no seu texto Regimental.
“Artigo 11 - A CAPPAZ tem como finalidade principal a promoção da Paz por meio da cultura, contribuindo para a divulgação e desenvolvimento da Cultura de Paz e a produção de conhecimento sobre a temática.
Parágrafo único - As finalidades da CAPPAZ estão vinculadas na operacionalização das ideias e ideais de seus ícones.”
“Artigo 12 - A CAPPAZ objetiva preparar-se, progressivamente, para, no âmbito de sua competência, contribuir com o conhecimento, a divulgação e o desenvolvimento da Cultura de Paz, através da poesia, da literatura e das artes, como elementos de expressão e promoção da Paz no Brasil e no mundo.”
Parágrafo único - A CAPPAZ, concomitantemente, nas suas ações integradas, objetiva à conscientização da preservação e manutenção dos recursos naturais do meio ambiente, como instrumento de manutenção da vida no Planeta Terra.”
Nossos agradecimentos aos confrades e confreiras da CAPPAZ, que participam efetiva e eficazmente das atividades e ações pazeadoras da Confraria, nos termos de seus compromissos assumidos ao ingressar CAPPAZ.
PARABÉNS CAPPAZ!

Balneário Camboriú/SC. 09 de abril de 2017.( 03:50)
Joyce Lima Krischke- Presidente Fundadora- Licenciada
( Fonte de pesquisa Google)

Editorial 037 - 02/16
Verde-e-Branca Bandeira!
Autoria: J. J. Oliveira Gonçalves



 

"A medida de um homem é a medida de seu coração."
(Lacordaire – Monge Dominicano)

 

A Confraria Artistas e Poetas pela Paz/CAPPAZ vive o clima de seus 8 batalhados e profícuos anos de existência, fundada que foi na tarde de 9 de Abril, de 2008, numa tarde quente e ensolarada de Outono, ao marulho das ondas sussurrantes do Guaíba.

Então, a amiga Joyce Lima Kritchke via a semente de seu Ideal fraterno e franciscano – semeada, regada e germinada no Ventre do Pensamento – assomar desse mesmo ventre, se mostrar à Luz lúcida do dia, enfim, nascer. Nascer para os corações de Paz-e-Bem. Nascer para as Almas compassivas e luzidias. Nascer para os Espíritos feitos de Solidariedade e de Amor! Eis que, o que somos senão mão-estendida para o outro – não importando que o outro seja uma pessoa, um bichinho, uma árvore que precisa de nossa ajuda, de nossa proteção, de nossa indignação, quando for o caso? Entendo – nesta minha já cansada e tristonha Caminhada – que esse próximo deseja que sejamos sua voz, sua proteção, seu Bom-Combate! Com certeza – porque a Vida é diuturnamente dual – não podemos sonhar com a Paz, sem, evidentemente, lutarmos o Bom-Combate. Pessoalmente, falo e escrevo que sou franciscano. E sou! Todavia, para equilibrar a Balança de meus Sonhos e de meus Ideais, considero-me, ainda e também, arthuriano. Afinal, nessa antítese brutal da Existência, não é a própria Vida uma sucessiva série de batalhas feitas de Lágrimas e Sorrisos? De repente, vêm-me à memória estes versos contundentes de Álvares de Azevedo: “A vida é uma comédia sem sentido.” Será? Ou serão apenas desvarios de um Poeta? A Vida, em si, terá sentido? Ou somente terá sentido quando dermos um sentido a ela – dando, antes, um sentido às nossas vidas? Porque, se passarmos por aqui vazios de nós mesmos, que valor demos à Vida – e às nossas vidas? Bem, tais conjecturas pertencem ao terreno filosófico. E, aí, não posso me furtar à minha crença de que devemos ter uma filosofia de vida. Nessa linha, assim, delineada, chego à conclusão de que devemos, sim, comer o pão de cada dia com o suor do próprio rosto. E que, paralelamente a esse suor, devemos reconhecer as infalíveis Dores de Crescimento! Crescimento de nossos ossos. De nossos Sonhos. De nossas Lutas. De nossa Dignidade. De nossa Consciência. De nossa Moral. (Ainda que, hoje, nosso País passe por uma dura crise em diversos aspectos da vida brasileira – mui principalmente Ética e Moral!! Dores de Crescimento?)

Fechado o parágrafo anterior, posso dar a impressão que fugi do tema... Ou esqueci do aniversário da CAPPAZ... Mas, não. Não fugi, nem esqueci. Por quê? Porque a CAPPAZ está inserida em cada linha. Em cada palavra. Em cada ponto. Assim como a aranha tece, pacienciosamente, sua teia, e mostra que todos os pontos de sua tessitura estão interligados, busquei seguir os ensinamentos de mestra aranha e espero ter aprendido sua Sábia Lição. Coisas de poeta... Ou de aprendiz de xamã... Assim, deixo a cada CAPPAZ a sagrada liberdade de concordar, comigo, ou não.

Meus 8 anos CAPPAZES! Ah, a Joyce e eu sabemos das pedras no caminho... Dos temporais. Dos vendavais que atravessamos, de lá, até aqui. Mas, valeu a pena. Pois a CAPPAZ se impôs sobre os ciúmes! Sobre as tramas e as invejas! Sua bandeira pintada de Verde-e-Branco mostra a face nívea da Paz – que tanto almejamos! E a Esperança esmeraldina de Mãe-Natureza de que lutemos por ela – esse Poema Exuberante de Amor e Encantamento declamado por Deus, diuturnamente... Esse mesmo Deus que, soprando sobre nossos corpos de barro, de argila, nos fez homens e mulheres – e ainda insiste, (apesar dos pesares!), que sejamos Sua Imagem e Semelhança!!

Parabéns, CAPPAZ, pelas “Bodas de Barro”. Argamassada em nossas convicções de seres, efetivamente humanos, hás de dar flores multicoloridas e frutos sumarentos. Guardo, na memória dos olhos e nas lembranças do coração, o ambiente natural em que a CAPPAZ assomou da concepção da Idéia para a realidade dinâmica, dual e efervescente da Vida! Confesso, ainda, que jamais esqueço do convite que a amiga Joyce me fez, no sentido de assessorá-la, desde o início, nos trabalhos de criação da “Confraria Artistas e Poetas pela Paz.” E de ter sido fraternalmente convidado para ser seu primeiro presidente-nacional. À nossa Presidente-Fundadora agradeço pelo apreço e pela confiança depositada em mim.

De oportuno, saúdo a todos os membros da CAPPAZ! E, a todos, envio o meu abraço franciscano de Paz e Bem! Garanto que este é um abraço que denota e busca a Igualdade no outro. É um abraço que conclama as Consciências e os Corações CAPPAZES na luta pacífica pelo Respeito ao Planeta, por um homem melhor, mais justo e mais humano, pela preservação da Vida e pelo Agradecimento a Deus por sermos seus inquilinos em nossa efêmera passagem por este Plano Terreno!



“Minhas palavras são como as Estrelas... Jamais empalidecem!”
(Grande-Chefe Seattle)

Porto Alegre, 05 de abril/2016. 11h39min
jjotapoesia@gmail.com – www.cappaz.com.br

Editorial 035 - 03/2015
Datas
Autoria:
João Kleis



 

Quando elas são alegres, a gente tem uma satisfação enorme em comemorá-las. É o caso do aniversário de nossa cidade no próximo dia 20 de julho. Quem não se sente feliz e orgulhoso com esta data vendo o quanto este pedacinho de sonho cresceu e espraiou-se pelo mundo afora? Quem não sente o coração bater mais forte, quando olha do alto dos majestosos edifícios de nossa linda metrópole e sabe, que tudo o que pode ser visto foi construído em cinquenta e um anos? E neste dia, quem não abre um sorriso por saber que neste conjunto harmonioso de prédios, casas, avenidas e ruas, de tudo o que se possa imaginar, sentir e desejar, para dar o máximo de conforto ao turista, tem uma parcela pequenina que seja, de seu trabalho, de sua inteligência, de sua tenacidade e de sua fé, por acreditar nela? É, sem sombra de dúvida, uma data que toca em todos nós. Tornou-se comum, quando conversamos com os turistas e dizendo a eles a idade de nossa encantadora cidade, vermos nas suas faces a expressão de incredulidade. Mas, só em tão poucos anos vocês conseguiram fazer tanto? Realmente, parece incrível, porém é verdade. Como num passe de mágica, esta pequenina enseada encantou-nos a todos e os mais variados sonhos aqui se realizaram. Poucos não tiveram a felicidade de se firmar economicamente reunindo o útil ao agradável. Infelizmente, para alguns, o destino foi cruel e eles perderam a vida no cumprimento do dever construindo o progresso da cidade. Muitos de seus descendentes aqui ficaram e continuam na faina diária de desenvolvê-la, fazendo-a cada vez mais bela e acolhedora. Homenagens, se tivéssemos que enumerá-las, já teríamos uma lista bem longa de quantos a merecem, por terem jogado tudo nela confiando no seu futuro. Alguns, menos arrojados, achavam esses pioneiros loucos. Entretanto, a cidade aí está pujante, alegre, acolhedora e fazendo felizes todos os que a visitam ou residem nela. O seu futuro é uma incógnita. Porque embora sentindo a vibração de seu progresso, nem imaginamos o quanto ela se modificará nos próximos anos, com a vinda de pessoas com novas ideias e planos até então, desconhecidos para nós. Num brinde ao seu maravilhoso futuro erguemos nossas taças pelo seu aniversário, nossa Balneário Camboriú de sonhos e fantasias. E, do fundo de nossos corações rogamos a Deus que a fez tão bela, continue a derramar suas bênçãos sobre todos nós, sobre os turistas e veranistas. Pedimos a Ele também, pelos que se foram e a amaram tanto, como nossa filha Maria Beatriz, que partiu de nosso convívio nesta mesma data.

João Kleis - Advogado


Editorial 033 - 01/2015
Helena
Autoria: Odilon Machado de Lourenço



Aquele gole em seus olhos
Era vinho?
Era mar?
Era louca imensidão?
Era a Grécia navegando delírios de Agamenon?
Ou talvez em parte apenas a raiva de Menelau
O mar cresceu de navios
Era a Grécia navegando
Esparta em fúria no mar!
Quem sabe Páris soubesse que ninguém a tocaria?
Quem sabe Heitor não morresse de frente aos olhos do pai?
Talvez cavalo não fosse bom presente para deuses
Nem muralhas fossem céu
Quem sabe Aquiles perdoasse o sangue na sua espada e Príamo não chorasse?
Mas Aquiles não perdoa e Tróia cai
Era Tróia uma cidade erguida à beira do Egeu
Tão queimada, tão ruína, tão saqueada de seus nadas, ali à beira do Egeu.

Editorial 031 - 02/2014
Monólogos do Espírito...
Autoria: J. J. Oliveira Gonçalves



 

"A medida de um homem é a medida de seu coração."
(Dominique Lacordaire - Monge)


 

Certamente, quero continuar dizendo o que penso. Assim como sempre disse. Mesmo quando assumi, pela primeira vez, uma sala de aula. E isso foi lá nos primeiros dias de abril de 1973. Os pesados “anos de chumbo” já pesavam há 9 anos em meu coração. Afinal, meu coração também nasceu sob o “Direito Natural” de nascer livre e morrer livre. Além do que, tenho André Chénier nas ramagens das lembranças: “A arte faz versos. Só o coração é poeta.” Se poeta é aquele que canta feito um pássaro, não entendo um poeta encarcerado. Assim como não admito um pássaro na prisão de sua gaiola. Fora eu alguém de relevante poder, decretaria crime hediondo aprisionar-se um pássaro. Neste meu campeonato longo e duro da Existência, sempre fui pelo direito à Vida e à Liberdade. Como pode alguém apossar-se da vida do outro? De seu corpo físico? De seus Sonhos? De seus Sentimentos? Não importa seja o outro um humano ou um animal! Me criei entre o Catolicismo e a Espiritualidade. E jamais pude imaginar Deus, ou Criador, nas cruéis e frias indumentárias de ditador! Ou, então, será mentira quando lemos que Ele nos criou à Sua Imagem e Semelhança?? Se Sua Face é de Bondade, Deus não é ditador, nem autoritário, nem padrasto! É pura e simplesmente Pai! É assim que imagino o Seu Ser Etéreo. É assim que o sinto. É assim que me dirijo para Ele - com meus olhos molhados ou com meu sorriso tímido e escasso. Enfim, para mim, Deus é a mais Excelsa LUZ! Não é escuridão! Nem é verdugo!! Sendo assim, não mandaria executar, covardemente, o poeta Federico Garcia Lorca. Lembro de Lorca e também de Lord Byron. Este deu sua vida na luta pela Liberdade do povo grego. Ah, a pena que Deus aos poetas é é a Pena da Palavra, da Metáfora - mesmo da Justiça! Sua mais lídima e poderosa arma. E, ainda que essa Pena exalte o Amor e a Liberdade, a nos falar de flores, pode “ameaçar” a mão tirana que, temerosa, decrete: “mate-se a Pena!”

Ah, sim. Sempre disse e escrevi o que penso. Espero que seja assim. Até o final de meus dias. A vida já é tão triste! Tanta Dor! Tanta fome no mundo! Tanto Sofrimento! Da mesma forma que sempre disse e escrevi o que penso, digo também que nunca fui otimista. Tampouco, pessimista. E sempre hei de me considerar um realista. Minha visão é a visão que tenho da realidade. Se minha linguagem é dramática - como se queixaram colegas e diretores de escolas por onde passei - é que nunca entenderam que sou um Aquariano com características exaltadas. E que, sequer entenderam que a vida é um Drama que vivemos, individualmente, em um coletivo maluco que costumo chamar de “Desvairada e Irreversível Torre de Babel”! A vida é, sim, dramática. Todavia, há que se entender o significado ou o porquê desse termo - não é mesmo? Na vida, se ri e se chora. E a mistura de risos e lágrimas é que tece os Fios da Teia e nos mostra a dramaticidade da vida.

Pessoalmente? Sou um cara diferente. Mas, quem não é? Não somos todos diferentes? Eu, todavia, sou um cara do tipo meio, (ou muito?), na contra-mão. Na contra-mão da vida. Do tempo. De mim mesmo. Sou tímido. Mas, conservo um pouco de humorista, para meus escassos e compreensíveis amigos. Esses que eu sei que me Amam. Como eu os Amo. Porém, são bem poucos. Sei disso. E eles também. Infelizmente, fui amigo de alguns. Que o Tempo me mostrou que eram apenas de faz-de-conta... Felizmente, esses - um dia, deixam cair a máscara... E os deixei de lado. Eis que já haviam me deixado de lado, há muito tempo... Exatamente assim vou levando esta esquisitice. Feito um animal exótico. Sou um fauno. Em acelerado processo de extinção!

Beleza? Nenhuma. Pelo menos, beleza física. Apesar disso, não me posso queixar de minha vida amorosa. Muito cedo. Muito precoce. Tive muitas namoradas. Muitos amores. Algumas paixões. Só uma, no entanto, permanece acampada em meu peito. E ela vive, nele, como se o anteontem fosse ainda hoje. É posseira - eu sei. Mas, me invadiu e tomou conta de mim porque também consenti. Não foi agressivamente invasora. Foi sutil e candidamente sedutora... Agora, tanto tempo faz, que o próprio tempo lhe deu, por direito, usucapião! Hoje, ainda, olhos e bocas me sorriem... E eu lhes retribuo o olhar e o sorriso... Todavia, as Ilusões não têm mais as cores de quando eu estava vivo! Nem os Sonhos valem mais a pena! Vivi intensamente esse lado alvorecido e lírico de minha vida. E o Romantismo ainda carrego em cada veia, em cada pedaço de meu corpo, em cada lembrança suspirosa de minha Alma, em cada verso que compõe meu coração poeta. Um coração recheado de ingenuidades. De maluquices. De suspiros. De Saudades... Da meninice, lendo sobre a vida de poetas, escritores, compositores, pintores, enfim, observei que os românticos sofrem pra burro! E não deu outra. Hoje, longas décadas caminhando sobre a Linha Etérea do Tempo, volto àquelas leituras, àqueles ensinamentos, àquelas silenciosas (e tristes) premonições que meus olhos-meninos não poderiam enxergar... Destino é destino. E eu acredito nele. Além do que, presa fácil do Destino, já sou, hoje, quase fato consumado. Deus é que sabe. Eu? Não! Eu não sei nada. Não sei de nada. Nem sei até por que vim parar aqui... Quem sabe, Jesus me permita - na Hora do Vôo ao Infinito - dizer também ao Criador: "Pai, em Tuas Mãos, entrego o meu Espírito!"

Esta música de fundo, por que a escolhi? Porque é a trilha sonora de um dos mais belos filmes que já vi: "Em Algum Lugar do Passado." Porque conta uma história belamente amorosa. História que me faz bem à Alma. E me acarinha e alivia o coração. E também porque acredito em reencarnação. E me acende uma chama esperançosa para o Advir Espiritual. Embora não seja eu espírita. Aliás, já nem sei se ainda tenho religião. Entretanto, tenho certeza (absoluta!) de que sou religioso! Meus Mentores Espirituais sabem disso. E isso, por si só, me basta!

O Sol esboça seu sorriso bochechudo por entre nuvens largas e esbranquiçadas. Vejo o Vento balançar-se, silenciosamente, na cabeleira Outonal das árvores. Parece que a Chuva foi embora. Faz frio. Prenúncios de invernia. Vou arrematando esta crônica onde escrevo algumas coisas sobre mim. Com certeza, não é por vaidade. Não sou vaidoso. Nem nunca fui. E escrevi o que escrevi porque me deu vontade. Ou porque gosto de dizer e escrever o que me dá na telha. Sem ofender a ninguém, é claro. E em respeito ao que sou - embora não seja famoso. São fragmentos do meu modesto e sincero olhar sobre a Vida, o Mundo, o Homem. Na verdade, sou uma espécie de filósofo, (em vão!), de mim mesmo

Agora, vou olhar algum filme. Ou brincar com meus animais friorentos e preguiçosos. Logo mais, tem jogo. Como é no Gigante da Beira-Rio, talvez assista pela tevê. Admirar, pelas imagens, o novo Estádio, (e não arena!), do meu Colorado. Aliás, o único jogo a que assisti foi ontem, entre Inglaterra e Itália. Sabem a Copa pela qual eu torceria - ardorosa e civicamente para conquistarmos enquanto Povo e Nação?? Seria a “Copa Brasil Primeiro Mundo!! E isso, lamentavelmente, não vou ver. Nunca! Fosse outra nossa realidade sócio-econômica, hoje, eu torceria por esta Copa/2014. Com certeza! Mas, me recuso a torcer para uma poderosa, arrogante e criminosa máfia chamada “Fifa”. Eis que seria torcer para que nova ditadura se instale no País. Ditadura e ditadores? Jamais!! Seja de milico ou de civil. Por quê? Porque DEUS me mandou, aqui, livre. E quero morrer livre. Só por isso!

(Ah, a imagem da Musinha? Recuerdo dulce de tiempos otros... Viejos tiempos de entonces...)



"Minhas palavras são feito as Estrelas... Jamais empalidecem!"
(Grande-Chefe Seattle)

Porto Alegre, 15/06/2014. 14h22min
jjotapoesia@gmail.com – www.cappaz.com.br

Editorial 029 - 05/2013
A Árvore Mãe
Autoria: Odilon Machado de Lourenço



Havia muitos pássaros naquela árvore em meio ao campo feito pelas serras
Os pássaros tinham vários nomes
Pombos, tucanos, araras e até falcões
Mas os falcões não atacavam nenhum pássaro daquela árvore
Conviviam em paz com gralhas, corujas, sabiás e urubus
Era um mistério aquela árvore tão mãe de tanta ave
À distância se ouvia o barulho das serras e o campo aumentava
E vieram preguiças, vieram as cobras e até lagartos tentaram
subir na grande árvore sozinha no campo aberto por serras
Todos se respeitavam, chegavam, pousavam, subiam
A árvore ia enchendo e acolhendo em seus galhos a vida e a paz
E num dado momento suas folhas eram pássaros e outros que
vinham do chão e das águas se enroscavam no tronco da mãe isolada
Todos ouviram o cessar do barulho das serras no meio do dia
E os homens vieram para a sombra da árvore
Comeram, beberam, dormiram e não viram que os frutos pendidos
eram aves, cobras e feras fugindo das serras dos homens dormindo.

21-09-2013.

Editorial 027 - 03/2013
Dr. Bode Expiatório
Autoria: Jonas Krischke Sebastiany



 

Não se trata de nenhuma teoria da conspiração ou complexo de perseguição, mas a maneira como o Governo Federal vem tratando os médicos brasileiros é digna dos notórios processos medievais de martirização. Apenas nos mais cruéis regimes de exceção os direitos e deveres que regulam os exercícios profissionais são suprimidos. Somente nas ditaduras mais autoritárias os profissionais são impelidos compulsoriamente a trabalharem para o sistema público sem que isso ocorra por ser profissionalmente atraente ou compatível com as convicções filosóficas de cada cidadão. E é este o destino decretado aos nossos futuros médicos recém formados.

Não vejo outra denominação para estas arbitrariedades senão escravidão nua e crua. Até que ponto nossa categoria pode ser ultrajada e tacitamente responsabilizada pelo abandono desesperador em que se encontra a saúde pública no nosso país? Pois, se a principal atitude salvadora imposta aos brasileiros é trazer médicos do exterior, alegando que os médicos brasileiros viraram as costas às populações carentes, isto é eleger-nos como os vilões do genocídio!

É cruel sermos expostos a execração pública perante uma população para a qual foi ardilosamente sonegado o direito a uma instrução escolar decente, que permitisse discernir entre as falácias midiáticas de um governo superlativamente corrupto e a consciência da manipulação premeditada da opinião pública.

É perverso mascarar as mortes nas emergências abarrotadas das grandes cidades, onde não faltam excelentes médicos, mas sim ambientes de trabalho que não sejam moedores de gente e fábricas de fazer loucos, onde nem o profissional mais idealista resiste por muito tempo. Ocultam-se os fatos atrás de uma cortina de fumaça que quer institucionalizar a mentira de que os médicos não gostam dos pobres e necessitados.

É grotesco querer fazer crer que não haja uma parcela de médicos interessados em optar uma vida pacata, longe do turbilhão dos grandes centros, revivendo os tempos em que se podia gozar da boa reputação que a profissão oportuniza construir nas pequenas comunidades. Mas para ser capacho de prefeito e secretário de saúde? Para ser usado como trampolim em projetos eleitoreiros e depois descartado pela próxima administração? Para viver permanentemente com medo de ser processado por trabalhar sem as condições adequadas, que potencializam as chances de erro?

Não estou apenas decepcionado com a Sra. Dilma e sua corja demagógica (vide ministro Padilha). Estou perplexo, atônito e revoltado com a forma vil e covarde como ela terceiriza sua incompetência para mim e para a imensa maioria dos meus colegas médicos que são profissionais decentes, expondo a incauta massa de manobra a pseudo-médicos, com os quais ela jamais permitiria que seus familiares consultassem.

Jonas Krischke Sebastiany
Medico brasileiro, com muito orgulho, com muito amor!

Editorial 025 - 06/2012
Nobre Senhor
Autoria: Deomídio Neves de Macêdo Neto



 

A lua brilha na penumbra da noite, envolta entre nuvens nebulosas, frias.
A sombra de uma bengala é refletida na água que burila na correnteza calma do rio.
Quem a segura é um nobre Senhor, que permite seu pensamento seguir o curso do rio que deságua no oceano.
Pigarreia, quebrando o silêncio que o envolve sorrateiramente.
Levanta o chapéu, olha para a lua, puxa uma tragada do charuto que o acompanha desde tenra idade.
Bafeja a fumaça entre mosquitos que vagueiam sobre sua cabeça embranquecida pelo tempo.
Senta numa pedra, e respira profundamente, como a lembrar do seu passado juvenil naquelas paragens.
Envolto em seus pensamentos traga mais uma vez o charuto, que ilumina os seus olhos avermelhados, doentios.
O câncer na garganta faz com que os mesmos saltam das órbitas oculares em progressões severas.
A respiração ofegante denuncia que os órgãos respiratórios já estão afetados.
Respira profundamente, mais uma vez, sentindo seu coração bater descompensado.
Levanta com dificuldade, sentindo as pernas bambas.
Retira o chapéu, com as mãos trêmulas.
Olha mais uma vez para a lua e traga intensamente.
Tossi, pigarreia, estremece!
Leva a mão no peito, e tomba de joelhos em agonia, com o veneno na mão, que ainda em brasa sorri do moribundo.
Naquela noite só a lua testemunha a morte do Nobre Senhor.

Editorial 03/2012
Do Índio e de Tiradentes
Autoria: J.J. Oliveira Gonçalves



Anteontem, Dia do Índio!
Comemorar o quê?
Hoje, Dia de Tiradentes!
Comemorar o quê?
Ano passado - ainda
escrevi nestas e sobre estas Datas:
seu significado, sua História, sua importância, sua grandeza!
Sobre Heróis de carne-o-osso
Heróis de sangue bem Verde-e-Amarelo
e sobre os tantos "silvérios-dos-reis" e "lesas-pátria"
que continuam a trair os ideais de um País que nasceu para ser grandioso
e não apenas grande - continental - do Oiapoque ao Chuí.
No "Dia do Índio", o que vi no centro de Porto Alegre
foram pequenas índias-mães com seus filhotes,
suas quinquilharias nas calçadas - para vender por quase nada,
(principalmente, na Rua da Praia)
sua miséria de dar dó
sua condição (des)humana de explícita exclusão
numa aziaga exibição de sua triste (in)condição na "Tribo Brasil"!
"Dia do Índio"? Sim. Todo dia é dia do índio:
de o índio passar vexame a céu aberto na Terra que foi sua,
e, hoje, ser Raça-Verde-e-Amarela em extinção, mesma mesma Terra,
como em diuturna extinção são a Flora e a Fauna Brasileiras
num País onde a corrupção é cancro, é carcinoma,
pois o "Brio" e a "Vergonha na Cara" foram banidos
pela falta de Civismo, de Vergonha-na-Cara, de Brasilidade!!
Por isso, (e muito, muito mais), pergunto ao Herói mineiro
Joaquim José da Silva Xavier - o Tiradentes:
VALEU A PENA??
Essa pergunta - que está sempre acesa dentro de mim -
é a mesma que, diuturnamente, faço a Cristo:
VALEU A PENA??

Porto Alegre, 21 de Abril - Dia de Tiradentes/2012. 16h20min

Editorial 02-2011
Poeta, Poesia, Poetar
Autoria: Deomídio Macêdo

 

 

Eis que os poetas e poetisas saíram a semear.

E enquanto semeavam uma parte das poesias caiu ao pé do caminho em rascunhos amassados, guardanapos de bares. Vieram os garis ágeis trabalhadores e as jogaram em um balde de lixo qualquer.

E outra parte caiu nas gavetas dos esquecimentos. As poesias eram férteis, poderiam germinar crescer dar bons frutos, mas foram queimadas nos abafamentos dessas gavetas.

E outra caiu em blogs, sites, panfletos, livros... vieram os leitores e as devoraram-na; e deu fruto: um a cem, outro a sessenta e outro a trinta,

Quem tem ouvidos de ouvir, ouça:

Os poemas têm que ser poetados, declamados, divulgados.

Poetas, poetisas vamos retirar a candeia debaixo do alqueire e mostrar os poemas para que todos possam ver.

Poemas que fazem a diferença, que possam transformar e elevar o homem para as esferas siderais em busca do Pai Maior e com isto modificar este planeta para melhor;

Poemas que tenham temas importantes para a humanidade.

Não precisamos nos preocupar com as críticas, elas sempre irão aparecer a favor ou contra, é o resultado do ofício.

Descubra o seu estilo, o modo de você poetar, declamar, pincelando o seu pensamento em folhas que os transformarão em pássaros que possam voar entre as estrelas.

E para que sua missão seja cumprida caberá a cada poeta, poetisa dar trinta, sessenta ou cem por um.

A sua consciência será seu guia.

(Poema baseado na parábola de Jesus: “O Semeador saiu a semear”) (Mateus, XIII, 3 a 9).



Deomídio Macêdo

Salvador/BA, 16 de março de 2011.

Editorial 05-2010
Nosso Hino
Autoria: Sônia Maria de Araujo Rêgo



Seu Osório e seu Francisco
Quando fizeram nosso hino
Não sabiam que o progresso
Destruiria os campos
Que hoje não tem mais flores
Bosques...
Que bosques?
Quase tudo destruído
Pela ganância de um povo
Que quer mais do que precisa.
Mais amores... não...
Agora são bem menores
Seus filhos fugindo da luta
E de coisas bem piores
Gigante pela própria natureza sim
Gigante este solo ainda é
E o cruzeiro resplandece
Mas seu povo empobrece a cada dia
Procuram um futuro melhor
Querendo salvar a Amazônia
Que eles vão destruindo
A água e os campos sumindo
A liberdade de teu seio já se foi
Esse povo oprimido
Mal vivido , mal nutrido, irracional.
Até o Hino Nacional
Já não ouvem e nem cantam
Já saiu das mãos das fadas
Para mãos dos oligárquicos
Nossa Pátria não é mais nosso celeiro
Está em poder de embusteiros
Nosso céu não é mais anil
Mas fica no coração uma esperança
De que alguma coisa se faça
Que erga-se da justiça a clava forte
Que possamos crer na Paz no futuro
Sairmos de cima do muro
Terra adorada, que insistimos em amá-la
Na certeza de que esse povo reconheça
A mãe gentil.

Sônia Rêgo

Editorial 04-2010
Ela
Autoria: Antonio Andrade Jorge



 

Criador em sua infinita e divina percepção da fraqueza de caráter dos seres viventes numa de suas tantas moradas do Universo Cósmico, previu a necessidade de haver Equilíbrio e Harmonia entre eles. Assim nos primórdios da existência Ela surgiu. Ele em sua incomensurável Sabedoria a concebeu feminina, como deveria ser. Inseriu em sua natureza cinco essências vitais: Sensibilidade, Compreensão, Complacência, Tolerância e Amor. E por motivos que simples mortais não compreendem plasmou a fragilidade em sua estrutura. Lá estava Ela no limiar dos confins da Terra, a espera de um chamado. Até que seus sensores captaram os sinais vindos nas ondas do éter. Clamavam por Harmonia e Equilíbrio entre os seres. Preparou-se então, para uma solitária viagem. adornou-se da delicadeza, revestiu-se de bondade, iluminou sua natureza e partiu. Pequena, tímida, mas resoluta. Árdua caminhada a esperava. Logo no início Desertos intermináveis se apresentam à sua frente, e Ela convictamente vai atravessando, até que fortes tempestades de areia atiram-na em todas as direções. O vento ruge conclamando os grãos de areia a açoitá-la com mais vigor. Ela sente a força das chibatadas, mas segue em frente. Depara-se com Oceanos e Mares, sem hesitar mergulha nas águas profundas, ora tépidas, ora gélidas, balança no marolar das ondas, resiste as inevitáveis mudanças de humor de Netuno, e águas bravias lançam-na de Oceano a Oceano. Mas consegue a travessia. Prossegue o caminho, quando recebe a chuva, não chuva comum, mas um grande temporal. Trovões troam no céu, faíscas magníficas riscam o firmamento, num sonoro aviso ao iminente desfecho. E raios caem sobre Ela de todos os lados. Subjugada pela fúria das descargas elétricas, sente sua essência estremecer, mas recupera-se e continua. Ela não desanima. Mal sabe o que ainda está por vir. Mas descobre logo. Sua rota tem encontro marcado com os Vulcões do planeta. Ela não passa incólume. Os Senhores do suspiro do centro da Terra lançam sua incandescência, que infiltram em sua essência. Contudo, consegue absorver esse abraço letal. Retoma a viagem, às vezes pára e olha para trás, surpreende-se com o caminho já percorrido e os perigos passados. Surge as Selvas, Matas, Florestas à sua frente. Nestas plagas reina o paradoxo som do silêncio, no canto mavioso dos pássaros. A Fauna e a Flora contemplam com admiração a sua passagem. Aqui Ela encontra a Harmonia e Equilíbrio, essa calma única faz adormecer seu íntimo, descansa então, por breve fração de segundo. Segue a jornada e eis que avista o seu objetivo: a Urbe. Lá está a Urbe ao seu alcance, mas logo percebe que nuvens densas, carregadas, pairam sobre a humanidade, e o sol timidamente desponta aqui, acolá, alhures. Passeia entre os povos, recebe a alegria dos humildes que a clamaram. Sai então em busca das causas de tanto clamor. Repentinamente se vê em meio ao caos, guerra, conflitos, balas, mísseis, ponta de faca, explosões. O cheiro da morte. Ela rapidamente percebe que todo horror serve para acobertar escusos interesses econômicos, sangue de gente inocente girando a roda financeira. Vê a miséria assolando a chamada "civilização". Vê execuções com nome de guerra santa. Vê fanáticos explodindo-se e explodindo outrem, em busca do reino dos céus. Ouve choro e ranger de dentes. Vê insanos levando a juventude à insanidade. Vê sangue escorrer pelas ruas e campos. Procura então os homens poderosos, senhores da vida e da morte. Pseudo Senhores do mundo. É impedida pelos fantoches submissos ao poder, mas consegue ultrapassá-los. E frente a frente com os "donos" do mundo pede a eles que parem com a violência, pois os seres estão se matando e nem sabem o porquê. Como resposta recebe a ironia e o desprezo, risos ecoam pelos palácios e Ela sente o escárnio e humilhação. Nada consegue. Cansada e amargurada, impotente, retorna para os confins da terra. E tomada de súbita comoção e de uma estranha indignação, já que não é de sua índole, interpela o Criador:
___ Pai Celestial, Senhor do Universo, Criador do céu e da terra, por que me criaste? Acaso criaste-me para ser desprezada e humilhada? Passei por muitos castigos na minha jornada, mas segui adiante, contudo fracassei na minha missão. O que sou afinal?
E prostrando-se ao chão, quedou silente. E assim ficou, até que no céu um estrondo fenomenal agita as nuvens, parece que o firmamento funde-se com a terra. Ecoa no ar o som de trombetas divinais, e um facho de luz com matizes jamais vistas a envolve. De repente tudo se aquieta, o silêncio divinal. E Ela ouve o Criador:
___ "Filha amada não te criei para as agruras. Não te criei para o desprezo e humilhação, mas terá esse desígnio em teu caminho, porque dei o livre arbítrio ao seres da Terra. Tens a essência do bem que há de reinar sobre o mal. Não te foi imposta provações e castigos na tua viagem, na verdade os elementos foram teus benfeitores, segundo a própria natureza de cada um, assim os grãos de areia movidos pelo vento não te açoitaram, mas lapidaram a jóia rara que és, e burilaram o brilho da tua luz, as águas dos Oceanos e Mares não se revoltaram contra ti, renovaram teu espírito. Os raios que te atingiram era a energização que necessitavas e as águas da chuva lavaram tua alma translúcida. Os vulcões do Planeta não demonstraram ira, incandesceram tua luz para torná-la mais forte. A Fauna e Flora ofereceram descanso. Tudo fizeram para que pudesses bem cumprir tua missão. Tudo fizeram para que pudesses enfrentar o mais terrível dos animais: o Homem. E no meio do caos, guerras, conflitos, quando sucumbias milhares tombavam contigo, quando te elevavas centenas de milhares eram salvos. Conseguistes plantar no seio dos povos as sementes da Harmonia e Equilíbrio. O teu destino será perenemente este ir e vir, e por milênios continuaras, porque és a minha eterna e sagrada Paz."

FIM

2000
Direitos autorais registrados Biblioteca Nacional

Editorial/02-2010
A Mensagem de Amanda
Autoria: Eloísa Antunes Maciel



 

Amanda encontrava-se, em visita, no apartamento de uma tia - avó.

Inicialmente sentada entre sua mãe a anfitriã, observava à sua frente um tapete em que cinco meninos estavam sentados em círculo, na sala de visitas.

Um desses meninos era seu irmão e, um outro, seu primo, ambos com idade próximas à sua : 6 anos. Os outros três situavam-se na faixa etária entre 9 e 14 anos.

O grupo dos cinco meninos realizava uma série de montagens com pecinhas de “lego”, produzindo e recriando navios, aviões, foguetes e outras “construções” do gênero.

Amanda apenas observava o grupo. Sentada entre sua mãe e a tia que visitava, mantinha os pezinhos juntos e as mãos cruzadas sobre os joelhos... No entanto, após alguns minutos, a menina se levantava, de mansinho, e lentamente se deslocava para o tapete onde os meninos faziam as suas montagens bélicas... Tocou levemente o ombro do mais próximo e este, embora hesitante, “concedeu”-lhe acesso ao grupo que, dada a sua inclusão, já não era mais um quinteto. Enquanto Amanda montava tranquilamente algo semelhante a um rosáceo, os meninos a olhavam com certa estranheza...

Decorridos cerca de vinte minutos, os ex – integrantes do quinteto armaram uma estratégia: dispersão total e dissimulada... Em razão dessa debandada, Amanda se dirigiu à sacada do apartamento, passando a contemplar a paisagem à sua frente... Seu irmão, que a havia seguido, e tocou-lhe o ombro. Surpresa, Amanda se desequilibra e quase cai para trás... Esse prosaico fato teria passado despercebido não fora o alerta do primo, ex-integrante do quinteto... A seguir, esse mesmo primo passava a realizar um certo malabarismo, exibindo destreza e velocidade incomuns. De posse de uma peça de lego, o menino passou a deslocá-la rapidamente de baixo para cima, sobre um móvel da sala de visitas. E na medida em que esse jogo progredia, ouvia-se um som cuja intensidade anunciava o avanço em relação à altura: tic! tac!

Após apanhar uma das peças deixadas sobre o tapete, Amanda pediu para “entrar” no jogo do primo. E a cada tic efetuado pelo menino, contrapunha um tac com a mesma rapidez e destreza por ele demonstradas, obrigando-o a esforçar-se por uma melhor performance. A essa altura, sua mãe ordenou que ela deixasse de participar do jogo, pois entendeu que a filha não tinha o direito de imiscuir-se no “jogo do menino”...

Num momento seguinte, o grupo dos cinco meninos era refeito e rumava em direção ao computador a fim de divertir-se com jogos de guerra e similares. Amanda seguiu o grupo e manifestou sua intenção de participar dessa nova atividade.

Sem poder rejeitar a “estranha”, um dos meninos lhe ofereceu – lhe uma pequena e frágil cadeira, colocada em posição oblíqua em relação à tela do computador... Amanda não podia visualizar com nitidez o “jogo dos meninos”, mas permaneceu atenta. De repente, ouviu-se um baque. A mãe e a tia acorreram. A cadeira havia tombado juntamente com sua ocupante...

Ainda no chão, Amanda vertia uma discreta lágrima, enquanto os meninos denotavam ignorar o pequeno acidente. Após ajudá-la a levantar-se, sua mãe sugeriu que ela deixasse a sala do computador, uma vez que a sua cadeirinha não era segura e poderia cair novamente. Mas menina resoluta, embora tranquila, respondeu:

-- Agora não, mamãe!... Já conheço a cadeira... (e ao olhar em direção aos meninos, não deixou transparecer a intenção de culpá-los pelo acidente)...

Passados mais alguns minutos, o grupo tornou a dispersar-se, talvez devido ao tédio causado pelos jogos repetitivos. Amanda foi a última a retirar-se, seguindo o grupo. No entanto, em sua face transparecia uma mensagem que, se verbalizada, poderia ser expressa nos seguintes termos:

-- Não me excluam hoje, pelo fato de eu não ser menino; nem amanhã, em razão da minha condição feminina...

Não desejo forçar minha inclusão no grupo de vocês, e nem os responsabilizo por conceitos estereotipados que tenham assimilado... Eu irei ao encontro de vocês, sim, mas com dignidade, sem ressentimentos ou preconceitos.

Procurarei apenas ocupar o meu espaço. Com essa minha atitude, pretendo contribuir para a construção de um mundo pleno de paz e cooperação recíproca; um mundo em que nós, homens e mulheres, possamos co - atuar solidários e participativos... Acredito que, irmanados na paz e na cooperação, poderemos construir esse “novo mundo”, através de edificações que, certamente, irão ultrapassar às que hoje iniciamos com pecinhas de “lego”...

E que, solidários, possamos construir um futuro melhor para todos!

Editorial 05-2009
CAPPAZ – nas Oficinas de Criação Literária e Artística –
um veículo de transmissão da Cultura de Paz.

Autoria: Joyce Lima Krischke



 

A CAPPAZ - Confraria Artistas e Poetas pela Paz - realiza oficinas com o objetivo de transmitir a Cultura de Paz, preconizada por seus ícones, desencadear as habilidades e competências para a leitura, criação literária e artística, bem como fortalecer as relações pessoais e a integração entre as crianças e adolescentes, na sociedade.
No escrever, no ler, no declamar, no desenhar e pintar, a criança e o adolescente refletem e expressam uma série de mensagens, valores e regras que facilitam a sua socialização e entendimento de mundo.
É na criação literária e artística que o indivíduo se constitui sujeito. Nesta criação, ele, muitas vezes, expressa a sua realidade, descobre e aprende formas de comunicação, expressão e socialização.
A CAPPAZ pretende organizar um Grupo de Voluntários para atuar em Oficinas de criação literária e artística, nas diversas Regionais e Seccionais que se fazem presentes no Brasil.
Segundo a definição das Nações Unidas, "o voluntário é o jovem ou o adulto que, devido a seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de atividades, organizadas ou não, de bem-estar social ou outros campos."
O Voluntariado na CAPPAZ:
- não é imposto ou exigido;
- não é remunerado;
- não é um meio de promoção e divulgação pessoal.
As atividades dos participantes das Oficinas de criação Literária e Artística da CAPPAZ são prestadas de forma espontânea e gratuita.
Podem ser realizadas em entidades governamentais ou privadas, sem fins lucrativos e com objetivos públicos, bem como em Congressos, em parceria, e sob a supervisão da CAPPAZ.
As Oficinas organizadas pela CAPPAZ não são consideradas como estágios.
Como se tornar um VOLUNTÁRIO OFICINEIRO CAPPAZ?
No presente momento, somente os integrantes da CAPPAZ poderão participar dos Projetos.

Editorial 03-2009
Confraria Artistas e Poetas pela Paz - CAPPAZ
Palavras CAPPAZ(es)!

Autoria: J.J. Oliveira Gonçalves



 

Os homens têm, lá, seus Sonhos. Deus lhes concedeu o sagrado direito de Sonhar! Assim, os homens passam a vida sonhando... arquitetando seus Sonhos. E há sonhos e... Sonhos... Uns sonham pequeno. Outros sonham grande. Uns sonham pouco. Outros sonham demais. Pessoalmente, sonhei demasiado e demasiadamente alto. Todavia, continuo - embora os Sonhos escassos e um tanto descoloridos... pálidos! Aliás, diz-se que só o que morreu não sonha mais. Então, como ainda continuo aqui...

Num belo e bucólico dia de Outono, do mês de abril, do ano de 2003, me aposentei do magistério público estadual. Foram 30 anos de uma batuta por demais sofrida a reger o coral belo, curioso e extremamente complexo da sala de aula. Acordes dissonantes. Tristes desafinados. Na metade do caminho, havia mais do que uma pedra... mas, muitas! Feliz foi o Carlos que encontrou uma pedra no meio do caminho... Afinal, estou falando em magistério, que, por incrível que pareça, tudo tem a ver com ensino, educação... E bem sabemos onde os governantes brasileiros colocam a Educação de sua gente... Sabemos o que (não!) vale a Educação para esses governantes, não importa a sigla partidária - que considero irresponsáveis e maus brasileiros!

Pois bem... Quando pensei que ia apenas me dedicar a mim mesmo, aos meus livros, aos meus discos, aos meus textos, aos meus sempre companheiros de Jornada - meus bichinhos-de-estimação! - eis que uma nova Caminhada se anuncia. Assim, cinco anos após um andar gostosa e irresponsavelmente vagabundo, e um trilhar pelas alamedas cálidas e coloridas da Poesia, fui convidado a tirar meu coração-poeta dessa espécie de vadiagem - sadia e saborosa! Então, a Alma, - que é Luminosa e Fiel Amásia desse coração! - encerrou, concomitantemente, seu Tempo prazeroso de Lazer... Ambos fizeram as malas e, a um convite a que não podiam dizer não, instalaram-se na CAPPAZ! Tal fato aconteceu na tarde Outonal de 09 de abril, de 2008 - em Porto Alegre/RS.

Os três parágrafos, acima, os escrevi por necessidade, mas, também, porque gosto de escrever - eis que o coração e a Alma, creio, nasceram voltados para esse ato de rabiscar palavras, idéias, metáforas... Porque escrever é sinônimo perfeito do meu eu! Sem o escrever, sem a Mãe-Natureza, sem os irmãos-animais, sem a Doce Ilusão de que vou voltar a caminhar entre as Estrelas - quando daqui me for - já teria murchado, secado, esvaziado, morrido!

Mas, tudo o que escrevo, neste momento, está relacionado a este meu estar e ser CAPPAZ! A CAPPAZ é produto de um Sonho. De um Ideal! Quiçá, de uma Utopia Universal... Seja como for, é a concretização dos passos de uma mulher chamada Joyce Lima Krischke - em busca dos Caminhos da Paz e da salvação do Planeta-Azul... Planeta este no qual o bicho-homem - deletério e mal-agradecido inquilino! - cospe diariamente! Pois bem, Joyce me convenceu - apesar de minhas sérias reservas ao bicho-homem, e com sobradas razões! - a ser o primeiro Presidente Nacional/CAPPAZ. Não lhe pude dizer não!

Passados um ano e 12 dias, conforme um contrato verbal entre mim e Joyce, passamos a Presidência Nacional da Confraria Artistas e Poetas pela Paz à brilhante e fecunda poetisa carioca Regina Coeli Rebelo Rocha - mulher de garra, sangue e suor, além de indesmentivelmente competente e generosa! E, na data de hoje, como prometera a mim mesmo - no primeiro mês de sua gestão - escrevo estas palavras que considero CAPPAZ(es) porque rabiscadas com as tintas do coração e ratificadas pelos vôos, quem sabe, dementes, mas cálidos, de minh'Alma nostalgicamente contemplativa e Outonal...

Ao final destas palavras de poeta, homem-comum e Presidente de Honra da CAPPAZ, afirmo que a CAPPAZ não é um Sonho para se Sonhar sozinho, (um sonho egoístico!), mas, sim, um Sonho para se Sonhar coletivamente - de forma fraternal e bela, deixando-se de lado as ambições, as invejas, as vaidades, os rancores! Há de haver um clima de Compreensão e de Respeito mútuos! Há de se ver, na Confraria, a Igualdade - eis que somos todos iguais ante os olhos do Criador...

E a Lealdade - que não cria descontentes e impede, assim, de prosperarem coniventes conspirações e traições convenientes... Pessoalmente, vejo em São Francisco de Assis a Lição de Igualdade - na Paz e no Bem! E, no Rei Arthur e em seus Cavaleiros da Távola Redonda, a Lição de Lealdade - quando um Cavaleiro jurava defender a Vida do outro com sua própria Vida!

Aí, pois, ficam minhas palavras... Palavras, quem sabe, capazes de penetrarem no coração do outro... Quem sabe, capazes de tocaram na Alma do outro... Palavras, talvez, um tanto duras - em alguns de seus matizes... Todavia, palavras que são, exata, e, inquestionavelmente, eu mesmo! E quem me conhece sabe que não sou feito dessa dureza, não. Muito pelo contrário. Todavia, há vezes em que ela - a dureza! - se impõe... Apesar da ternura que, diuturnamente, me habita os Abissais Sentires!

Parabéns, CAPPAZ! Parabéns, CAPAZES! A Vida continua... A Vida é uma Exortação à Coragem! Um cadenciado Hino de Amor e Fé aos Homens-de-Boa-Vontade! Pelo menos, é assim que a vejo... Que a sinto! Não nos deixemos abater por nada, nem por ninguém! Sejamos parte da Vida um do outro. Sejamos, pois, maiores que as dificuldades. E sigamos, com destemor, a Lição da Árvore que, dignamente, verga, mas não quebra - sempre que soprarem ventos contrários...

Um Brinde à Vida (longa!) de todos nós, Confreiras e Confrades de um mesmo e belo Ideal - Frutos Espirituais da mesma e doce Videira abençoada por Deus! E um Brinde à Memória de nossos Ícones: Pacifistas Universais!

Com franciscano abraço,

J.J. Oliveira Gonçalves/JJotaPoet@!
Presidente de Honra/CAPPAZ
Porto Alegre, 21 de maio/2009.
11h49min

 

Editorial 03-2008
Ano Novo - CAPPAZ
Para 2009, novo ano, novos sonhos...

Autoria: Regina Sant'Anna

 

 

    Mais um ano concluímos. É chegada a hora de renovarmos nossas promessas, criarmos novos objetivos a serem conquistado, almejar novos sonhos de felicidade, de paz, de amor e de fazermos um balanço geral de tudo que foi positivo ou não.
  A CAPPAZ trilhou seus primeiros passos neste ano de 2008 que chega ao fim. Como um trem em sua jornada, muitos passageiros embarcaram ao longo do caminho e alguns desembarcaram. A cada parada, seja de embarque ou desembarque, somamos bagagem que nos deram, acima de tudo, um novo conhecimento ou reconhecer, uma nova visão do contexto material, imaterial do que procuramos trabalhar e agregar para seguirmos no ideal de paz e justiça para todos. Até mesmo uma nova visão de nós, membros da CAPPAZ, como seres humanos sujeitos aos altos e baixos, aos ganhos e perdas da vida.
  Em 2008, recebemos críticas, criticamos, elogiamos e fomos elogiados, partimos unidos para nosso primeiro grande evento, o “XVI Congresso Brasileiro de Poesia”, em Bento Gonçalves. Fizemos sorrir crianças, de vidas tão sofrida