205ª CIRANDA CAPPAZ – JUNHO/2026
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01
ABERTURA
VAMOS CONTAR NOSSAS HISTÓRIAS...
Exercício Conjunto dos Sonetistas CAPPAZes
Nas páginas do tempo registramos, (Hélio Cabral)
a nossa linda história em poesia... (Neneca Barbosa)
Cada linha que em luta nós rimamos, (Salomé Pires)
quer seja na tristeza, ou na alegria. (Hélio Cabral)
Tantas festas juninas que passamos, (Hélio Cabral)
Com passagens que trazem nostalgia... (Salomé Pires)
Felizes somos pelos que abraçamos, (Neneca Barbosa)
em um mundo de sonho e de magia. (Hélio Cabral)
A sanfona dá vida à tradição, (Neneca Barbosa)
despertando o que traz nossa memória, (Salomé Pires)
nossos versos de amor no coração. (Hélio Cabral)
O poema da vida é na verdade. (Salomé Pires)
A nossa linda estrada, a nossa glória, (Hélio Cabral)
ao culminar em nossa Liberdade! (Neneca Barbosa)
PARTICIPANTES DA 205ª CIRANDAS – MÃOS QUE ESCREVEM HISTÓRIAS
Antônio Oliveira (Cardoso) (03)
Deomídio Macêdo (07)
Eda Bridi (06)
Hélio Cabral Filho (09) ENCERRAMENTO
Lúcia Silva (08)
José Maria de Jesus Raimundo Silva (02)
Joyce Lima Krischke (04)
Sonetistas CAPPAZes (01) ABERTURA
Terezinha Santos da Silva (05)
02
MÃOS QUE ESCREVEM HISTÓRIA
José Maria de Jesus Raimundo Silva - Varginha MG
Escrevem história do passado e presente.
Onde vivemos na terra natal.
Das festas juninas, das quermesses promovida pela igreja.
Das surpresas que a vida nos dá.
Das alegrias e momentos de tristezas.
Dos nascimentos e falecimentos dos entes amados.
Estudos e namoro, viagens e sonhos.
Das poesias que brotam da alma, por um amor duradouro,
Que transformou minha vida. O nascimento dos filhos e netos.
Lembranças de meus pais biológicos e adotivos,
Dos pais de minha esposa, dos amigos(as) com que convivi.
De Campos Gerais, Varginha, Passa Quatro, Alfenas, Carmo do Rio Claro, Belo Horizonte, Poços de Caldas, São Lourenço, Caxambu e Cambuquira, Três Corações e Extrema - MG.
São Paulo, Rio Claro, Lorena, São José dos Campos, Aparecida, Cruzeiro, Campinas e Indaiatuba - SP,
Egito, Grécia, Israel, Jordânia, Palestina, Itália, Vaticano, França e Portugal.
Cruzeiro nas Ilhas Gregas.
Das emoções vividas no campo literário.
Da Academia Varginhense de Letras Varginhense, Artes e Ciências,
Grupo Sul Mineiro de Poesia, Instituto da Poesia Internacional, Associação dos Poetas e Escritores do Sul de Minas, Presidente da CAPPAZ Região Sudoeste, Segundo Vice-Presidente Nacional da CAPPAZ, Confraria de Artistas e Poetas pela Paz, e
Membro do Conselho Administrativo.
03
MÃOS
Cardoso
Mãos belas mãos
Que na vida ressuscitam
Em artes gestos e escritas
As histórias vividas
Mãos iluminadas
Reverberam diversidades
Humanos em lealdades
Descrevendo a realidade
Mãos que apontam o céu
Mãos que ruminam ideias
Com lápis ou caneta
Escrevendo a odisseia
As mãos da felicidade
Caridade e fraternidade
Pelas mãos de Maria
Só amor paz e romaria
A melhor coisa da vida
É ter uma mão amiga
Paz amor e alegria
Leito da sabedoria
06/2026
04
MÃOS QUE ESCREVEM HISTÓRIAS- A MENINA DO ZEPPELIN
Joyce Lima Krischke
(Estrofe 1)
Dia vinte e nove de junho,
Lá no ano trinta e quatro.
Porto Alegre parou tudo
Pra assistir o meu teatro!
Meio-dia e vinte passado,
O Piratini tremeu,
O Zeppelin deu duas voltas
No segundo em que nasci eu!
(Estrofe 2)
A molecada na rua
Gritava e apontava o dedo:
"Lá vem o bebê voador,
O afilhado de São Pedro! "
Meus pais contavam a história,
A vizinha dava risada:
" Cegonha que nada, meu velho,
Essa entrega foi turbinada! "
(Refrão)
Diziam que eu vim de cegonha,
Que conversa mais sem graça!
Eu vim de Graf Zeppelin,
Fazendo a maior fumaça!
Cegonha não “guenta” o tranco,
O meu berço era de prata,
Voei no charuto gigante
Que cruzou a nossa praça!
(Estrofe 3)
São noventa e dois anos de voo,
Minha asa nunca quebrou!
O motor desse tal dirigível
Até hoje não pifou!
Quem rir da minha mentira,
Que vá no céu conferir,
Pois eu nasci voando alto
E ninguém vai me derrubar daqui!
"Sai da frente que o Zeppelin tá pousando!"
05
ARTE, MENSAGEIRA DO AMOR
Terezinha Santos da Silva
Neste mundo belo e muito conturbado,
Milhares de humanos só aspiram a paz,
E ao mesmo tempo encontram na arte,
A melhor resposta para o que lhes apraz.
Ou buscam inspiração em quem está ao lado,
E na natureza inspiradora em qualquer parte,
Como tem se tornado a meta da CAPPAZ!
São mentes, espíritos e mãos em ação,
Artistas a despertar a emoção estética!
E ao firmar no papel sonhos e utopias,
São capazes também de cultivam a ética!
Porque conhecem a realidade humana,
E enquanto as palavras traduzem a razão,
Do coração um bem maior emana!
Somos capazes de reconhecer no mundo,
O sofrimento do irmão que aos olhos salta,
E ao perseguirmos a paz em profundo,
Com fraternal amor seguimos dando voltas,
Para promover o amor e a paz que tanto falta,
Porque assim espera quem vive no fundo,
Procurando no outro aquilo que importa!
Somos capazes de fugir no mundo,
No que diz respeito às ideias mortas.
Pois pela arte iluminamos em profundo!
Avante, artistas e artesãos da palavra,
Continuemos a faina que brota no coração
E como dizem que a arte imita a vida,
Só conquista no irmão a indelével lavra!
Podereis achar que este labor é vão,
Mas basta sentir a força das palavras,
As quais nos versos parecem oração!
E se nos ativermos à palavra literária,
Ou qualquer arte posta em nossa mão,
Veremos que a poesia é como uma ária,
Que enleva espíritos em grande profusão!
Artistas e poetas, continuemos na lida,
Em prol da cultura popular ou erudita,
Pois os que fruírem a nossa produção,
Poderemos comover com a palavra dita.
Que mergulha no âmago de um coração,
Pois a arte tem força porque ela incita,
A prescrutar na arte estética e emoção!
06
“MÃOS QUE ESCREVEM HISTÓRIAS”
Esta história é homenagem
Á Comunidade Nossa Senhora de Fátima de Linha Carijinho
Sobradinho -RS
Eda Bridi
Mata nativa embeleza a natureza
Das lavouras vem a riqueza
Dos parreirais a uva para o vinho
Cantam os pássaros
Correm as águas do arroio
Que dá nome à Linha Carijinho
Que dá encanto ao Recanto
Balneário “Curva do Rio”
No município de Sobradinho - RS
O sol desponta por trás dos morros
Chegam caravanas de festeiros
Das redondezas vêm pedestres
Sobre o Arroio uma pinguela
Os conduz à estrada de chão
Ladeada de flores silvestres!
Badala o sino da Capela
O Padre celebra a missa
Em louvor a São João Batista
O Santo é levado em procissão
Pelos caminhos do Arraial
Prenunciando a Paz
A Paz de Jesus!
No Arraial, tendas e gostosuras
Bolo de milho, batata doce, rapadura
Pinhão, pipoca, quentão, cachaça
Risoto no panelão e vinho na taça
E capilé pra quem “quisé”!
Em noite de céu estrelado
Lenhas já postas pela comunidade
Do jeito redondo ou quadrado
E a fogueira está feita, uma claridade!
Arde a brasa, arde coração!
Meia noite ...
Pés descalços pisam sobre brasas
Sem dor... Apostas? Ou fé?
Tão rápidos! Têm “asas”?
É tradição! É Festa de São João!
Simpatias e provas de amor
Aquecem alma e coração!
Tem casamento caipira? Oh! Sim. Oh! Não.
Tem moça no Salão. Tem enamorado.
É o amor!
Geme a gaita e as cordas do violão
Todos dançam vanerão!
A festa continua no arraial!
Cordões de bandeirinhas vermelhas,
Verdes, amarelas inspiram as tradições!
Azuis, poesia! Brancas, a paz!
A paz nos corações! A paz de Jesus!
A passagem de pés descalços, sem queimá-los, é uma tradição há mais de 80 anos, na localidade de Linha Carijinho, e surgiu de uma aposta entre amigos. A Festa de São João faz parte do Calendário de Eventos da Secretaria de Educação, Cultura, Turismo e Desporto do município de Sobradinho – RS
Obs, este poema consta na Antologia CAPPAZ “Interfaces de Amor e Paz” – Volume 14 – 2023, com algumas atualizações.
07
MÃOS QUE ESCREVEM HISTÓRIAS
(Deomidio Macêdo)
As minhas mãos escrevem aquilo que o pensamento alcança e o coração confirma.
Cada palavra nasce como um sopro da alma, retratando a realidade da vida sob as infinitas conjunções do maior amor de Deus.
Não escrevem apenas frases; escrevem caminhos, encontros, despedidas, esperanças e recomeços.
São histórias reais. Histórias de amor que florescem na alegria e também nas grandes tribulações.
Histórias que, muitas vezes, a razão não consegue explicar, mas que o coração compreende com a delicadeza de quem aprendeu a sentir antes mesmo de julgar.
As mãos que escrevem histórias transformam sentimentos em versos e silenciam a dor com a linguagem da esperança.
Escrevem o amor em todas as suas formas, oferecendo às pessoas a beleza da poesia como fonte de paz, harmonia e renovação interior.
A luz que habita cada poeta ilumina as palavras que ele semeia. Dessa luz nasce a poesia que consola, desperta consciências, fortalece a fé e inspira a humanidade a crescer para melhor.
Cada verso é uma semente lançada no tempo, esperando florescer no coração de quem a acolhe.
E quando a escrita se dedica ao bem-estar do ser humano, ao respeito pelos animais, ao cuidado com a fauna, a flora e toda a criação, ela se torna uma prece silenciosa, um gesto de amor que abraça o mundo e anuncia um futuro mais fraterno.
Assim seguem as minhas mãos: humildes, perseverantes e confiantes. Mãos que escrevem histórias, porque acreditam que uma palavra inspirada pode aliviar uma dor, despertar um sorriso, fortalecer uma esperança e aproximar os corações do amor infinito de Deus.
08
MÃOS QUE ESCREVEM HISTÓRIAS
Lúcia Silva
Mãos vão tecendo caminhos,
No papel nasce a emoção,
Guardam sonhos e carinhos,
Que florescem na expressão;
Cada verso deixa glória,
E se eterniza em canção.
Mãos que escrevem nossa vida,
Com ternura e inspiração,
Dão à lembrança guarida,
Transformando-a em criação;
Cada página é memória,
que habita no coração.
09
ENCERRAMENTO
SAGRADAS MÃOS
Hélio Cabral
Que sejam cada dia mais benditas,
Aquelas mãos que expressam, com brandura,
As letras, as imagens mais bonitas,
Na produção da arte e da cultura.
As mentes produtivas, eruditas,
Os corações que mostram a mais pura
Inspiração divina nas escritas,
Ou mesmo no desenho, na pintura...
As mais ditosas mãos, transformadoras,
Merecem nossas bênçãos, nossos vivas,
Pois são, dos sentimentos, as gestoras.
São mãos agraciadas e expressivas,
Na geração de histórias benfeitoras,
Na glória dessas almas criativas
205ª CIRANDA CAPPAZ – TEMÁTICA LIVRE
01 ABERTURA
FESTAS JUNINAS
Neneca Barbosa
As festas juninas no sertão
São de uma tamanha animação,
Alegrando nosso sertanejo
Deslumbrado com vários festejos.
A fogueira no céu crepitando,
No salão toda gente dançando,
Esquecendo da vida sofrida
Onde a seca faz a sua investida.
Tem quadrilha e muito arrasta-pé,
Ao som da sanfona e da boa fé.
O xaxado, forró, xote e baião...
Os casais rodopiando no salão.
Culinária de boa qualidade,
Toda feita com habilidade:
Pé-de-moleque, canjica, milho
Pamonha, mungunzá, sequilho...
Tem chuvinha, fogos e balão,
Varando os céus num grande clarão.
Divertimento pra meninada,
Que feliz dá suas gargalhadas.
Que saudades do São João de outrora!
Da magia do nascer da aurora,
O sol brilhante, quanta beleza,
Bafejando toda a Natureza.
João Pessoa, PB
PARTICIPANTES
Carlos Reinaldo de Souza (05)
Joyce Lima Krischke (06)
Lúcia Silva (07)
Neneca Barbosa (01) ABERTURA
Neneca Barbosa (03)
Roseleide Farias (02)
Terezinha Teixeira Santos (04)
02
MEU NORDESTE
Roseleide Farias
Meu Nordeste registra histórias
Em suas rimas, cultura e tradição
Uma beleza cantar xote, forró, baião.
Nunca no mundo muito se viu
O calor na alegria e canções
Rodas de Côco e as Cirandas
Do Forró, Xaxado, ao Artesão
Eis no meu Nordeste o amor
Sente na alma o doce fulgor
Tem no corpo calor e paixão
Em noites juninas de São João.
VIVA SÃO PEDRO E SÃO JOÃO. 🙌🥰
Cabedelo/PB
24/06/2026
03
TOADA DO BOIADEIRO
Neneca Barbosa
Quando o sol surge no horizonte desperto.
Lá fora trinam as aves em revoadas,
E ao longe ouço o som contagiante das toadas,
Guiado pelo vento, chegando mais perto.
É a cantiga do corajoso boiadeiro,
Que tange a boiada levando ao seu destino.
Sai pela estrada tal qual um peregrino,
Enfrentando os desafios como um guerreiro.
Nas noites ardentes sua viola dedilha,
Sonoras notas pra matar a saudade,
Da amada que lhe espera com ansiedade
Para ouvir seus versos de amor em sextilha.
O resplendor do luar lhe faz companhia,
Sua voz é envolvida por suave magia...
Das estrelas que brilham com harmonia,
Dando-lhe esperança pra sua travessia.
04
FESTA DO SÃO JOÃO
Terezinha Teixeira Santos
Oh, que saudade eu tenho!
Do meu tempo de criança
Das festas de São João,
Guardo eternas lembranças.
A noite ficava iluminada,
Com as chamas das fogueiras
Que espalhadas pelas ruas,
Clareavam a noite inteira.
Lembro-me das festas na roça
E das meninas de saias floridas,
O arraial ficava lindo
Enfeitado de bandeirolas coloridas.
A alegria do São João,
É riqueza do nordestino,
É saudade de quem tá longe,
Pela força do destino.
Para meus netos quero contar
Minhas lembranças eternizadas,
De um passado saudoso,
Histórias sempre lembradas.
05
OS SANTOS DE JUNHO
Carlos Reinaldo de Souza
Santo Antônio é padroeiro,
das mocinhas casadeiras.
São João é Santo festeiro,
em junho faz as fogueiras.
São Pedro é o primeiro Papa,
da Igreja foi pioneiro.
Cada um tem sua etapa,
sendo Pedro o timoneiro.
Todos três são muito amados,
cada qual tem o seu jeito.
Todos três são acatados.
Por isso eu sigo cantando,
sempre com muito respeito
e meus irmãos abraçando.
Lafayette - MG
06
POETISA VOA- adaptação para música
Joyce Lima Krischke
[Estofe 1]
Poetisa voa pelo céu infinito,
Lá encontra um mundo mais bonito...
Entre anjos, numa noite enluarada,
Sente a paz e o bem,
Fitando a lua prateada.
[Estrofe 2]
Qual pluma ao vento,
Entre luzes prateadas,
A poetisa recorda caminhadas
À beira-mar...
[REFRÃO]
Poetisa voa!
Voa sem parar!
Tecendo sonhos no ar,
Para o amor espalhar!
Poetisa voa!
Leva luz e paz,
Transformando o mundo
Em poesia e cais!
Poetisa voa...
Poetisa voa...
[Estrofe 3]
Do alto contempla a neve,
No voo não sente frio.
E por onde passa,
Eterniza em versos
Sua poesia.
[Estrofe 4]
Poetisa veste brisa,
A felicidade sinaliza,
Distribuindo amor em versos...
Poetisa voa...
[PONTE]
Entre estrelas e mares,
Sua voz é canção.
No silêncio da noite,
Floresce a emoção.
[REFRÃO FINAL]
Poetisa voa!
Voa sem parar!
Tecendo sonhos no ar,
Para o amor espalhar!
Poetisa voa!
Leva luz e paz,
Transformando o mundo
Em poesia e cais!
Poetisa voa...
Poetisa sonha...
Eternizando o amor
Na força da canção...
07
Roda do Saber
Lúcia Silva
Velha roda em repouso,
guarda histórias do caminho;
cada volta foi um esforço,
cada sulco, um carinho.
Assim também é a educação:
não se mede pela pressa,
mas pelas marcas que deixa
em cada mente que desperta.
Ensinar é pôr a roda em movimento,
mesmo quando o tempo parece parar;
pois quem aprende segue adiante,
faz novos caminhos
e leva consigo o mundo
que um mestre ajudou a construir.


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